12 de dezembro de 2007

Aracnofobia


"Aracnofobia" fez parte daquela febre que se alastrou nos EUA nos anos 90 , onde filmes de ataques sanguinários de bichos eram vistos aos montes. Exemplos como: "Ratos em Nova York" , "Tarântula" , "Piranha" , entre outros. "Aracnofobia" entra neste século como o melhor deste gênero. Bem. Vendo os outros títulos que eu coloquei a cima , não é muito difícil imaginar , o porquê. Mas deixando isso de lado. Aracnofobia cumpre o seu papel de entretenimento e satisfaz o espectador com seu bom humor...

Na história , Ross Jennings (Jeff Daniels) é um médico que, juntamente com sua família, vai morar em uma cidade do interior da Califórnia. Quando todos os seus pacientes começam a morrer misteriosamente, passa-se a suspeitar gradativamente que as mortes tenham sido provocadas por aranhas que existem em sua casa.

O ritmo do filme é um ritmo lento , mas simples e eficiente. Não dá cortes bruscos. Só faz o espectador se adaptar com o roteiro. As cenas em que somos apresentados ao novo casal na cidade. O pavor de aranha de Jennings. O médico sem escrúpulos da cidade. É tudo apresentado da forma mais simples possível. Para o espectador não sentir incomodo em excesso. É só dar uma olhada no pequeno tempo de duração. Tudo para que o espectador se sinta o mais confortável possível. Um excelente trabalho de Frank Marshall que já tinha em seu currículo grandes filmes , como: "Poltergeist" e "Império do Sol".

Em relação as atuações. Não há muito o que falar em atuações num filme de "bichos assassinos". O que avaliamos nessas horas? Quem grita mais? Mas dando uma olhada nas atuações , vemos que o mais consegue desenvolver o seu personagem , mesmo que num modo menos favorecido é o Julian Sands. Consegue fazer em poucos minutos de cena trazer um bom carisma para o publico , algo que precisava urgentemente no filme , e faz com que torcemos para ele em momentos do filme. Jeff Daniel interpreta o médico que tem pavor de aranhas, mas que será obrigado a ser o herói da história. Faz isso pessimamente. Não conseguimos ver o desenvolver do medo dele , e peca em mostrar seu lado corajoso no final da história. Volto a repetir. Não que faça nós pegarmos como base esse trabalho do ator e julga-lo. Como falei , é muito difícil criticar uma atuação num filme de aranhas. E isto se torna claro , se você visualizar o currículo do ator nos próximos anos no cinema. "As Horas" , "Boa noite e Boa Sorte". Todos no currículo do ator. John Goodman faz o que tinha que ser feito com seu personagem. Traz o aspecto cômico para a história.

Aracnofobia como foi falado é um dos melhores filmes deste gênero. Posto que só foi perder com a chegada de Serpentes a Bordo. Tem uma estrutura narrativa simples mais eficiente. O típico filme para lazer. Prepare a pipoca , mas cuide as aranhas.


(3 estrela em 5)

25 de novembro de 2007

Essa coisa que se chama "Sétima Arte" (Especial)

O Mundo ultimamente tem sofrido. Não falo sobre esses "assuntos do momento"(inversão térmica , aquecimento global), que são igualmente importantes ; falo sobre as pessoas. As pessoas estão cansadas de sofrer. Não há mais lugar para voltarmos os olhos. Vemos a politica: é só corrupção. Vemos o nosso planeta: desastres ecológicos. As pessoas estão a cada dia mais tristes. Para muitos(como eu) a unica saída é viver um tipo de viagem virtual , uma coisa que vai ter um final feliz; um mundo com pessoas conscientes. Uma Utopia. Isso é a minha paixão. O Cinema. Eu não tenho como descrever esta forma de expressar o que o ser humano sente nas mais variadas épocas.

Esse pequeno parágrafo foi o melhor que consegui transmitir para você , meu grande amigo leitor. Você que me acompanha desde o começo do blog ; viu o quanto uma pessoa pode evoluir em gosto , escrita , tudo. Eu tenho um carinha especial para esses leitores. Os novos são igualmente importantes. Posso listar algumas das pessoas que melhor tecem comentários por aqui. Moretto (que tem um dos melhores bloggues , que tive o prazer de ler , neste tempo na internet) , Bernardo ( que o seu bloggue Reflexões , é ótimo nos seus mais variados posts) , entre outros. Tenho grande carinho por pessoas que me acompanham desde o inicio. Janaina , Marcaum , Mayana ; e amigos que sempre me apoiaram ( esses os que julgo mais importante) , Inácio , Odilon , Rafinha , meu bom amigo Daniel (que curiosamente , foi ele que me fez querer ser critico de filmes). E aqueles que estão chegando agora. Saibam que serão muito bem recebidos. Quanto mais leitores melhor o critico se sente.

Tenho muitas coisas para agradecer nesta vida destinada ao cinema. Desde as piores coisas até as melhores. O cinema faz e sempre fará parte da minha vida. Foram muitas emoções em todos esses 18 anos voltados ao cinema : Meu primeiro filme - A Experiência ; minha primeira paixão - Neve Campbell em Pânico ; minha crítica - O Senhor dos Anéis - as mortes dolorosas - Jerry Orbach , Christopher Reeve , Bergman , são muitas coisas para reelembrar. Mas o motivo deste post foi para ser um tipo de diário. Eu vejo nos bloggues pessoais que a maioria tenta colocar as magoas para fora. Eu ficava triste com isto , mas hoje eu entendo. Alguma coisa , um milagre , algo tem de acontecer. O mundo anda triste , e ficando cada vez pior. Quando o cinema começou com os irmãos Lumiere , nas telas da época eram passadas cenas comuns do dia-a-dia. A estrada por onde passavamos, a ponte da cidade , entre outros. O cinema sempre conseguiu colocar os sentimentos das pessoas em progessão. Na crise de 29 colocou "Cidadão Kane". Em 40 Superações relacionadas com a guerra. Em 60 "Uma Rua Chamada Pecado". Em 70 , 80 os musicais "Embalos de Sabado a Noite" e "Grease" tomaram espaço. Hoje os idolos são os "anti-heróis". Exemplo como o capitão Nascimento no filme "Tropa de Elite". Hoje conhecido por todos os brasileiros.

O cinema funciona como escape deste mundo triste ; portanto , veja a proxima comédia romântica , e não saia triste por não ser um grande filme. Saia feliz por esquecer dos seus problemas ao menos por uma hora e meia. E agradeça a Deus por termos ao menos o cinema para nos refugiarmos. Peço que os leitores deste blog agradeçam por termos esta coisa fabulosa que se chama "Sétima Arte".

2 de novembro de 2007

Nem Tudo é Relativo (Teatro)



É isso mesmo que vocês leram pessoal. Hoje o blog vai fazer uma critica de um teatro. Fugiremos um pouco dos filmes Hollywoodianos e entraremos num mundo novo - o teatro. Sou meio novo nesta area , mas foi uma das peças mais divertidas que tive a oportunidade de ver , em poucas idas ao teatro. A peça do professor Rafael Jadoski não ajuda só vestibulandos , mas pessoas que querem se divertir e ter um aprofundamento maior na fisica. E isso é muito bem representado na peça.

A peça traz um personal trainer que utiliza o High Stress Vestibular Fitness (programa que usa o dia-a-dia do vestibulando para malhar e entender o comportamento da massa da relatividade), e Ana Maria Benga, que apresenta o programa Mais V=C, fazendo referência a velocidade da luz, passando por Bin Laden explicando a confecção de uma bomba atômica.

Talvez o unico problema da peça seja sua iluminação. Ramon Santos e Edwin Yokota que ficaram no encargo da parte tecnica ficam confuso em algumas horas. As cenas em que Jadoski tenta andar pelo palco , a iluminação não o segue , dificultando a cena e parecendo que o espectador está tendo só uma aula , e não uma peça. Mas é só poucas cenas em que esse erro acontece.

Os destaques da peça são as cenas de Einstein e Newton. Até o espectador que não se animou com a peça em seus minutos iniciais , não consiguirá segurar o riso nas cenas dos duelos de Einstein e Newton. É de uma excelencia e irreverencia que chega a dar inveja. As trilhas que marcaram epocas no cinema , também estão presentes nesta cena. Desde Rocky - O Lutador , até Mortal Kombat. Até a barra de marcar vida dos fisicos está presente na cena. Simplismente sensacional. Ainda na cena , a presença que marca é a de Chico Lima como Isack Newton. Está simplismente brilhante. A cena em que fala para Jadoski - "meu homem" - é impossivel segurar as palmas (confesso que eu fui um dos que começaram).

Em relação as atuações. O elenco não é profissional , mas está num ótimo caminho. Destaques para Chico Lima e sua performance como Isack Newton ; Rafael Reüs como Einstein ; Joana Cardoso como a "pegadinha do diabo" também merece um grande destaque. Está muito bem em cena. E consegue transmitir o seu personagem do jeito que deveria. Destaques para cenas dela com Jadoski , e na passagem do tempo. Agora , nada se compara ao carisma de Rafael Jadoski. Além de nos mostrar uma otima peça , nos traz seu enorme carisma. Desde sua primeira cena inicial com terno , até sua cena como "anjinho" , para a loucura das mulheres na platéia.

A peça é uma boa pedida para os vestibulando e para os que querem aprender fisica de uma maneira mais divertida , como eu disse no começo do texto. As cenas dos duelos entre Newton e Einstein , as cenas da "pegadinha do diabo" , e a cena da maozinha mandando Einstein para o "quinto dos infernos" são fabulosas. E nada mais verdadeiro como as cenas de agradecimento de premios. Algo muito presente(e irritante) no Oscar ultimamente. Quem ainda não viu e mora em Florianópolis corra, pois a peça só vai ter mais duas sessões : De 10/11 a 11/11 ,sabado e domingo, às 19h , no Teatro da Catedral - Antigo Cine Hitz. E como Jadoski diria num final de dia , ou de texto - neste caso - , e algo presente nesta peça. "Um bom final de semana para vocês , e sinceros votos de que ninguém... MORRA".

(4 estrelas em 5)



Agora vou publicar uma entrevista que tive a oportunidade de fazer com Jadoski no final da peça:

Andrey : Quando e como você pensou em em fazer a peça?
Jadoski: Eu já a tinha em mente a 4 anos , mas foi só nos ultimos meses que passei realmente a escreve-la.

Andrey : Qual foi o intuito?
Jadoski: Melhorar a matéria para um vestibulando , afinal tem gente que nem sabe o que é o efeito fotonelétrico , e que foi por ele que Einstein ganhou o premio Nobel.

Andrey : Quando tu conseguiu começar a fazer a peça?
Jadoski: Nos ultimos meses. Com o apoio dos patrocinadores , ficou mais fácil.


Andrey : Os atores já eram seus conhecidos?
Jadoski: Eu já conhecia a Joana , aí ela me apresentou o resto do pessoal.


Andrey : Ficou satisfeito com a estréia?
Jadoski: Estou radiante. Mas um pouco cansado.

Andrey : Pretendem ir para outras cidades?
Jadoski: Já estamos tentando fechar negócio com as cidades de Mafra e Porto Alegre. Em Porto Alegre queremos o Teatro São Pedro. Mas é dificil conseguir vaga.

Andrey : E Curitiba?
Jadoski: Vamos esperar a peça ficar mais conhecida , e faremos um tour pelo país(risos).

Andrey : Já tem alguma outra peça em mente?
Jadoski: Sim. Tenho muitas ideias para uma nova peça.

Andrey : Vai continuar esta mesma peça nos anos seguintes? Vão incrementar coisas novas?
Jadoski: Continuaremos a peça. Algumas coisas novas poderão pintar , mas a base é esta que o pessoal viu.

Andrey : Esta foi a primeira peça que você escreveu?
Jadoski: É sim. Pensei nela durante 4 anos. É um sonho que se realizou.

Andrey : Como foi a publicidade?
Jadoski: Perfeita. Muit boa mesmo. Entrevistas na Band , no Bom dia Santa Catarina , e comerciais na RBS. Graças aos patrocinadores. Livrarias Catarinense , Só Exatas...

Andrey : Você pegou inspiração de outras peças , ou você é novato no ramo?
Jadoski: Vi muitas peças , mas nunca uma propriamente de Fisica.

Andrey : Foi dificil conseguir alguem para bancar a peça?
Jadoski: É. Um pouco. É dificil achar patrocinadores para uma peça de fisica. Só quando viram que seria uma peça engraçada também , que eles aceitaram participar do projeto. Eles pensam no publico e não se a peça vai ser boa para um vestibulando. Mas no final tudo saiu bem. Dividimos entre nós(atores) , e os patrocinadores ficaram no encargo de arranjar entrevistas e comerciais para a peça. Tudo deu certo - graças a Deus - no final.

Abraço para o grande Rafael Jadoski por me conceder seu tempo , nesta ótima entrevista.

28 de outubro de 2007

Primitivo (2007)


"Ele é grande."
Esse é o tipo de frase que você vai encontrar no novo fiasco que acabou de passar pelos cinemas brasileiros.Primitivo além de ser um filme perfeito para sessão da tarde, não consegue nem fazer o espectador ficar com medo da fera, ou se importar com os "mocinhos" ; algo presente em "Tubarão" por exemplo.

A boa abertura pode até enganar os desavisados , que irão pensar que verão um grande filme ; as cenas de passagem por jornais (coisa que sou fã incondicional), e os nomes que colocam nesses jornais , para a fera , estão muito bem encaixados. Mas daí para diante o filme se perde completamente.

É incrivel como duas mentes podem fazer mais besteira que uma sozinha. O roteiro de John Brancato e Michael Ferris é assustador - no mal sentido. Tenta dar um tipo de lição de moral para o que acontece no aeroporto.Coisa que fica assustadoramente mal colocada. Em vez de fazer o espectador pensar na péssima situação da Africa , acaba fazendo o espectador rir de como a má condução de camera e trilha sonora acabam com qualquer esperança da cena. A trilha nesta cena é pavorosa, parece que estamos vendo algum tipo de paródia , e não um filma sério.

A direção de Michael Katleman é deplorável. Filma como principiante. Parece não saber o que fazer... Os enquadramentos estão péssimos , e o diretor parece estar fazendo filmagens rápidas , para ir rapidamente para casa. Os diálogos além de ser pavorosos - vide a primeira frase desta critica - são extremalmente mal colocados , a montagem estupidamente mal cuidada.

Os personagens estão péssimos também. Além de o roteiro não conseguir "fazer" a preoucupação com seus personagens , as atuações são igualmente ruins ao resto do filme. Destaques para Dominic Purcell , que precisa urgentemente demitir seu agente , pois não é possivel só estrelar "lixos cinematográficos" ; e também para Orlando Jones que tenta ser o amigo engraçado , mas só consegue fazer com que nós torcessemos contra ele o filme todo.

Aliás , o filme até tenta usar o recurso do humor em boa parte do filme. Mas não chega nem perto de ao menos satisfatório. Tenta ser um tipo de "Madrugada dos Mortos" , mas consegue mais uma vez - como em "Tubarão" - perder numa comparação.
Ou se você quer uma comparação mais para o gênero deste filme: algo como "Anaconda". Não que os filmes "Anaconda" sejam bons , mas pelo menos o primeiro cumpre o que promete , o que não acontece em "Primitivo".

Numa citação do critico Pablo Villaça sobre "Anaconda 2":
"Se quero ver pessoas serem mortas por uma cobra gigante , quero que ao menos o elenco seja famoso." É o que vai fazer falta para muitos neste filme. Só que aqui não é uma cobra gigante , e sim um crocodilo gigante. Você vê a bobagem que soa isso?

Quem gostou dos filmes "Anaconda" poderá até gostar de "Primitivo". Mas não se iluda , pois "Anaconda" é só mais um filme que ganha uma comparação com "Primitivo".

(1 estrela em 5)

25 de outubro de 2007

O Mundo em Duas Voltas (2007)


Vilfredo e Heloísa, e seus filhos Pierre, David e Wilhelm Schürmann foram a primeira família brasileira a circunavegar o mundo em um veleiro. Partiram de Florianópolis, Santa Catarina, em 1984 e passaram dez anos velejando pelos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico. Os filhos cresceram a bordo, estudando por correspondência. Wilhelm foi o único dos filhos que permaneceu dez anos ininterruptos no veleiro. Em 1988, Pierre decidiu estudar Administração de Empresas nos Estados Unidos, onde morou até 1994. David desembarcou na Nova Zelândia, em 1991, graduando-se em Cinema e Televisão.

O sonho de refazer a rota do navegador português Fernão de Magalhães nasceu antes mesmo dos Schürmann retornarem ao Brasil da primeira viagem em 1994. Foram três anos de planejamento para o projeto: a expedição Magalhães Global Adventure teve investimentos de US$ 4 milhões. Em 23 de novembro de 1997, a família, no veleiro Aysso, iniciou uma nova volta ao mundo, dessa vez com a pequena Kat, filha caçula do casal, de apenas cinco anos de idade. A Família Schürmann percorreu 32.657 milhas (ou 60.481 quilômetros), durante 912 dias, passando por 48 portos, 31 ilhas, 19 países e nove territórios. A expedição foi acompanhada em 44 países, pela internet. O filme conta a história desta viagem e conta um pouco também sobre a vida da Familia Schürmann

A familia Schürmann talvez seja uma das familias navegadoras mais importantes do Brasil , e sua história vem despertando curiosidade no mundo todo. A história contada no filme é o que muitos estavam esperando. Um filme fiel e bem feito sobre a família e suas viagens. David Schürmann é o diretor do filme , e acerta na mosca. O filme é bem equilibrado e estruturado , só tem algumas pequenas falhas durante a montagem , na passagem de cena da viagem dos Schürmann para a de Magalhães. As cenas em que precisa ser dramatica também deixam um pouco a desejar. Principalmente em que Heloisa – a matriarca da familia – tem de descrever seus medos , e suas emoções. Não dão a emoção que precisaria , ao contrario , a voz de Heloisa fica tediosa. A história de Magalhães também não cai bem em cena. Entendo o porque do diretor querer unir as duas histórias , mas infelizmente fica com um clima de "documentariozinho" feito para a Globo.

Mas a grandes acertos na projeção. As cenas no barco Aysso são muito bem feita , as cameras são bem colocadas. Além das lindas paisagens que são apresentadas durante o filme. Desde Porto Belo até as ilhas mais afrodisiacas visitadas pela familia. O começo do filme é muito bem feito. A tempestade junto com o diário de bordo , dá um toque dramatico perfeito para o momento.
"Mundo em duas voltas"é a prova que o Brasil pode fazer grandes documentários. E por mais que passe os anos a história da familia , sempre poderá ser abordada com orgulho e com a justiça que mereçe. Pois o tempo passa , mas as imagens e os sentimentos são duradouros. Como disse Heloisa Shürmann : "tenha tempo para sonhar , tenha tempo para viver o sonho. E eles viveram.


(4 estrelas em 5)

21 de outubro de 2007

Um Cara Quase Perfeito (2006)



Não é segredo para ninguem que eu adoro começo e finais inovadores. Adorei isto em "O Grande Truque" e num mais novo exemplo "Um cara quase perfeito". Começos corajosos são dignos de nossa atenção. O começo de "Um cara quase perfeito" é realmente corajoso ; nos apresenta a primeira aula de diário, e consegue segurar o espectador na cadeira , isso além de não colocar o homem como o corno bobo que vai atrás da ex-mulher , algo cada vez mais presente neste tipo de filme.

Jack Giamoro (Ben Affleck) é um agente de atores que trabalha em Hollywood. Cheio de potencial, sua vida começa a desabar quando descobre que a esposa (Rebecca Romijn) está tendo um caso extra-conjugal. Seu inferno astral parece aumentar ainda mais quando seu diário é roubado por um jornalista, que está louco para revelar seus podres.

O bom deste tipo de comedia – vide Sideways – é o humor irreverente. O filme não tenta ser aquela comédia "forçada"(Todo Mundo em Panico 4 , Deu a Louca em Hollywood) , mas uma comédia inteligente (Sideways). Este é um grande fator no filme. O filme ainda não faz o espectador de bobo , e explica a trama logo no começo de forma bem apresentada. Aliás , a estrutura narrativa do filme é brilhante. O diretor Mike Binder(que também assina o roteiro) consegue criar um clima interessantissimo no filme , e ainda consegue a proeza de fazer o espectador se importar com seus personagens. As boas viradas de cena e sua montagem são excepcionais. As passagens de cena do escritorio do personagem de Afleck para o restaurante chinês, é de uma maneira simples , mas estéticamente impecável. O único problema é em alguns momentos as perseguições ao diário. O espectador chega a ficar indignado com tamanha displicencia de Afleck e seus sócios que não conseguem pegar o "tal" diário.

Em relação as atuações. Bem Afleck não é nem de longe o excelente ator , que precisaria para o papel ; mas mesmo assim consegue impor em cena o carisma que seu personagem deveria ter. Um ponto louvável. John Clesse ao contrario de Afleck não chega nem perto do carisma que o personagem deveria ter. Tanto que faz que o espectador torça para Afleck dar um soco em seu personagem durante a projeção. Infelizmente não acontece. Os socios de Afleck (Scott London , Gina Gershon , Kal Penn ) estão caricturais , mas não comprometem. Rebecca Romijn-Stamos está impecavel. Consegue conquistar o espectador a medida que vai conquistando o personagem de Afleck. Outro grande ponto nesta trama.

O filme realmente é uma surpresa agradável. Mike Binder consegue trazer uma vida no cotidiano para um filme realmente interessante. Depois de o assisti-lo não se culpe por chamá-lo por "Um filme quase perfeito" , que é realmente o nome que deveria chamar nesta critica , caro leitor.


(4 estrelas em 5)

16 de outubro de 2007

Premio para o Blog


É isso aí gente. Ganhei o selo "Vale a Pena Conferir" do excelente blog do Moretto (já está sendo linkado aqui no blog). E assim, também tenho de oferecer o selo a mais 5 blogs. Bom, escolha difícil, mas vamos lá:

http://novoboladefogo.zip.net/
http://simplesmentecinema.blogspot.com/
http://reflexoesdeumlouco.blogspot.com/
http://www.champ-vinyl.blogspot.com/
http://web.mac.com/fabio.c.martins/iWeb/Ankhmaya/FolhetimOnLine/FolhetimOnLine.html

É isso aí.. Esses são os melhores blogs que achei para dar o selo. Abraço a todos...

10 de outubro de 2007

Death Proof - À Prova de Morte (Em Março de 2008 no Brasil)


Falei algum tempo na critica do Inland Empire que existiam 3 pessoas que eram considerados gênios... Darren , David e David. Esse era o grupo de Ds. Só que ele pode ter uma pequena alteração , já que tem mais um nome para entrar na lista... Quentin Tarantino.

Grindhouse é um filme de dois filmes. Robert Rodriguez e Quentin Tarantino boloram esse projeto em 2005, fazer cada um dos diretores , um filme e junta-los e coloca-los na mesma projeção. Robert Rodriguez fez o filme chamado Planeta Terror , e Tarantino fez Death Poof – A Prova de Morte. Só que Grindhouse foi muito mal nas bilheterias americanas , então o estudio fez o que se esperava... Separou os dois filmes. Nos dois foram colocadas cenas inéditas. Tanto que A Prova de Morte teve 20 minutos a mais. E lançaram em dvd os dois separadamente. O que nos chega até essa nossa critica do filme de Quentin Tarantino., "A Prova da Morte".

Talvez eu esteja falando da maior obra-prima deste ano. O filme começa com uma abertura estilo anos 80. O diretor dá um close nos pés de uma personagem , provavelmente Tracie Thoms , e começa a passar os créditos. Uma idéia original e criativa que transmite beleza.

Logo depois nos vemos centrados na conversa das personagens em um carro. Os diálogos são extremamente inteligentes e leves. O filme até certo ponto é até "inofensivo". Em determinado momento faz até perguntarmos para nós mesmos o por quê do filme se chamar "A Prova de Morte". Mas tudo é respondido logo depois ; irei falar da cena mais adiante...

Já no bar a famosa DJ Jungle Julia diz que fez uma brincadeira à Abernathy – uma das três amigas .A Cena é extremamente cuidadosa e bem montada. A primeira aparição do carro também merece destaque.

Logo somos apresentados ao personagem Mike interpretado por Kurt Russel. Numa cena brilhante. Onde o personagem come a sua comida no bar. A cena mostra o que a competencia de Tarantino pode fazer com uma coisa tão comum. A apresentação da personagem Pam interpretada por Rose McGowan(série Charmed) está bem feita , e é jogada na trama de forma eficaz. E nas cenas em que as personagens dançam , mostra maior desempenho no que as do filme "Show Bar" , que é centrado nisso , por exemplo.

Agora chegamos ao que interessa , a cena do choque entre os carros. Em uma cena que a personagem Pam está no carro de Mike pegando carona , ele explica que o carro era feito para dublês e se chamava "A Prova de Morte" – explicado o título portanto. Eu não sou daquelas pessoas que colocam nas critica : "O melhor filme desde Matrix" ou "o melhor desde Alien". Pelo contrário não gosto disto. O filme acaba sendo extremamente superestimado. Mas me arrisco a falar que essa foi a melhor batida de todos os tempos. E mais acredito que a anos não há uma cena tão bem feita como esta.

Tarantino faz a batida em "cinco tempos". Roda , perna , salto , vidro , capotagem. É absolutamente fascinante o trabalho de cena. Além de ser inesperado. A genialidade do diretor é mais do que comprovada e faz uma das melhores cenas dos ultimos anos.
E ainda temos o sherife um tempo depois do "acidente" , tirando sarro dos filmes que de uma hora para outra descobrem tudo o que aconteceu. Em uma frase brilhante.

SPOILER : " Eu poderia passar um tempo perseguindo este lunatico , mas eu prefiro destinar este tempo a correr Nascar". FIM DO SPOILER

Em relação as atuações nesta primeira parte. Isto mesmo. Tem duas partes. Rosario Dawnson faz a melhor atuação das três amigas. É extremamente competente e segura em cena. Vanessa Ferlito também interpreta bem sua personagem. Assim como Sydney Tamiia Poitier que faz um trabalho eficaz. Mas o destaque vai para Kurt Russel. Realmente ele reencontrou seu caminho. Depois de um bom trabalho no filme "Sonhadora", ele volta com tudo. É incrivel sua atuação. Nos mostra tudo sobre seu personagem. Desde o seu lado doentio ao seu lado simpatico. Indiscutivelmente a melhor atuação do ano. Oscar de melhor ator em vista. E além disto tem a presença simpatica de Rose McGowan. Em poucos minutos em cena faz um ótimo trabalho.

Então chega a segunda parte. Somos mais uma vez apresentados a uma conversa entre amigas. Agora numa cena de bar. As conversas são extremamente cuidadosas e bem feitas. E revelará detalhes sobre o que está por vir , se o espectador prestar bem a atenção.

Uma curiosidade é que nas duas partes Tarantino mostra sua paixão por filmes de carros. As personagens por exemplo, nesta segunda parte , na conversa na mesa , reelembra o filme "Vanishing Point". Na primeira cena é Russel quem lembra do filme.

Em relações as atuações nesta segunda parte. Kurt Russel mais uma vez dá um show de interpretação. E as outras personagem são competentes também. Destaque para a personagem "famosa" do filme.

E é claro como em todos os "filmes Tarantinos" , o espectador deve esperar a virada sensacional , que só ele faz. Certamente ao final da sessão você irá sair extasiado com mais uma obra-prima do gênio. Acelere , corra para o cinema mais proximo , e cuidado para não cruzar no caminho de "Duplo Mike". Afinal você não é "À Prova de Morte"


(5 estrelas em 5)

9 de outubro de 2007

Filmes da Semana e Estréia das Séries na TV americana



Fido - O Mascote( Fido , EUA , 2006. Dir: Andrew Currie . Com: Carrie-Anne Moss , Billy Connolly , Dylan Baker). Fido é um daqueles bons filmes esquecidos pela mídia. Com originalidade , boas atuações e uma ótima fotografia , Fido se torna uma surpresa , nesse ano tão conturbado do cinema. (3 estrelas em 5)

Licença para casar( License to Wed , EUA , 2007. Dir: Ken Kwapis . Com: Robin Williams , Mandy Moore , John Krasinski). Um daqueles filmes que durante toda a projeção você pensa: "Por que eu estou assistindo isso?" Robbin Willians está cada vez errando mais na escolha de projetos. (1 estrela em 5)

Amor pode dar certo( Griffin & Phoenix , EUA , 2006. Dir: Ed Stone . Com: Amanda Peet , Dermot Mulroney). Se não fosse o péssimo roteiro de John Hiil seria um grande filme. As atuações de Peet e Mulroney são boas. Principalmente a charmosa atuação de Mulroney. (3 estrelas em 5)

O Cheiro do Ralo( Idem , Brasil , 2007. Dir: Heitor Dhalia . Com: Selton Mello , Paula Braun , Lourenço Mutarelli , Sílvia Lourenço). Uma obra-prima. Selton Mello traz uma atuação medida e engraçadíssima. Um anti-herói memorável. (5 estrelas em 5)

Despertar de uma paixão( The Painted Veil , EUA / China, 2006. Dir: John Curran . Com: Edward Norton , Naomi Watts , Liev Schreiber , Toby Jones). Um filme bonito, que prende o espectador com ótimas atuações de Naomi Watts e Edward Norton , e com sua grande trilha sonora. (4 estrelas em 5)

A Estranha Perfeita( Perfect Stranger , EUA , 2007. Dir: James Foley. Com: Bruce Willis , Halle Berry, Jason Antoon , Giovanni Ribisi). Um filme deplorável , com um dos piores finais possíveis. Como Bruce Willis foi se meter nisso? (1 estrela em 5)

Sonhando Acordado(The Good Night , EUA/Inglaterra , 2007. Dir: Jake Paltrow . Com: Danny DeVito , Penélope Cruz, Gwyneth Paltrow , Martin Freeman ). Filme monótono , mas que prende seu espectador. Uma das cenas que mais me deixou chocado no ano está neste filme. (3 estrelas em 5)

C.R.A.Z.Y. - Loucos por Amor(C.R.A.Z.Y, Canada , 2005. Dir: Jean-Marc Vallée . Com: Michel Côté , Pierre-Luc Brillant , Maxime Tremblay, Alex Gravel). Pode não lhe conquistar durante a primeira hora inicial. Mas a sua trama simples e realística acaba pegando-o de surpresa , sendo impossível segurar as lágrimas no final da projeção. (4 estrelas em 5)

Sobrenatural(Spirits , Coréia , 2004. Dir: Victor Vu . Com: Catherine Ai, Tuan Cuong, Kathleen Luong, Michael Minh, Kathy Nguyen, Dang Hung Son ). Japonês sabe fazer filme de terror. E não é diferente nesse caso. Trabalha bem as três histórias apresentadas , e pode até surpreender o espectador com seu final.(3 estrelas em 5)

Ultima Saída(Last Exit , Canada, 2006. Dir: John Fawcett . Com: Kathleen Robertson, Andrea Roth, Linden Ashby). Um filme surpreendentemente real. Lembra muito o filme "Fora de Controle" com a história passando-se em um dia inteiro.. (4 estrelas em 5)

Falando de Série:

Fiquei vendo os pilotos e episódios das novas séries que estreiam nos EUA ainda este ano , e talvez ano que vem no Brasil. Minhas primeiras impressões.

Californication – A série me lembra muito alguns bons tempos de Nip/Tuck. David Duchovny consegue criar uma ótima história.
N.º de estrelas : 4 . Qual episódio que estou : 5º
Se fará sucesso? Sim. Duchovny faz uma das melhores atuações da temporada. A série é meio complicada, mas tem tudo o que um jovem pode gostar.

Army Wives – Estou pensando se irei continuar a assisti-la. É uma boa história , mas que lembra muito de Desesperate Housewives. Em alguns momentos parece uma cópia. Mas é tem grande audiência nos EUA.
N.º de Estrelas : 2 Qual episódio: piloto
Se fará sucesso? Está bem nos Eua. Não sei se consiguirá manter a audiencia. Eu não gstei da série.

Chuck – Talvez a melhor estréia da temporada. Dirigida por MG das panteras. Tem ação de tirar o fôlego.
N.º de Estrelas: 4 Qual episódio: 2°
Se Fará sucesso? Com toda a certeza. Ação e comédia na dose certa.

Flash – Não está se dando bem com sua audiencia nos EUA. Talvez porque Flash não tem sua habilidade de super-herói desde o começo. Não sei. Mas a série tem seus momentos divertidos.
N.º de Estrelas: 3 Qual episódio: 3º
Se fará sucesso? Não decolou nos EUA. Acho que irá durar só esta temporada.

The Reaper – Outra grande série. Sua paródia com a sociedade é de uma sutileza incrível. Espero que continue assim.
N.º de Estrelas: 4 Qual episódio: piloto
Se fará sucesso? Acho que não. A serie é excepcional , só que não é uma serie que tenha grande audiencia.

Greek – Eu não gostei do piloto. Mas diferente de Army Wives , fiquei com a vontade de acompanhar o resto da série.
Nº de Estrelas: 2 Qual episódio: piloto
Se fará sucesso? Acho que não. Mas gosto de adolescente é complicado. De repente.

Alien in America – Trama divertida. Veremos como ficarão os proximos episódios. Pois essa é a chance de a NBC se reabilitar com a comédia.
N.º de Estrelas: 3 Qual episódio: piloto
Se fará sucesso? Acho que não. Não é um estilo comédia para americano.

Pushing Diaries – Falando a real. Depois de Studio 60 , eu não esperava nenhuma série tão boa assim. Relacionamento sem se tocar? Absolutamente Fascinante. A única 5 estrelas da temporada até agora.
Nº de estrelas: 5 Qual episódio: piloto
Se fará sucesso? Acho que durará só uma temporada. Porque? É um dos melhores pilotos dos ultimos tempos. Americanos não gostam de coisas boas e originais. Vide Studio 60.

Sarah Connor Chronichols
– Ação de tirar o fôlego também. A história é bem trabalhada e as atuações são boas.
N.º de Estrelas: 4 Qual episódio: piloto
Se fará sucesso? Alguém ainda tem duvida?

Moonlight
- Ótima série. Melhor que todos os filmes relacionados a vampiro já lançados.
N.º de Estrelas: 4 Qual episódio: piloto
Se fará sucesso? Tomara. Viciei na série. É muito boa.

Journeyman - Muito Clichê , mas tem seus momentos.
N.º de Estrelas: 3 Qual episódio: piloto
Se Fará sucesso? Dificil. Eu até que achei engraçadinho seu piloto , mas temos varias series neste estilo.

Bionic Woman - Sinceramente odiei o piloto. Terá que melhorar muito , para conquistar o publico.
N.º de Estrelas: 2 Qual episódio: piloto
Se fará sucesso? Vai. Mas terá que melhorar muito para eu gostar.

Gossip Girl - O piloto é muito bom , mas a série cai demais nos outros episódios.
N.º de Estrelas: 3 Qual episódio: 3º
Se fará sucesso? Não. É estilo The O.C. Os americanos estão cansados disto.

Linpstick Jungle - Tenta ser uma mistura de Sex and the City com Desesperate Housewives , não chega nem perto.
N.º de Estrelas: 2 Qual epidódio: piloto
Se fará sucesso? Não. As atuações são boas , mas a trama não convence.

Damages - Muito bom o piloto. Não confie em ninguem.
N.º de Estrelas: 4 Qual episódio: piloto
Se fará sucesso? Não sei. Tem muita série de advogados por aí.

Outras séries:
Dexter – Uma das melhores séries já lançadas. Estou no 2º episódio da 2ª temporada.

House – Está aberto o Tribunal Shipper. Torço por House e Cameron. Uma das melhores séries atualmente.

Law & Order SVU – Finalmente o dvd está para sair. Assisto está obra-prima a 8 anos. E vocês viram a declaração do Melloni para a Haghtway? "Eu só quero ficar com você." O amor é lindo.... :)

Medium – Está muito boa. Estou louco para ver o final dessa segunda temporada. Até a Neve Campbell irá aparecer.

ER – Estou sem dinheiro para comprar a segunda temporada. :( Entre as melhores de todos s tempos.
Two and a Half man – Chegou em dvd. \o/...Uma das melhores séries de comédias. Só fica abaixo de Friends.

Por hoje é só. Eu vou assistindo os episódios e colocando o que acho e as estrelas das séries que eu vou assistindo. Só dei uma prévia. Já que o pessoal tá pedindo para eu escrever sobre séries... Espero que gostem daqui para frente.

6 de outubro de 2007

Contrato(2005)



É incrivel a quantidade de filme comercial que vem por ano. As vezes este tipo de filme acaba até surpreendendo e muito , como é o caso de "Crash – No Limite" . Mas na maioria das vezes – e não é diferente neste caso – acaba decepcionando.

Ray Keene (John Cusack) é um policial que tenta se reconciliar com seu filho, Chris (Jamie Anderson). Até que surge em seu caminho Frank Cordell (Morgan Freeman), um criminoso procurado pelo FBI. Ray consegue capturá-lo e tenta levá-lo à prisão, mas logo é perseguido pelo grupo comandado por Frank, que passa a caçá-los pela floresta.

O filme não começa mal. As sequencias são excepcionais. A cena em que Freeman empurra o filho do magnata , é ótima. E a cena dos acidentes é muito bem feita. Sendo que se o filme tivesse parado por ali , seria um grande filme de ação. A partir da cena em que Freeman é preso , e o carro federal acaba sofrendo o acidente ; o filme desanda. É muito triste ver a presença de dois dos melhores atores de Hollywood , indo ladeira a baixo , junto com o filme. E se não fosse a presença dos dois , certamente que este mesmo , seria um fracasso total.

Cusack e Freeman estão brilhantes. Mostram que são dois dos melhores atores de suas respectivas gerações , e fazem o que podem para segurar o filme. Cito a cena em que Cusack acha Freeman e os dois só se olham , e Freeman acaba seguindo Cusack mais uma vez. O resto é puro clichê. O filho é só feito para mostrar um conflito pai e filho , que o proprio roteiro acaba esquecendo, de tão mal – feito. Ainda temos a presença frustrante de Alice Krige , que tenta se fazer de "Jodie Foster" o filme inteiro , com um clima misterioso , mas que não consegue chegar nem perto. E ainda temos a equipe de Freeman. Que diferente do filme "O Juri" , esta equipe não tem proposito nenhum. Talvez o único proposito que tenha , é ser o pessoal que persegue Cusack e Freeman durante a projeção. Enquanto no "Juri" , cada um tinha sua posição na equipe. Aqui fica claro que o roteiro não conseguiu definir isto. Já que dois da equipe receberam treinamento de trilha , e acabam perdendo para um garotinho... Faça-me o favor...

O filme é só uma mera desculpa para botarem Cusack e Freeman junto num filme. Mas diferente de "O Juri" , que o filme nos apresentava uma grande história , com grandes atores. Aqui fica o contrário. Grandes atores , com uma mediocre história.


(2 estrelas em 5)

Invencivel(2006)


O filme é uma história real de um fã de futebol americano que seguiu até o fim seu sonho de fazer parte de todo o sistema que envolve a liga do jogo nos Estados Unidos. Ele é interpretado por Mark Wahlberg (Os Infiltrados) e se chama Vince Papale. Depois de perder sua esposa e seu emprego de professor, ele arruma um trabalho como barman, mas isso só ocupa parte de seu tempo, o resto é dedicado a apreciar seu time do coração, o Philadelphia Eagles. É quando ele decide acompanhar de vez o time e tentar participar dele, perseguindo com toda a perseverança e insistência seu sonho, até as últimas conseqüências.

O filme segue uma boa linha na história de Papale.Desde a história com sua mulher até o seu sonho de ser um Eagle. O roteiro ainda consegue criar uma linha segura , mas pouco aproveitada entre a história de Papale e do Treinador. O diretor.... consegue criar o clima mais real possivel. Vide a carta que a esposa de Papale escreve. Onde tu pensa que é aquela carta batida , tipo: "Fui para a casa dos meus pais , não me procure." Mas você até se surpreende como as pessoas podem ser ingratas e crueis.A relação entre tecnico e treinador também é bem mostrada , e nos vemos cientes distos na cena em que os dois discutem , e logo depois um olha para o outro com aquele olhar de "Eu sempre soube".

Em relação as atuações. O filme é um show de Mark Walbergh. Depois de ter perdido injustamente o Oscar de melhor ator codjuvante , ele volta e mostra a Academia , que ele atua bem em qualquer filme. O treinador faz um ótimo trabalho também , e consegue cativar o espectador , pelo seu espirito vencedor. A guria do bar também tem uma segura apresentação. O roteiro que não a aproveita muito mais. Mas serve muito bem em algumas cenas , como alivio comico. Cito a cena que ela vai no jogo e entra na torcida dos Eagles vibrando contra os mesmos. Os amigos de Walbergh também atuam bem. Destaques para Mattie e o pai de Walbergh.

A exemplo de filmes como Coch Carter , e Em busca da Vitoria , ou até mesmo A Procura da Felicidade , se você quiser outra história real. Invencivel é mais um desses dramas , que mostra um sujeito comum que acaba ganhando muito na vida. E ainda continua a despertar emoção nos espectadores. Acho que Papale deve ter ficado satisfeito com o que viu. Afinal é o minimo que ele merece.


(3 estrelas em 5)

4 de outubro de 2007

Possuidos - Bug (2007)


Possuidos talvez tenha o pior titulo já traduzido para o portugues , seu nome original era Bug , numa tradução fiel iria se chamar "Inseto’. Eu queria estar na sala onde pensaram sobre o nome. Como deve ter acontecido:

* Como iremos vender ou locar um filme que se chama "Inseto"?
* Ora , com publicação em jornais e revistas . Afinal , a critica está a favor.
* Mas temos de mudar o nome... O brasileiro não leva em conta a critica , mas sim uma capa bonita.
* É verdade... Mas capa bonita já temos. Alguem sugere um nome novo?
* Talvez , Infectados?
* Não é pior que Inseto. O Brasileiro pode pensar que é um filme onde as pessoas pegaram Aids...
* Então , Infiltrados?
* O melhor filme do ano do Scorcese tinha esse nome , não pode. Além disto parece nome de porno.
* Tem um filme antigo do Denzel em que as pessoas se tocavam e passavam um tipo de demonio , se lembram do nome?
* Possuidos.
* Isso.
* É um bom nome... Todos concordam?
* Sim.
* Sim.
* Sim.
* Então está resolvido.

Pularemos agora para quando o filme estava sendo discutido na sala de reunião da Lions Gate , em que roteirista e diretores se reuniram para a escolha do elenco.

* Vamos começar com o roteiro. Então é uma Garçonete que vive no meio do nada? Mas tem de haver algo errado.
* Sim. Tem. Um cara misterioso aparece e os dois se apaixonam. Mas acontecerá mais coisas por aí.
* Ah , tá! Mas ela tem de ter algum problema.
* É obvio que tem. Ela se apaixona por um cara misterioso. E além disto ela tem um ex-marido que vai incomoda-la , que acabou de sair da prisão.
* Hum! Está melhorando. Onde ela vai morar?
* Num Motel , e ela não irá gostar de visitas , até quando este cara misterioso chegar,
* Ah! E o que ele é na história?
* Um sujeito obcecado por insetos. E sobrevivente da guerra do golfo. Eu dei uma prévia para critica , e eles gostaram do que viram.
* É sempre bom contar com a critica , mas tem de ter publico também.
* Não se preocupe. Já está planejado. Teremos nudez frontal.
* Ah! Que bom.Os jovens irão adorar. Mas tem de ser uma atriz bonita e famosa. Quem vocês tem em mente?
* Jodie Foster.
* Excelente. Adoramos ela.
* Mas ela não aceitou , então pensamos na atriz daquele filme "A Marca".
* Ashley Judd?
* Isto. Faremos com ela.
* Bom. Bom. Quem será o homem misterioso? Lynn Collins.
* Então tá garantido.

Anos depois...

* Como foi a estréia faturou bem. A critica adorou.
* Isto é ótimo.
* Falaram da montagem e da angustia.
* Que bom...
* Pois é.
* Agora pensaremos no blue – ray.

(4 estrelas em 5)

1 de outubro de 2007

Hairspray(2007)


1962. O sonho de todo adolescente é aparecer no "The Corny Collins Show", o programa de dança mais famoso da TV. Tracy Turnblad (Nikki Blonsky) é uma jovem gordinha que tem paixão pela dança. Ao fazer um teste ela impressiona os juízes e, desta forma, conquista um lugar no programa. Logo ela alcança o sucesso, ameaçando o reinado de Amber Von Tussle (Brittany Snow) no programa. As duas passam também a disputar o amor de Link Larkin (Zac Efron), enquanto duelam pela coroa de Miss Auto Show. No entanto os conceitos de Tracy mudam quando ela descobre o preconceito racial existente na TV, decidindo usar sua fama para promover a integração.

Hairspray é o novo conquistador de publico e critica nos EUA , e chega para nós brasileiros no Festival do Rio. O filme foi escrito por Leslie Dixon , e é realmente fabuloso. As canções são bem montadas e cativam o publico , além das ótimas atuações. O único problema do roteiro é querer ser mais do que pode...

Na primeira situação somos pegos de surpresa por Corny que fala que uma vez por mês tem o "dia do negro". Até aí tudo bem. O problema é o filme querer investir nesta questão , e tentar se mostrar mais do que um musical. As cenas em que Tracy quer "ajudar" os negros é irritante. Todos queremos ajuda-los naquela hora sofrida , mas nem por isso temos de falar deste assunto neste filme. Afinal o filme não é um musical? Filme musical não pode ser muito diferente de boas musicas e uma histórinha batida. Mas se você quer ser algo mais , então saiba o que está fazendo. Um exemplo é "Embalos de Sabado a Noite", que nos apresenta o mundo daqueles jovens e sua vida pessoal de forma conturbada. Diferente do caso de Hairspray ,que é um filme feito para diversão e não para lição de moral. Outro problema é as péssimas piadinhas sobre gordos durante a projeção. Onde todos resolvem discussão com um "gordo" se oferecer comidas , algo realmente baixo. Mas a estrutura narrativa e as musicas realmente se sobrepoem as falhas de seu roteiro , e nos proporciona um belo espetáculo.

O elenco é competente. Além das ótimas presenças de Cristopher Walken e John Travolta como os pais de Tracy. Temos a sempre presença carismática de Zac Efron ( High School Music) , que começa uma das melhores musicas do filme. E temos também Nikki Blonsky que ganhas nós(espectadores) com seu imenso carisma e talento para a musica. Michelle Pfeiffer como mãe de Amber acaba roubando a cena em alguns momentos , e Amanda Bynes como melhor amiga de Tracy está igualmente competente ao resto. Além de que sempre é bom ver James Marsden ganhando alguma coisa em filmes. Para quem não se lembra , Marsden é o Cyclope do filme X-men e também o namorado de Lois no Superman – O Retorno. Neste filme finalmente não disputa mocinha nenhuma e portanto sai vitorioso.

As canções são cativantes e pegam o espectador de surpresa por sua simplicidade e competencia. E não se assuste se você sair de lá dançando e cantando as musicas de mais um excelente musical. Afinal foi para isso que o filme foi feito. Alegre seu dia , cante as musicas e grite "Good Morning Baltimore".


(3 estrela em 5)

30 de setembro de 2007

Invisivel (2007)


Alguns filmes são realmente deixados de lado pela critica e pelo proprio estudio que não investe no filme o quanto precisa ser investido. Afinal , quem ouviu falar do filme "Invisivel"? O filme além de nos mostrar uma premissa interessante consegue executa-la em tela. Algo incomum em filmes deste tipo , que só fica no papel e não cumpre o prometido...

Nick Powell (Justin Chatwin) tem um futuro brilhante até ser brutalmente atacado, abandonado e dado como morto. Ele agora se encontra no limbo, um local intermediário entre os mundos dos vivos e dos mortos. Completamente invisível para os vivos, Nick precisa descobrir o que aconteceu com ele e o motivo pelo qual foi atacado.

O filme começa monótono e até nos incomoda no começo. Apela para carinhas em um prato para mostrar o sentimento do personagem , e é bem confuso em seu primeiro ato. Não apresenta os personagens adequadamente. Cito exemplo de seu melhor amigo , que é jogado numa cena e deixa o espectador extremamente confuso e se perguntando se é o mesmo filme do começo. E o filme também comete um erro grande. Não consegue fazer com que o espectador se importe com Nick no primeiro ato , e nem com o que acha de tudo isso. Algo que realmente iremos ver só na cena em que discute com sua mãe no escritório dela. Muito bem feita neste caso.
O filme começa realmente a cumprir o prometido a partir da cena em que Nick volta para escola. Aí tudo começa a ir para os trilhos... A trilha começa a funcionar , o filme se torna angustiante , e nos importamos com cada personagem de aspecto diferente.

As atuações são competentes. Justin Chatwin está muito bem em cena. Consegue passar o que está sentindo enquanto está no estado em que se encontra. Cito a cena em que discute com sua mãe no escritório , e nas cenas em que acompanha a personagem de Maggie Ma. Por falar nela também tem atuação competente , as vezes sentimos ódio quando o roteiro impões , e em outras compaixão ; mais uma vez o roteiro funciona.

A angustia e a tensão no final faz com que o espectador levante da cadeira e queira ajudar na busca de Nick , algo muito interessante para um filme deste tipo. Vá para o cinema ou pegue o filme na locadora e aventure-se nesta caçada.


(3 estrela em 5)

29 de setembro de 2007

Motoqueiros Selvagens(2007)


Eu sei que será hipocrisia de minha parte. Mas como o gosto da critica para filmes de comédias é entranho , né? Alguns criticos acham "Ligeiramente Grávidos" engraçadissimo , mas para muitos não tem absolutamente graça nenhuma ; pelo contrario , é o seu drama que funciona. Muitos também gostam das comédias de Rob Schneider por exemplo. Como?
Talvez eu que esteja batendo de frente com alguns criticos hoje em dia , mas antes de critico , também sou um espectador. Por exemplo. Achei o filme "Tropa de Elite" excelente , mas como critico temos que ficar vendo, apontando erros e acertos da projeção. Isso faz com que o filme caia um pouco. Mas gosto para filmes cada um tem. Por isso a critica é tão subjetiva. Por isso também que muitos sites escolhem trabalhar com resenhas , pois fascilita o trabalho , e não abre muito o jogo. Eu por exemplo não posso ter um genero que não assista. Tenho meus preferidos , assim como atores , mas falo mal quando precisa falar. Quando um filme de comédia como "Motoqueiros Selvagens" entra , os criticos não levam seu gosto pessoal em questão , e acabam "metendo o pau" num filme que até gostaram. Acho isso certo até certo ponto.. Pois alguns criticos não conseguem criar bases para a sua critca. Maria vai com as outras , entende leitor? Tenho repulsa contra isso. Tanto que admiro o critico Pablo Villaça , por isso. Ele não lê criticas antes ou depois dos filmes. Só quando coloca a critica dele no ar , que ele troca idéias com outras pessoas. Cada um tem seu ponto de vista , e tem que mostrar de um modo até mais simples para o leitor entender. Motoqueiros Selvagens consegue entreter , e consegue fazer rir. Não é um filme brilhante. Mas é um filme tipo "As Branquelas". É um filme que não mostra muita coisa , mas é engraçadissimo. A mesma coisa acontece aqui. O elenco transforma o filme , e faz nos importarmos com seus personagens. E que esperemos um segundo filme de "Motoqueiros Selvagens".

Doug Madsen (Tim Allen) é um dentista com complexo de inferioridade tão grande que sempre se apresenta como médico. Woody Stevens (John Travolta) é um executivo rico e carismático que parece ser um grande vencedor, mas sofre com seus problemas pessoais. Bobby Davis (Martin Lawrence) é um encanador desempregado dominado pela esposa, Karen (Tichina Arnold), que decidiu ficar sem trabalhar por um ano para tentar, sem sucesso, tornar-se um escritor. Dudley Frank (William H. Macy) é um solteirão que é também um gênio da informática, tendo o incrível dom de se meter em situações constrangedores. Cada um leva sua vida durante a semana, mas nos fins de semana eles se reúnem para andar de moto. O grupo decide agitar suas vidas monótonas com a realização de uma viagem de moto, sem destino definido. Eles conseguem tirar uma folga de seus trabalhos e se preparam para a viagem, sendo que ao iniciá-la não têm a menor idéia do que está por vir. Com o tempo eles começam a dividir segredos, até que enfrentam uma gangue de motoqueiros chamada Del Fuegos, liderada por Jack (Ray Liotta).

O filme começa com a apresentação dos personagens. Eu pessoalmente não gosto dos recursos de nomes em tela preta , como disse na critica do filme "Tropa de Elite". Mas a apresentação fica bem dividida , e o roteirista não falha em ficar enrolando muito , até a cena da viagem. As cenas no bar são muito boas. Protagonizadas com perfeição do elenco. E a chegada na cidade , também é muito bem feita. Aliás quando os amigos chegam na cidade , que começa a verdadeira diversão. É hilário ver Travolta querendo sair desesperado da cidade , e seus amigos querendo ficar. Ainda mais quando participam dos "jogos" , os quais envolvem até bater na bunda de um touro. E o que falar da presença do "baixinho" cantando Dont´Cha? Absolutamente fascinante.
Sem falar no ótimo final . Onde existe uma sátira para programas tipo Báu da Felicidade. As atuações dos motoqueiros guiados por Liota nesta cena , é incrivelmente engraçada.

Falando em atuações. John Travolta faz o tipo "pedra por fora" e "sensivel por dentro". E se sai muito bem com seu personagem. A cenas em que fica tentando tirar os amigos da cidade , quando vê o que fez , são provas do talento do ator. Tim Allen imterpreta o pai que quer mostrar para o filho como pode ser "radical". Também se sai muito bem. Martin Lawrence é o que vive a mando da mulher em casa. E é o unico que não se encaixa bem no filme. A cena da "Firma" não faz juz a algumas boas comédias o ator , e a cena final , não fica no desfecho que seria o "certo. E o grande destaque vai para William H. Macy. Ele entra na brincadeira , e faz como ninguém o papel de desastrado. A cena em que ele fala que não precisaria dos pés , pois é analista de sistemas ; é uma das cenas mais engraçadas do filme. E Ray Lyota mostra ao que veio na hilaria cena final.

É um filme que irá fazer muitos rirem de começo ao fim. Com boas piadas e um elenco afiado , Motoqueiros Selvagens se transforma num dos filmes mais irreverentes deste ano , e seu brilhante final é a prova disso.

(3 estrela em 5)

27 de setembro de 2007

Resident Evil 3 - A Extinção (2007)


Resident Evil é talvez o melhor jogo de video game deste genero , e talvez uma das sagas mais bem feitas para os games. Para mim Resident só perde para Metal Gear. Mas as suas adaptações para o cinema nunca passaram do razoável. Uma pena. Já que os amantes do jogo , ficaram decepcionados. Pois esses que ficaram decepcionados com os dois primeiros , ficaram agradecidos por ver que o terceiro , começa a fazer a boa adaptação que todos esperavam. E também é sempre bom ver Jokovic dizendo "My name is Alice".

O T-Vírus experimental, criado pela Umbrella Corporation, foi liberado no mundo, transformando a população em zumbis que se alimentam de carne humana. Com as cidades sem segurança alguma, Carlos Olivera (Oded Fehr) e L.J. (Mike Epps), juntamente com as sobreviventes K-Mart (Spencer Locke) e Betty (Ashanti), reúnem um grupo e fogem pelo deserto, em um comboio blindado. Eles procuram outras pessoas que não estejam infectadas, mas apenas encontram outros mortos-vivos. O grupo é acompanhado pelo dr. Isaacs (Iain Glen), que está num complexo laboratorial subterrâneo da Umbrella Corporation, escondido sob uma torre de rádio abandonada em Nevada. Isaacs acompanha também Alice (Milla Jovovich), que, após ser capturada pela Umbrella, foi submetida a um teste biogenético que alterou sua configuração genética. Agora transformando-se constantemente e sob o risco de ser traída pelo seu próprio corpo, Alice segue o comboio e tenta conduzi-los ao seu destino: o Alasca, onde acreditam que estarão livres dos zumbis.

Resident começa com a famosa cena do close no olho de Alice , e como sempre funciona bem. A abertura é inesperada e começa bem assustador. A trilha funciona bem , e em cenas que zumbis aparecem o diretor consegue fazer o publico se ajeitar na cadeira. Por falar em direção. É muito boa a direção de Russel Mulcahy. Para quem não se lembra... Ele é o diretor dos ótimos Ressureição e Higlander – o Guerreiro Imortal. Aqui repete os bons trabalhos , e sairia melhor , se não fosse o roteiro regular de Paul W.S. Anderson(Alien X Predador). O roteiro tem seus altos e baixos. Começa bem com o treinamento de Alice e com os corpos e consegue reelembrar dos primeiros filmes com flashes , que não prejudicam a projeção.Mas peca em alguns erros basicos , como: Não definir o que aconteceu com Jill depois do segundo filme ; aliás o que aconteceu para eles se separarem... Falta um pouco mais de história para as Empresas Umbrella, que aqui são tratadas como simples empresas , quando era para ser tratadas como conhecedoras de tudo que acontece. Não consegue ainda fazer um bom espaço entre as duas histórias. A dos soldados e a do doutor. E apela para cenas de corvos em um determinado momento do segundo ato. Mas mesmo os erros não conseguem sobrepor todos os acertos. Como por exemplo a cena onde Alice olha para Carlos com amor , e eles não precisam falar que estão apaixonados um pelo outro. Só pelo excelente olhar entre os dois e um ótimo acompanhamento da direção , já é o bastante. O problema é que o roteirista esquece de fechar o arco entre os dois. E numa ultima cena entre eles isso fica evidente. Um outro problema é a má utilização da personagem Claire. Enquanto Jill era uma ótima personagem , e que nos identificamos logo de cara ; Ali Larter(Heroes) , não consegue ter a mesma proeza , e em determinados momentos se torna até antipatica com o espectador. Se ela continuar na série , terão de melhorar e muito o seu personagem.

Em relação as atuções. Milla Jokovic está de volta. Em mais uma atuação brilhante. Aqui ela não é só um rostinho bonito , mas sim uma caçadora. Odeh Fehr está de volta também ,como Carlos. E faz uma ótima atuação. Destaque para a cena do carro. Já Ali Larter não faz uma boa interpretação como Claire. Tanto que em alguns momentos a personagem fica parecendo uma patricinha. Uma pena já que na série Heroes ela é competente nas cenas de ação.Aqui ela é regular. Cito a cena em que a personagem fica atirando nos zumbis para sairem de cima de seu amigo. Iain Glen estava bem melhor no segundo filme , mas não compromete.

A Extinção é o melhor da série , e chega mais perto do que nunca dos games. Com ótimas cenas de ação , uma trilha que funciona no momento certo , e uma Milla Jokovic de tirar o fôlego. Resident Evil ganha seu espaço , num ano de bons filmes.

(3 estrela em 5)

UPDATE: Uma curiosidade do filme , é que cabe um exercito de zumbi num container. E outra é que a Umbrella esquece de colocar o "koller" no satélite , aí ele aquece e queima liberando a Alice.

26 de setembro de 2007

Vira - Lata


Nunca sei como opinar sobre esse tipo de filme , afinal é um filme infantil , então como faço? Faço uma critica de verdade , ou faço uma resenha? Eu particularmente não gosto de resenhas , mas algumas vezes é preciso utilizar. Bom contando com isso vamos ao filme.

Vamos dividir:

CRITICA:
O filme começa com uma péssima cena de explicação no começo do filme , tanto que pensamos que nos enganaram no trailer e iremos assistir um desenho animado... Fora isso tem uma satira muito bem bolada pro Superman , com cenas em que o Vira-Lata fala que é impossivel as pessoas não saberem a identidade do Clark Kent , sendo que com ele acontece a mesma coisa. Hipocrisias a parte. O filme ainda conta com péssimos dialogos. Cito a cena em que o Vira-Lata conta para o seu dono que ele precisa conversar com seu pai. O dono faz aquela cara de "idiota" e diz : "é verdade" , e ainda pergunta como o cachorro ficou tão inteligente. Chega a ser irritante a cena de tão ruim. O filme ainda conta com uma montagem tão ruim que chega a cair o queixo. As passagens de cena de uma parte para outra são deploraveis. E nos perguntamos se o diretor revisou o filme...

No final vemos que o filme é para crianças , mas isso de modo algum é desculpa para o péssimo filme , até porque neste ano mostraram para os espectadores que Hollywood ainda produz filmes de animação excepcionais que superam até mesmo filmes... Vimos Ratatuille , isso nem precisa comentários. Vá para o cinema se diverta com seu irmão ou filho , porque no final foi para isso que o filme foi feito.

RESENHA:
Vira-Lata é a mais nova aventura que está conquistando as crianças por onde passa. Depois de um acidente no misterioso laboratório de um cientista maníaco, Dr. Simon Barsinister , um beagle comum inesperadamente adquire poderes inigualáveis e a capacidade de falar. Vestido com um bonito traje de super-herói, Vira-Lata promete proteger os cidadãos em perigo de Capitol City e, em especial, uma bela cokerspaniel chamada Polly Purebread . Quando o sinistro plano de Barsinister e de seu guarda-costas Cad ameaça destruir Capitol City, só Vira-Lata poderá salvá-la.
Pai corra e leve o seu filho(a) no cinema. Além de ser ótimo para crianças , passa bonitas lições de morais. Vai fazer seu filho pensar em questões pessoais , além de criar um ótimo divertimento. E não se assuste se seu filho sair do cinema falando: "Não há o que temer, o Vira-Lata vai aparecer!"


(2 estrela em 5)

25 de setembro de 2007

Halloween(2007)


Como os filmes da série Hallowen decairam através dos tempos , não é? Temos exemplos claros nos ultimos filmes. Hallowen H-20 é detestavel. E a respeito do Hallowen Ressureição , foi realmente bem escolhido o título , porque o numero de vezes em que os personagens ressucitam nesse filme não é brincadeira. Por outro lado quando anunciaram este novo Hallowen , tinhamos esperança que voltasse ao tom dos dois primeiros filmes – que são realmente excelentes. Afinal a esperança é a última que morre. O problema é que ela sempre acaba morrendo...

Depois de passar 17 anos internado, Michael Myers, agora um homem feito e ainda muito perigoso, é solto por engano da instituição para pessoas com problemas mentais (onde ele foi internado com 10 anos) e imediatamente retorna a Haddonfield, onde ele quer encontrar sua irmã caçula, Laurie. Quem cruzar seu caminho estará correndo perigo mortal.

O filme começa bem. Os créditos são um certo tipo de homenagem aos originais , naquele clima de anos 80. E ainda quando a trilha entra , o espectador sente um frio na barriga. A trilha é ainda a original. Que continua excepcional por sinal.
O problema começa no dia do Halloween. Depois de uma péssima apresentação do Dr. Loomis. Rob Zombie (diretor) tenta se redimir com a cena das mortes. É incrivel a mediocridade da cena. Sem nenhuma explicação aparente Myers começa a matar. Mais uma vez os créditos para a péssima direção de Zombie. Ainda se não fosse o bastante o roteiro nos trata como espectadores com problemas mentais. Pois só pode. A cena em que Myers para de falar é de uma idiotice sem tamanho. E ainda acabam com a imagem de Myers perante ao espectador ; quando , este mesmo passa a seguir as garotas. Fica aparentemente para nós –espectadores- um tipo de "Noite do Terror com glamour".

Em relação as atuações. Talvez essa seja a pior coisa do filme , tirando a direção de Zombie. Scout Taylor-Compton como Laurie Strode é desprezivel. Não chega nem aos pés da atuação de Jamie Lee Curtis no original. Daeg Faerch está pior que o ator que interpretou Hannibal adolescente. E até entendemos porque o Myers se esconde com mascaras. Não é pra esconder seu rosto feio como diz o personagem , mas sim para esconder sua má atuação. Tyler Mane não precisa ser comentado , já que é aparece só de mascara. Sheri Moon está muito bem no filme. Demonstra para o espectador o amor pelo seu filho. E tem também nosso eterno Alexander DeLarge de "Laranja Mecânica" (Malcolm McDowell) , aqui interpretando o psquiatra de Myers. É realmente ele que leva o filme para frente.

Este novo Halloween é mais um da série que não serve nem para colecionar figurinhas , já que já estamos familiarizados com a história de Myers. Assim o filme só serve como desculpa para arrecadar mais dinheiro para o estudio. Neste caso vale a comparação com o igualmente péssimo "Psicopata Americano 2" , que destrói a imagem do original. Mas quem gosta da série e do Myers , vai certamente gostar de ver o maniaco matando outra vez ,nem que para isso tenha que aguentar tanto papo furado , para ve-lo matar outra vez... Para esses... Se divirtam e tenham um bom filme.


(1 estrela em 5)

23 de setembro de 2007

Eu vos Declaro Marido e... Larry


Não entendo por que a critica criou tanta repulsa contra esse filme. Homofóbico? Ele é. Mas consegue fechar um arco em volta disto. Sandler? Talvez. Mas seu personagem melhora. O Governo idiota? E não é? Uma cena no final define muito bem o que você irá ver em relação as criticas deste filme. Acontece vaias e outros aplausos na cena da escadaria. E a reação depois do filme vai ser exatamente esta.

Chuck Levine (Adam Sandler) e Larry Valentine (Kevin James) são o orgulho do Corpo de Bombeiros do Brooklyn, sendo também muito amigos e dispostos a ajudar um ao outro. Chuck é agradecido a Larry por ter salvo sua vida no trabalho e só pensa em curtir a vida. Já Larry é preocupado com o futuro e, devido a problemas burocráticos, não consegue colocar seus dois filhos como beneficiários de seu seguro de vida. Devido a isso Larry pede a Chuck que seja seu parceiro em alguns formulários, sendo que ninguém mais saberá disto. Entretanto uma burocrata zeloso desconfia do casal, o que faz com que eles tenham que se revelar para a cidade e improvisar como um apaixonado casal, que vive sob o mesmo teto.

A história é escrito por três roteiristas. Barry Fanaro , Alexander Payne e Jim Taylor. Os dois ultimos foram responsaveis por grandes projetos. As Confissões de Schimidt e a obra-prima Sideways. O problema é que a mão principal do roteiro é a de Fanaro. Com ele coordenando a parte das piadas. E Payne e Taylor com a parte mais humana. Infelizmente as duas partes tem grandes erros. Fanaro cria um baixismo impressionante no começo do filme (que faria Eli Roth ficar surpreso) e além de tudo é extremamente sem graça no primeiro ato. Aliás , tudo acontece errado no primeiro ato. O personagem de Sandler é irritante. Cenas de incêndios são extremamente irreais, com os personagens fazendo gracinhas enquanto uma pessoa obesa está presa na cama. Além disto, apela na primeira cena para um beijo entre duas mulheres e para falas como: "Não sei , não quero saber e tenho raiva de quem sabe." Já a parte de Payne e Taylor é não saber convencer o espectador que realmente os dois podem se passar por homossexuais. Algo extremamente bem feito em Um Caso a Três por exemplo. Onde o personagem de Perry convence a todos nós que poderia facilmente se passar por um homossexual  e ganhar o prêmio de "gay do ano".

No segundo ato a coisa melhora. Os dois se vêem obrigados a se casarem e, eles procurando um lugar para se casar, dá inicio a uma sessão de boas piadas e sátiras. Piada com Mel Gibson a respeito dos judeus e católicos, sobre Liza Miller no Oscar , uma sátira com Brokeback Mountain e sobra até para o cantor Clay Aiken na cena da procura de um motel. Além disso, mostra um governo bobo e completamente desestruturado. Trazem um mendigo para ser testemunha de casamento. E no tribunal fazem com que todos fiquem confuso em relação a amizade e o amor. Uma ótima cena por sinal. O casamenteiro também nos proporciona grandes momentos. Cito a cena em que Sandler dá um soco em James e o baixinho pede um soco também. Mas, mesmo com ótimas cenas, o filme volta para seu homofobismo. As brincadeiras que Sandler e James fazem com o seu filho é de extremo mal gosto e irritante preconceito. O roteiro também esquece de dar atenção a Paula, ex-esposa de James. Ela tem uma importancia fundamental para o roteiro, mas que o espectador não consegue encontrar. Nem no relacionamento de Sandler e Biel, o roteiro é eficaz. Mais uma vez surge a comparação com Um Caso a Três em que acreditamos na quimica entre Perry e Campbell , e aqui não acreditamos. Fica em alguns momentos extremamente angustiante a não aceitação do casal.

Mas no começo do terceiro ato volta as sátiras e boas piadas. Nas cenas em que Sandler e James vão para o baile "gay" e tem uma ótima cena em relação a quem é a esposa e o marido. Além da excelente participação do irmão da personagem de Biel na trama. Tem um sátira particularmente boa com Embalos de Sabado a Noite e acaba até sobrando para o Will and Grace no julgamento. Além que se você perceber o diretor dá um grande foco no nº 23 do apartamento de Biel , claramente uma sátira ao "Nº 23" do Jim Carrey. Temos bons momentos também no dia da profissão no colegio dos filhos de James e na passeata em direção ao tribunal, em que Sandler e James aparecem com camisetas escrito Mrs. Timberlake e Mrs. Pitty.

O filme como foi dito é baixo em alguns momentos, mas é extremamente eficaz em outros. Nos apresenta boas piadas em partes da trama  e que salvam o filme. Não foi muito bem pela critica, mas foi pelo publico. E no final das contas, isso que importa.

(3 estrelas em 5)

22 de setembro de 2007

Ligeiramente Grávidos


Ligeiramente Grâvidos é mais um daqueles filmes que ficou em primeiro lugar nas bilheterias americanas , mesmo não sendo esperado... Paranóia , Eu vos declaro marrido e .... Larry são outros exemplos. Só que tem uma diferença. Esse foi aclamado pela critica. E com justiça.

Alison Scott (Katherine Heigl) é uma jovem bonita e ambiciosa, que está para estrear como repórter de uma importante emissora de TV. Ben Stone (Seth Rogen) e seus 4 amigos dividem o aluguel de uma casa bagunçada, sendo que todos insistem em se manter na adolescência mesmo já tendo 20 e poucos anos. Alison e Ben se conhecem numa boate e, completamente bêbados, passam a noite juntos. A ligação entre eles terminaria aí, mas algumas semanas depois Alison liga para Ben para informá-lo que está esperando um filho dele. A notícia faz com que Ben passe a questionar sua própria vida, além de aproximar duas pessoas que preferiam jamais ter se conhecido.

O roteiro foi escrito pela mesma mentes talentosa de O Virgem de 40 anos e O Ancora. Judd Apatow , que também assina a direção nos apresenta uma história extremamente verossimil , e dramatica. Uma coisa que acontece diariamente no mundo. Em uma noite ter um filho com uma pessoa que você mal conhece.

Talvez, mais uma vez, o grande erro do roteiro seja classificar como comédia , já que temos poucas cenas para rir ao longo da projeção. O filme é engraçado em alguns momentos , mas nada que supere sua realidade e dramatização. Outra coisa que o roteiro peca é em apresentar o grupo de amigos de forma errada. Enquanto em O Virgem de 40 anos os amigos de Steve Carrel eram apresentados adequadamente a história , e suas participação davam um "quê" a mais na trama ; neste caso é totalmente ao contrário. Aqui os amigos Benn não faz o espectador criar simpatia. O melhor exemplo disto é o personagem Jason interpretado por Jason Segel. O roteiro queria que torcessemos para seu personagem ficar com Debbie , mas em nenhum momento o espectador o faz. Ao contrario , o espectador torçe para Rudd durante toda a projeção.

Em relação as atuações. Katherine Leighl consegue se livrar da sua personagem de Grey´s Anatomy, e faz uma atuação segura. Consegue fazer um equilibrio de dramaticidade e comédia. Outra atuação eficaz é a de Seth Rogen , que consegue evoluir junto com o espectador através de sua projeção. A talentosa Leslie Mann também tem uma atuação boa. E cumpre o seu papel ao longo da trama. Mas que realmente rouba a cena é o talentosíssimo Paul Rudd. Consegue de ator codjuvante passar para o principal em alguns momentos da trama. Nos indentificamos com seu personagem , e consegue fazer com que o espectador vire seu melhor amigo. Já está na hora de Hollywood reconhecer o talento deste excelente ator.

Seguindo a linha tênue do drama "Pequena Miss Sunshine", Ligeiramente Gravidos fica mais no termo de drama do que comédia – ainda que consiga divertir em alguns momentos. Criando um ambiente realista e carismatico , Ligeiramente Grâvidos consegue ser um grande filme, em um grande ano para o cinema.

(4 estrelas em 5)

Inland Empire


Sempre quando saímos de uma sessão de um filme do diretor David Lynch , nos perguntamos: "Quando sera que irei entender?".

Existem 3 diretores que são considerados gênios de verdade em Hollywood : Darren Aronofsky , David Fincher e David Lynch.
Esse é o grupo de D´s mais famoso do mundo. Enquanto o primeiro tem na manga grandes viradas de cenas e roteiros revolucionarios ; Fincher é instigante e seus roteiros são estruturas narrativas de tirar o folego de qualquer espectador. Já David Lynch é o mais pôlemico. Seus filmes são sempre obras de polemicas em cabines de imprensas. Em quanto alguns vaiam suas sessões , outros cultuam.Lynch é um dos poucos diretores que fazem o espectador se ajeitar na cadeira pela magnitude do projeto ,e é um dos poucos que faze-nos assistir a seus filmes mais de uma vez. Vide Cidade dos Sonhos , que é tão complexo ,que o espectador tem de assistir duas vezes só para entender a sinopse.


Por falar em sinopse não poderei apresenta-la neste caso , até porque não tem uma propriamente dita. Tanto que Lynch fez o filme conforme suas inspirações. Então para algumas pessoas não vai ter nenhum nexo. Quem conhece os filmes de Lynch sabe que ele é muitas vezes condenado por seu surrealismo. E esse caso não é diferente. O surrealismo faz parte durante toda a projeção. Outra coisa que talvez não dá para definir é o gênero. O que é? Talvez drama misturado com suspense? Conforme eu disse Lynch foi pela sua inspiração. Mas o filme consegue nos mostrar grandes momentos de suspense.
Sua trilha sonora é arrebatadora , e cenas fazem o espectador pular da cadeira. Coisa que dá inveja em muitos filmes de terror , que não conseguem as vezes nem provocar um sustinho.
Falando da trilha. Ela muitas vezes é sarcástica e outras dá toques assustadores no longa. Cito a cena do batimento cárdiaco mostrado na cena que as mulheres estão reunidas. Voltando a sinopse. Para não deixar vocês confusos com o que irão assistir, irei deixar uma frase brilhante de Lynch , quando perguntado de sua sinopse: "é a história de uma mulher com problemas". Não poderia definir melhor.



Outra... o filme foi gravado totalmente em câmera digital. Por isso irá deixar furiosos alguns espectadores com seu estilo "Bruxa de Blair" durante alguns momentos da projeção. Mas isso não atrapalha de maneira alguma sua direção. Uma cena que comprova a genialidade do diretor é a forma que a personagem se comporta olhando para a TV no inicio do primeiro ato. Na cena em que a estranha vizinha chega na casa da atriz , Lynch também consegue ser meticuloso com a falsidade da atriz. Brilhante. As sequencias em preto e branco também merece destaque. Logo no começo da projeção a cena do pickape do vinil é uma cena totalmente cuidadosa e genial.
A montagem também tem uma autoridade. Muitas cenas do vinil para os rostos são bem executadas. As presenças de atores desconhecidos também são sempre um ponto forte nas projeções de Lynch. O unico que realmente tem fama e que está presente no filme é Jeremy Irons. Não que isso seja um erro. Pelo contrario. Sempre as atuações são dignas de destaque. E não é diferente neste caso.
A critica da sociedade com as cenas dos burros em "estilo Stephen King" também são extremamente brilhantes.
O que irá acontecer - e pode cobrar de mim - se você ir em uma sessão do filme ; são pessoas saindo indignadas nem na metade da projeção , pois irão achar o filme muito confuso.

Mas vai a pergunta. Por que o ser humano tem repulsa pelo que não entende?

Criticos condecorados no cenário nacional , odeiam os filmes do Lynch por não entende-los... Vale lembrar que Kubrick só foi reconhecido justamente 20 anos depois. O bom é que Lynch não dá bola para criticas , e segue com suas obras-primas. Quando estava vendo o filme A sete Chaves certo dia , estava comentando com um colega , quem seria um bom exemplo do diretor citado no filme. Um diretor que era sempre proibido pelos países , seus filmes eram impactantes, e sempre ganhava prêmios. Acho que encontrei minha resposta com mais uma obra-prima vindo de Lynch.

(5 estrelas em 5)

21 de setembro de 2007

Paranóia


Alguns filmes que ficam em primeiro lugar na bilheteria nos EUA por algumas semanas , são superestimados aqui no Brasil , filmes como: Escorregando para a Glória , Eu vos declaro Marido e ... Larry , entre outros. Então quando Paranóia , estreiou por aqui , fiquei receoso. Paranoia não é só um filme bom , mas é um filme que consegue te deixar com um sorriso no rosto depois de horas passadas.

Kale (Shia LaBeouf) está sob prisão domiciliar por 3 meses, sendo que caso dê um passo além do perímetro de 30 metros irá para uma prisão de verdade. Desta forma ele vive em sua casa, jogando videogame, navegando pela internet, vendo TV e espionando as pessoas pela janela do seu quarto. Um dos seus alvos é Ashley (Sarah Roemer), sua linda vizinha que logo torna-se sua amiga e, para sua surpresa, também se interessa em espionar a vida alheia. Até que um dia eles passam a desconfiar que um dos vizinhos é na verdade um assassino.

O roteiro foi escrito por Christopher B. Landon e Carl Ellsworth e talvez seu grande erro é o título que não condiz com o filme. Em nenhum momento o espectador sente a tensão que um roteiro com esse nome teria de dar. Ele não consegue se definir num gênero. Está sempre em uma linha entre Suspense ou Romance. Tende mais para o lado do romance durante a projeção , mas o esquece também no ultimo ato. Outro erro do roteiro é não sentimos a perda do pai de Kale. Sentimos na cena do acidente , mas depois o roteiro não faz com que nós sentissemos falta do pai tanto quanto Kale.

Já a direção de D.J. Caruso (Roubando Vidas) é feita de forma sutil e eficaz. A trilha é colocada na hora certa , e o romance adolescente é muito bem apresentado. Cito uma das cenas mais romanticas que vi no ano , quando o personagem de Shia LeBeouf chega atrás da personagem Sarah Roemer e só quer sentir a sua presença. É de uma forma tão realista que impressiona. Assim como a beleza da personagem de Roemer. Que além de ser extremamente atraente , é muito inteligente e conquista o publico por seu charme adolescente. Uma cena em que LeBeouf atrapalha a festa também merece destaque por ser uma cena simples e competente. O único erro do diretor na cena , é se esquecer da festa que ainda está tendo na casa da personagem Ashley. O diretor comete o erro de esquecer disto e pular direto para cena de suspense.

Em relação as atuações: Shia Lebeouf mostra que pode estar por vir uma nova geração de atores talentosos , atua de forma segura e eficaz. Sarah Roemer é outro grande destaque. Mostra competencia e consegue nos apresentar uma ótima personagem , afim que o espectador torça para um final feliz entre mocinha e mocinho. Aaron Yoo está regular como o melhor amigo de LeBeouf , sua única cena merecedora de destaque é a primeira dele na escola. Carrie-Anne-Moss está extremamente tediosa. Não convence para que temos pena dela em algumas cenas. Aliás forma uma personagem extremamente irritante. E David Morse é a grande decepção. Não faz um personagem ao estilo de Tim Robbins em Suspeito da Rua Arlington , que além de ser frio e calculista nos fazia gostar de seu jeito cruel. No caso de Morse não nos apresenta nenhuma destes fatos , fazendo com que o espectador não o julgue uma pessoa assustadora. Mais um erro do roteiro.

No final Paranoia não nos deixa tensos , mas sim com um sorriso no rosto ao ver a relação de Kale e Ashley. Talvez não fosse isso que o roteiro queria , mas conseguiu fazer um ótimo romance entre os dois , ao mesmo tempo se esquecendo do suspense. Confesso que não sou muito de repetir personagens , mas ficaria satisfeito em ver um novo filme centrado no romance entre os dois. Aliás, por que não uma série?


(3 estrelas em 5)

17 de setembro de 2007

A Colheita do Mal


Na entrevista que fiz com o pessoal que acessa o blog , uma das perguntas mais frequentes foi como "nós" criticos classificamos um filme "cinco estrelas". Para mim ao menos , o filme tem que ser informativo e a informação tem de vir com sutileza , além de apresentar os personagens de forma adequada e ao mesmo tempo fazer com que nós nos importarmos com eles ; a proposta deve ser interessante , e também original. Infelizmente a Colheita do Mal não segue nenhuma destas propostas.

Katherine Winter (Hilary Swank) era uma missionária cristã, mas perdeu a fé após ver sua família ser brutalmente assassinada. Com isto ela passou a se dedicar a desmascarar supostos fenômenos paranormais, tarefa esta que lhe trouxe fama. Katherine é chamada para investigar estranhos acontecimentos numa pequena cidade em Louisiana, que, aparentemente, está sofrendo das pragas bíblicas. Ao investigar o caso, ela passa a acreditar que a ciência não pode explicar o que está ocorrendo ali e que, para ajudar os moradores locais, ela precisa recuperar sua própria fé.

O filme é dirigido por Stephen Hopkins(Perdidos no Espaço , Predador 2 , Sob Suspeita); e já mostra sua incompetência no começo do filme. Não consegue colocar a trilha na hora certa no primeiro ato , e tenta fazer revelações em má hora. A montagem já erra na primeira passagem importante: na saída do Chile para a sala de aula da personagem de Swank . E quando você vê Winter dizendo "não acredito em milagres" você sabe exatamente o que irá acontecer no segundo ato. O filme até consegue acender nossas esperanças em alguns momentos. A cena dos sapos é muito boa , a cena do gado consegue ser melhor que o "ataque dos veados" no filme "Chamado 2" , não que isso seja muita coisa, já que o "Chamado 2" não cumpre o que promete , mas já é um fator positivo. Além dos excelentes efeitos especiais , que pelo menos fará com que alguns gostem do filme.

Se a direção tem alguns momentos , não podemos dizer de seu roteiro. O roteiro é escrito por Carey Hayes e Chad Hayes, e é baseado em estória de Brian Rousso. O roteiro é uma confusão do começo ao fim , e só não consegue ter um final pior do que o péssimo "Estranha Perfeita". Os irmãos Hayes tentam fazer com que não entendemos nada , para acharmos o final impressionante. Tática furada , já que pensam que estão tratando de "idiotas", mas já vemos essa idéia deles na primeira praga. O que ao mesmo tempo é angustiante , já que sabemos quem é o vilão desde o começo do filme.

Em relação as atuações. O filme não traz nada de novo. Hillary Swank faz o possível , mas desiste de tentar no segundo ato. Talvez ela leu o final do filme , e achou tão decepcionante que parou de tentar o salva-lo , ao que me parece. Ildris Elba é regular e David Morrisey nos prova a cada dia que não sabe escolher projetos ; tendo uma atuação irregular e de péssimo gosto.

No final , nos parece um filme de classe B que tem bons atores. Se você pensava que era grande coisa(como eu pensei)porque tinha a Hillary Swank no papel principal, se enganou feio. Pensou que iria pegar o melhor filme do ano , mas saiu com o pior. Agradeça aos magnatas de Hollywood , por fazerem nos engolir mais uma porcaria que nos jogam.


(1 estrelas em 5)

Ratatouille


Tentarei expressar o que achei do filme pelas palavras da voz do talentosíssimo Peter O´Toole que interpreta o critico Antor Ego no filme.

De certa forma o trabalho de um critico é facil. Nos arriscamos pouco , e temos prazer em avaliar com superioridade àqueles que nos submetem seu trabalho e reputação. Ganhamos fama com criticas negativas , que são divertidas de se ler e escrever. Mas a dura realidade que nós criticos devemos encarar , é que no quadro geral a mais simples porcaria talvez seja mais significativa do que nossa critica.



Mas as vezes um critico arrisca de fato alguma coisa, como quando defende e descobre uma novidade.
O mundo costuma ser hostil aos novos talentos , as novas criações , o novo precisa ser incentivado
Ontem a noite eu experimentei algo novo , um prato extráordinario de uma fonte inesperadamente regular.
Dizer que tanto o prato quanto quem o fez desafiam a minha percepção sobre gastronomia é extremamente superficial.
Eles conseguiram abalar minha estrutura. No passado eu não fazia segredo quanto ao meu désdem pelo famoso lema do chefe Gusteau. Qualquer um pode cozinhar. Mas eu percebo que só agora eu compreendo realmente o que ele quis dizer. Nem todos podem se tornar grandes artistas. Mas um grande artista pode vir de qualquer lugar. É dificil imaginar a origem mais humilde deste gênio que cozinha no restaurante Gusteau´s.
Que é na opinião deste critico nada menos que o melhor chefe da França. Eu voltarei em breve ao Gusteau´s com muita fome.

Como o personagem EGO descreveu durante o final da projeção: "Surpreenda-me". Espero que tenha feito isso com você leitor.


(5 estrelas em 5)