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16 de novembro de 2011

Previsões para o Globo de Ouro e Indicados (Golden Globes)

Quem não gostaria de ver ele lá mais uma vez?



Foram divulgados, hoje (15), os indicados ao Globo de Ouro. Como a premiação faz parte da corrida ao Oscar (esse ano está mais para uma caminhada), fiz minha lista sobre o que achava que poderia aparecer nos Golden Globes (a cerimônia será dia 15 de janeiro de 2012) e comentei o que achei das escolhas. 

Segue minha lista de apostas e comentários:

[UPDATE: 15/12/2011]

Melhor Filme Drama (Best Picture Drama) 

The Descendants
War Horse
Hugo
The Help
Extremely Loud and Incredibly Close
Moneyball
The Ides of March

Runner-ups: J. Edgar, The Tree of Life, Drive, The Ides of March, Tinker, Tailor, Soldier, Spy, Moneyball.

Comentário: Havia colocado The Ides of March e Moneyball como possibilidade, mas acreditava que Daldry iria ser mais lembrado e não esperava que fossem indicar SEIS filmes. Surpresa interessante o filme de Clooney (que só verei semana que vem) ser ressuscitado na corrida de prêmios. (Acertos 4. Erros 2.)

Melhor Filme Comédia ou Musical (Best Motion Picture – Comedy or Musical)

The Artist
Midnight in Paris
Bridesmaids
My Week with Marilyn 
The Muppets
50/50

Runner-ups: Beginners, We Bought a Zoo, Carnage, Crazy Stupid Love, 50/50.

Comentário: Achei que a paixão da crítica americana por Muppets iria considerar forte colocá-lo entre os indicados. Engano meu. O ótimo 50/50 acabou ficando com a vaga - que já havia colocado como Runner-up. (Acertos 4. Erro 1.)

Melhor Atriz – Drama (Best Actress in a Leading Role – Drama)

Viola Davis – The Help
Gleen Close – Albert Nobbs
Elizabeth Olsen – Martha Marcy May Marlene
Tilda Swinton – We Need to Talk About Kevin
Meryl Streep – The Iron Lady
Rooney Mara - The Girl with Dragon Tattoo

Comentário: Preferiram a tão comentada performance de Mara e não a jovem Olsen. Acredito que a performance de Maara seja maravilhosa, mas acho que o Oscar priorizará pela Elisabeth. E Close voltou a corrida! (Acertos 4. Erro 1.)

Melhor Ator – Drama (Best Actor in a Leading Role – Drama)

George Clooney – The Descendants
Leonardo DiCaprio – J. Edgar
Brad Pitt – Moneyball
Michael Shannon – Take Shelter
Michael Fassbender – Shame
Ryan Gosling - The Ides of March

Comentário: Ok, não fui pelo óbvio e arrisquei Shannon, mas Gosling foi uma linda surpresa. E acho que Oldman dá adeus a corrida. (Acertos 4. Erro 1.)

Melhor Atriz – Comédia ou Musical (Best Actress in a Leading Role – Comedy or Musical)

Charlize Theron – Young Adult
Kate Winslet – Carnage
Jodie Foster – Carnage
Kristen Wiig – Bridesmaids
Michelle Williams - My Week With Marilyn

Comentário: O que era esperado. (Acertos 5.)

Melhor Ator – Comédia ou Musical (Best Actor in a Leading Role – Comedy or Musical)

Steve Carrel – Crazy, Stupid, Love
Jean Dujardin – The Artist
Johnny Depp – The Rum Diary
Paul Giamatti – Win Win
Owen Wilson – Midnight in Paris
Brendan Glesson - The Guard
Joseph Gordon-Levitt - 50/50
Ryan Gosling - Crazy, Stupid, Love

Comentário: Gosling de novo? Realmente não esperava. Ótimo! Pensei que seria Carrel a escolha mais provável pelo ótimo "Crazy, Stupid, Love". Só de não darem bola pro Depp já mostra como o Globo de Ouro se levou a sério esse ano. Giamatti, achei surpreendente estar fora. Glesson e Gordon-Levitt foram ótimas escolhas. (Acertos 2. Erros 3.)

Melhor Direção (Best Directing)

Alexander Payne – The Descendants
Martin Scorsese – Hugo
Steven Spielberg – War Horse
Stephen Daldry - Extremely Loud and Incredibly Close
Michel Hazanavicius - The Artist
George Clooney - The Ides of March
Woody Allen - Midnight in Paris

Comentário: Loud e Close mais uma vez esquecido. Interessante. War Horse por filme e Spielberg fora de diretor? Também interessante. Todavia, Clooney mais uma vez lembrado por The Ides of March e Allen por Midnight in Paris alegraram o dia. (Acertos 3. Erro 2.)

Melhor Roteiro (Best Screenplay)

The Descendants
Midnight in Paris
Moneyball
The Artist
Win Win
The Ides of March

Comentário: Apostei em Win Win pelo histórico GG + Giamatti. E ele estava sendo lembrado em outras premiações. Mais uma vez errei em não prever a força Clooney. (Acertos 4. Erro 1.)

Melhor Atriz Coadjuvante (Best Actress in a Supporting Role)

Vanessa Redgrave – Coriolanus
Melissa McCarthy – Bridesmaids
Octavia Spencer – The Help
Jessica Chastain – The Help
Shailene Woodley – The Descendants
Berenice Bejo - The Artist
Janet McTeer - Albert Nobbs


Comentário: Redgrave é outra que está perdendo o folego na corrida. Não terem indicado McCarthy dá os sinais de seriedade que falei para a premiação. Nobbs que parecia morto, ressurgiu e Bejo não lembrei.  (Acertos 3. Erros 2.)

Melhor Ator Coadjuvante (Best Actor in a Supporting Role)

Christopher Plummer – Beginners
Albert Brooks – Drive
Kenneth Branagh – My Week with Marilyn
Kevin Spacey - Margin Call
Max Von Sydow - Extremely Loud and Incredibly Close
Viggo Mortensen - A Dangerous Method
Jonah Hill - Moneyball

Comentário: Outra esnobada em Loud and Close. Hill com indicações ao SAG e ao Globo volta a corrida de prêmios - algo que havia falado ser possível na minha primeira lista do Oscar. Mortensen foi inesperado.  (Acertos 3. Erros 2.)

Melhor Trilha Original (Best Original Score)

Alexandre Desplat – Extremely Loud and Incredibly Close
John Williams – War Horse
John Williams – Tintin
Howard Shore– Hugo
Ludovic Bource – The Artist
W.E., Abel Korzeniowski
The Girl with the Dragon Tattoo, Trent Reznor and Atticus Ross

Comentário: W.E.? Sem comentários.  (Acertos 3. Erros 2.)

Melhor Animação (Best Animated Feature)

The Adventures of Tin Tin: The Secret of the Unicorn
Rango
Puss in Boots
Arthur Christmas
Kung Fu Panda 2
Cars

Comentário: Ok, troquem Kung Fu Panda por Carros e deixem o numeral. (Acertos 4. Erro 1.)

Melhor Filme Estrangeiro (Best Foreign Language Film)


A Separation (Irã)
The Skin I Live In (Espanha)
In The Land of Blood and Honey (EUA/Bósnia)
Where Do We Go Now? (Líbano)
Le Havre (Finlândia) 

The Flowers Of War (China)
The Kid With The Bike (Bélgica)

Comentário: Os dois últimos foram filmes que pensava que iriam agradar os votantes.  Apostei bem em Jolie e no do Almodovar (como a Espanha não me indicou para a lista dos pré-candidatos?). Ótima presença dos Dardenne e o outro não lembrei que também estava bem falado. (Acertos 3. Erros 2.)


Melhor Canção Original (Best Original Song)

Life is a Happy Song - The Muppets
Pictures in My Head - The Muppets
The Living Proof - The Help
Star Splanged Man - Captain America
Lay Your Head Down - Albert Nobbs 
Hello Hello – Gnomeo & Juliet
The Keeper – Machine Gun Preacher
Masterpiece” – W.E.

Comentário: O que houve com os Muppets? Criminosa as escolhas! (Acertos 2. Erros 3.)

14 de novembro de 2011

Previsões dos ganhadores do Oscar 2012 (apostas e comentários)



Neste domingo (26), serão anunciados os ganhadores do Oscar 2012. Como fiz as listas de apostas desde julho passado, não deixaria de apostar nos prováveis ganhadores de 2012.

Segue a lista de apostas e comentários:



Melhor filme (Best Picture)

The Artist
The Descendants
Hugo
Moneyball
The Help
Midnight in Paris
Tree of Life
War Horse
Extremely Loud and Incredible Close

Comentário: O Artista vem dominando toda a corrida de prêmios (ganhou PGA, DGA, BFCA, HFPA, NYFCC, etc.) e deve ser o grande premiado da noite. Curiosamente, melhor filme é o prêmio mais certo para o filme na noite. O único que poderia ser um adversário para o francês seria Os Descendentes, mas o filme de Payne já perdeu sua força. Hugo (o melhor) começou a ganhar força no final e o medíocre The Help deve passar longe, mesmo tendo ganhado o SAG.

Quem leva: O Artista
Qual seria o meu voto: Hugo
Que passe bem longe: The Help

Melhor Direção (Best Director)

Martin Scorsese, Hugo
Michael Hazanavicius, The Artist
Alexander Payne, The Descendants
Woody Allen, Midnight in Paris
Terence Malick, Tree of Life

Comentário: Previa há algum tempo que seria o filme de Payne o grande ganhador no final, ledo engano. Depois apostei em Scorsese, mas também perdeu o DGA. Não conseguia ver o francês com o Oscar de melhor diretor, mas acho que O Artista levará quase tudo e não há concorrência quando falamos dos Weinstein. Além do fato das injustiças com Fincher, Clooney, Refn e outros.

Quem leva: Hazanavicius.
Qual seria meu voto: Scorsese.
Que passe longe: Payne, por ser um dos seus trabalhos mais fracos atrás das câmeras.
Quem deveria estar aí e levar tudo: George Clooney, Tudo Pelo Poder.


Melhor Ator (Best Actor)

George Clooney, The Descendants
Brad Pitt, Moneyball
Jean Dujardin, The Artist
Gary Oldman, Tinker Tailor Soldier Spy
Démian Bichir, A Better Life

Comentários: Pitt está bem em Moneyball, mas nada que justifique tantos prêmios – seu personagem só tem algo a mais pelo roteiro, não pela maneira como ator de vez em quando realiza uma explosão. Dujardin embarca na adoração envolvendo The Artist, é carismático o suficiente, tem uma boa atuação no filme e ganhou o SAG: o favorito. Oldman e Clooney eram os que mais mereciam, mas não terão grandes chances.

Quem leva: Dujardin, O Artista
Qual seria meu voto: Oldman.
Que passe longe: Bichir.
Quem deveria estar aí: Gosling por Tudo pelo Poder.


Melhor Atriz (Best Actress)

Meryl Streep, The Iron Lady
Michelle Williams, My Week with Marilyn
Viola Davis, The Help
Glenn Close, Albert Nobbs
Rooney Mara, The Girl with the Dragon Tattoo

Comentários: Minha previsão era por uma batalha entre gerações: Streep X Williams. Pendendo pro lado da segunda. Infelizmente, um filme que mexe com racismo, mexe com a Academia. O medíocre The Help, depois de levar SAG e as duas atuações de Davis e Spencer, também deve levar em atuações.

Quem leva: Davis, The Help
Qual seria meu voto: Rooney Mara por The Girl With the Dragon Tattoo
Pagaria aos votantes para não levar o prêmio: Davis, The Help

Melhor Ator Coadjuvante (Best Supporting Actor)

Christopher Plummer, Begginers
Kenneth Branagh, My Week with Marilyn
Jonah Hill, Moneyball
Nick Nolte. Warrior
Max Von Sydow, Extremely Loud & Incredibly Close

Comentários: Sempre surge na temporada de prêmios um filme indie bonitinho que recebe alguma atenção, deixando de fora atuações fantásticas em filmes pesados. Esse ano não poderia ser diferente. Plummer está bem em Begginers, mas o favoritismo para ele só se dá pelo fato de que o melhor (Albert Brooks) não está aí.

Quem leva: Plummer, Begginers.
Qual seria meu voto: Nolte em Warrior. Simplesmente pelo fato que o filme deveria ser mais reconhecido e que Hardy deveria estar aí também. Nolte representaria a grande vitória do filme.
A humanidade nunca será perdoada por ele não estar entre os indicados: Albert Brooks, Drive.

Melhor Atriz Coadjuvante (Best Supporting Actress)

Octavia Spencer, The Help
Jessica Chastain, The Help
Melissa McCarthy, Bridesmaids
Berenice Bejo, The Artist
Janet McTeer, Albert Nobbs

Comentários: Mais uma vez duas atrizes coadjuvantes indicadas pelo mesmo filme. Ano passado foi pelo ótimo O Vencedor, esse ano o patético The Help – algo que demonstra a seriedade do prêmio em questão. Falando em seriedade, McCarthy indicada ao Oscar e teremos que conviver com isso pelo resto de nossas vidas. Chastain foi pelo filme errado. Bem, reformulem todas as indicadas e tentem mais uma vez.

Quem leva: Spencer, The Help
Qual seria meu voto: em branco.
Deveria ganhar para celebrarmos o Oscar como a piada que foi esse ano: Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento.

Melhor Roteiro Original (Best Original Screenplay)

Midnight in Paris
The Artist
Bridesmaids
A Separation
Margin Call

Comentários: Quatro grandes roteiros e um que não há nada de original. Mas aqui Meia-noite em Paris deve levar, por ser o possível único prêmio do filme na noite. 

Quem leva: Meia-noite em Paris
Qual seria meu voto: Meia-noite em Paris
Não ficaria triste se levasse: Margin Call
Se ganhar, deveriam mudar o nome da categoria: Bridesmaids.

Melhor Roteiro Adaptado (Best Adapted Screenplay)

The Descendants
Moneyball
Hugo
Tinker, Tailor, Soldier, Spy
The Ides of March

Comentários: Talvez a melhor categoria da noite. O roteiro de Os Descendentes tem seus problemas, mas também deverá ser o único prêmio de Payne na noite... 

Quem leva: The Descendants
Pode levar: Moneyball
Qual seria meu voto: Tinker, Tailor, Soldier, Spy
Sua vitória traria alguma luz para a noite: Ides of March

Melhor Animação (Animated Feature)

Chico & Rita
Rango
Puss in Boots
A Cat in Paris
Kung Fu Panda 2

Comentários: Chico & Rita tem uma boa proposta, mas rende-se a uma trama infantil. Um Gato em Paris é uma presença terrível nessa lista e a chance de Rango perder melhor animação é a mesma de que Steve Jobs ressuscite no dia da cerimônia.

Quem leva: Rango.
Qual seria meu voto: em branco, pela ausência de Tintim.
Se ganhar, tento o suicídio: Um Gato em Paris

Melhor Montagem (Best Film Editing)

The Artist
Hugo
The Descendants
The Girl with Dragon Tattoo
Moneyball

Comentários: O Artista deve levar filme e montagem. A presença de Os Descendentes é inexplicável, as outras três são ótimas e qualquer que seja o resultado será justo.

Quem leva: The Artist
Qual seria meu voto: The Girl with Dragon Tattoo
Se ganhar, subo no palco e rasgo o envelope: The Descendants


Melhor Fotografia (Best Cinematography)

The Artist
Tree of Life
War Horse
Hugo
The Girl With The Dragon Tattoo

Comentários: Se Tree of Life não ganhar essa categoria, deveriam punir os responsáveis. Não deveria nem ser discutido isso.

Quem leva: Tree of Life
Qual seria meu voto: Tree of Life

Melhor Direção de Arte (Art Direction)

Hugo
The Artist
Harry Potter 7.2
War Horse
Midnight in Paris

Comentários: Todas excelentes e com trabalhos igualmente dificeis. A mais fraca dos cinco é War Horse. A vitória de Harry Potter 7.2 poderia significar uma grande vitória para o filme nas poucas chances que tem. O filme de Allen não deve ter chances. A disputa fica entre Hugo e The Artist.

Quem leva: Hugo
Qual seria meu voto: Hugo
Por favor, dêem o prêmio a ele: Hugo



Melhor Figurino (Best Costume Design)

The Artist
Hugo
Jane Eyre
Anonymous
W.E.

Comentários: Geralmente tenho sorte nessa categoria e sempre vou contra a maré. Não acho que Hugo ou The Artist surpreendam aqui. Vejo os últimos três com mais chances.

Quem leva: Jane Eyre
Qual seria meu voto: Jane Eyre
Quem não seria uma surpresa se levasse: W.E.


Melhor Maquiagem (Best Makeup)

Albert Nobbs
The Iron Lady
Harry Potter 7.2

Comentários: Albert Nobbs não deve levar nada e com justiça. Iron Lady tem um bom trabalho de maquiagem e se Streep não levar atriz, o filme dela deve ser premiado aqui. No mais, acho que Potter leva o seu único prêmio da noite nessa categoria.

Quem leva: Harry Potter 7.2
Qual seria meu voto: Harry Potter 7.2
Deve ser sinal de alguma força divina não estar entre os indicados: J. Edgar.


Melhores Efeitos Especiais (Visual Effects)

Transformers 3
Harry Potter 7.2
Hugo
Rise of the Planet of the Apes
Real Steel

Comentários: A adoração em cima de Planeta dos Macacos deverá ser celebrada aqui. Transformers não levou nem pelo primeiro filme (o melhor trabalho) e só se quiserem recompensar uma trilogia ridícula que só teve esse aspecto como ponto forte. Gigantes de Aço é um melodrama cativante e só a indicação já está de bom tamanho. Hugo também.

Quem leva: Rise of the Planet of the Apes
Qual seria meu voto: Rise of the Planet of the Apes
Se levar, será o mais próximo do fim que já chegamos: Transformers 3

Melhor Trilha Sonora (Original Score)

The Artist, Ludovic Bource
Hugo, Howard Shore
War Horse, John Williams
Tintin, John Williams
Tinker Tailor Soldier Spy, Alberto Iglesias

Comentários: Duas trilhas me fascinam e tiram o meu sono: The Artist e Hugo. Não conseguiria escolher entre as duas, mas os votantes devem optar por Bource.

Quem leva: The Artist, Ludovic Bource
Qual seria meu voto: empate de Bource e Shore
Por favor, não façam esse crime: dar a vitória para Williams.


Melhor Canção (Best Song)

 “Man or a Muppet”, Os Muppets
“Real in Rio”, Rio

Comentários. “If I'm a man that makes me a muppet of a man”

Quem leva: Man or Muppet
Qual seria meu voto: Man or Muppet
Se levar, será responsável pelos assassinatos em massa que cometerei na saída do local: Real in Rio.
Nem deveríamos estar discutindo: Rio.




Melhor Edição de Som (Sound Editing)

War Horse
Hugo
Transformers 3
Drive
The Girl With Dragon Tattoo

Qual seria meu voto: Hugo.

Melhor Mixagem de Som (Sound Mixing)

War Hose
Hugo
Transformers 3
The Girl With Dragon Tattoo
Moneyball

Qual seria meu voto: Hugo.


Melhor Filme Estrangeiro (Foreign Language Film)

A Separation – Iran
In Darkness – Poland
Footnote – Israel
Monsieur Lazhar – Canada
Bullhead – Belgium

Qual seria meu voto: A Separação.

Melhor Documentário (Documentary Feature)

Pina
Paradise Lost 3
Undefeated
Hell and Back Again
If a Tree Falls

Qual seria meu voto: Pina.


Era isso, na segunda-feira coloco meus erros e acertos. Boa cerimônia!  

    13 de maio de 2011

    Erreurs et plus d'erreurs ou Divagando sobre Cannes – 3ª parte

    Crise católica, do Papa!!
    E Cannes continua. As críticas de “Precisamos falar sobre o Kevin” também. A maioria exaltando o filme e agraciando ainda mais a performance de Tilda Swinton. "Se havia dúvidas de que Swinton é uma das maiores atrizes vivas, em KEVIN ela prova que talvez seja a maior”, disse James Rocchi, da Indiewire. François Aubel foi além e disse que Swinton já é favorita ao Prêmio de melhor atriz. A competição vai passando e os críticos, presentes no festival, cada vez mais hiperbólicos. Depois do choro por “Restless” de Van Sant, foi à vez do novo filme de Kim Ki-duk, na mostra Un Certain Regard, provacar êxtase na platéia e ser muito aplaudido no final da sessão. Os comentários são ótimos. A cena final que Merten descreve é de uma unicidade marcante e quero ver nas telas em breve. Gosto muito do cinema de Kim Ki-duk e aprecio demais o filme “A Casa Vazia”, portanto, só espero coisas positivas de “Arirang”.



    Em Un Certain Regard foi também apresentado oficialmente o longa-metragem brasileiro “Trabalhar Cansa” de Marco Dutra e Juliana Rojas. O filme parece ser uma espécie de suspense pertinente. Estabelece críticas sociais sobre desemprego e flerta com um ambiente aterrorizante. No mínimo curioso, mas não foi bem aceito por boa parte da critica. Os críticos brasileiros foram os mais entusiasmados com o projeto. Merten chegou a dizer que o filme “vai dar o que falar no sul do Equador”. O filme é com o ator Marat Descartes. Admiro muito o trabalho dele em "Os inquilinos" do Sergio Bianchi. Aliás, considero o filme brilhante, olha só, também na crítica social. Não vi nem um dos curtas de Dutra e Rojas, mas estou curioso.


    Na competição oficial tivemos o francês "Polisse" de Maïwenn. Como havia falado aqui e aqui, mexer com ambientes caóticos e explorar os traumas e resoluções pessoais dos envolvidos nesse mundo é sinônimo de prêmios, mas não conseguia visualizar isso em “Polisse”. Parece que errei. O filme foi bem recebido. Muitos dizem que daria mais certo como seriado e que o filme não desperta muito interesse técnico, mas Merten achou impressionante e não foi só ele. Brad Brevet, da Rope of Silicon, disse que o filme é “comovente, trágico e emocionante”. Em contrapartida, Kevin Jagernauth, da Indiewire, achou que a diretora não compreendeu o que tinha em mãos e não estruturou a narrativa de forma adequada (menos é mais, diz ele!).


    Mais um filme bem recebido no dia foi o novo filme de Moretti, “Habemus Papam”, muitos aplaudiram. Principalmente pela atuação de Michel Piccoli que interpreta o novo Papa. Não via o filme com curiosidade, havia falado disso em meu primeiro texto sobre Cannes. Agora vejo. Sempre gostei de Moretti, principalmente no maravilhoso “O Quarto do Filho”, mas não fiquei empolgado com a sinopse. Graças a Deus (trocadilho inevitável), estava errado! Sukhdev Sandhu, do Daily Telegraph, disse “Piccoli, de 85 anos, impregna em seu Papa um nível de dor, decepção e olhos tristes questionadores que engana”. Aliás, até os que não gostaram do filme acharam Piccoli brilhante. Fiquei animado, confesso.

    Já foram três filmes da mostra oficial exibidos e criticados. “Polisse”, “Habemus Papam” e “Precisamos falar sobre o Kevin”. Dentre os três? Acho que Kevin ainda é favorito, por enquanto. Veremos mais reações no fim de semana, quando todos vão “descansar” e apresentar mais opiniões sobre os projetos. Também apresentaram para a crítica, “Piratas do Caribe 4”. Parece que não agradou. “Tedioso, desnecessário e longo demais”, muitos disseram. Outros falaram que “Sparow ainda conduz o filme com carisma e o apelo sexual de Penélope Cruz trará ainda mais publico para a franquia, mas até onde a franquia pode ir?”. Nunca fui fã de Piratas do Caribe, não nego. Gosto apenas do primeiro e com ressalvas. Gostei do trailer e sou um dos que torce pelo filme agradar. Só espero que não vire uma franquia como “Jogos Mortais”, etc. “Que acabe no tempo certo!”, assim como Cannes e nossa ansiedade.

    Envy ou Divagando sobre Cannes – 2ª parte

    "We Need to talk about Swinton"
    Depois da ode ao esplendor parisiense que o filme de Allen proporcionou na abertura do Festival e passado o êxtase momentâneo, Cannes finalmente começou a competição oficial com o filme da escritora Julia Leigh “Sleeping Beauty”. Coloco escritora porque foi o que disseram por lá, nunca li nada dela. “Frio como a protagonista” (foi o que muitos disseram). Ainda assim, a performance de Emily Browning chamou muito a atenção por ter enfrentado cenas estranhamente humilhantes. Parece ser quase um consenso que o filme de Leigh (o primeiro longa dela) não foi sensacional, nem terrível. Apenas frio. Ou um tipo de sinônimo para filme Cult, disse um. Realmente parece que o filme não se priva de sua natureza estranha para agradar o público e se mantém angustiante durante toda a narrativa. Acho um acerto da diretora, mas pago pra ver. Gosto da beleza de Browning, odeio Sucker Punch. Mas não a culpo, sabotagem de roteiro é um caso difícil para qualquer um. Triste foi ver o G1 dando a chamada “Bruna Surfistinha macabra silencia Cannes”. Não apenas de mau gosto, mas bizarra. Deveria ser silenciada era a pessoa que escreveu isso. Lamentável!


    Porém, tanto o filme de Julia quanto a atuação de Browning foram imediatamente esquecidas após a exibição do “devastador, brilhante e assustador” (apenas cito o que li) “Precisamos Falar sobre o Kevin”. Não que precisem saber, mas comecei a ler o livro hoje. É uma adaptação complicada para ser feita. Se Tilda Swinton realmente encarnou todas as nuances da personagem e sentimentos conflitantes descritos no livro será um trabalho realmente louvável e possivelmente “presenteado” com uma indicação ao Oscar. Sou realmente fã de Swinton. Uma atriz que investiu em caminho de águas contrárias, mas achou a cachoeira. Trabalhos sublimes, esse caso não deve ser diferente. Voltando aos comentários, o filme teve cabine para a imprensa nessa manhã, o crítico Anthony Breznican ficou assombrado ao final da sessão. Mike D’Angelo foi ainda mais adiante dizendo que “a primeira metade soa como o melhor filme jamais feito”. Já o crítico Jeff Wells (havia se derretido por Midnight in Paris) disse que o filme não envolve. Swinton está bem, mas o filme não o convenceu. Simples assim!


    Quem abriu o festival Un Certain Regard foi o esperado “Restless” do cineasta Gus Van Sant. Li alguém que disse que Van Sant é gênio, mas só às vezes. Não poderia concordar mais. Gosto da fase antiga do diretor. Adoro Elefante. Sou fã mesmo. Acho a situação do filme bastante pertinente e a abordagem corajosa e inteligente. Acho que Elefante é o último grande Van Sant. Aqui sou obrigado a concordar com Merten, Van Sant virou fake. Calculadamente cult. Pauline Kael dizia “o público Cult usa os filmes de arte em grande parte do mesmo modo permissivo que o grande público usa o produto de Hollywood: encontrando satisfação sob a forma barata e fácil da exibição de sua sensibilidade e liberalismo”. São fantasias do público do cinema de arte (diz ela!). Concordo. Sempre quis escrever sobre essas diferenciações de Cult, espectador médio e pseudo-cults. Acho uma completa bobagem. Desculpas que arranjaram para um detestar o outro. Os jovens adolescentes que não assistem outros tipos de filmes, que fuja do estereótipo blockbuster, xingam os críticos e cults por não gostarem do novo filme da franquia “Jogos Mortais”; os cults dizem que qualquer tipo de trabalho indie é complexo, profundo e feito sob medida para inteligentes. Os dois lados da moeda estão errados. Sou um tipo diferente, amo o cinema. Em todas as proporções que ele tem para oferecer. Gosto do Van Sant em seus primeiros longas-metragens (Garotos de Programa, Um Sonho Sem Limites, Gênio Indomável), não gosto do símbolo que se tornou. Mas estou divagando sobre um assunto que não cabe nesse Post. Retomo outro dia!


    Iria embora sem me despedir adequadamente. Adequadamente, no momento, é com os comentários acerca do novo filme de Gus Van Sant. Alguns choraram na exibição do filme, "Restless", mas Merten chamou o filme de "Hollywood às avessas". Mais uma vez! Simon Gallagher disse que "Restless" é tão emocionante quanto "Blue Valentine". O filme mais "sereno" de Van Sant. Aliás, muitos disseram isso. O filme do Van Sant é praticamente uma história de amor, mórbida, mas uma “love story”. A Varierty disse que é o filme mais acessível do diretor. Hollywood Reporter achou uma versão Indie do próprio filme “Love Story”. Andrew Pulver, “aquele do The Guardian”, foi o mais amargo com o filme. Disse que o único tratamento do filme era uma “transfusão de carisma” (palavras dele, não minhas!).


    Ainda ansioso pelas estréias dos Dardenne, Von Trier e Malick no Festival. Falando nisso, consegui a trilha sonora do filme “A Árvore da Vida”, ontem à noite. Espetacular. A trilha de Desplat ainda entrega um ponto chave do que veremos no filme e que não me atreverei a contar aqui. Dois dias de Cannes e já estou querendo que o festival não acabe mais. Deve ser o sentimento de muitos por lá. Enquanto nos ansiamos por aqui e esperamos cada comentário dos raros de lá, nos sentimos invejosos natos. Ao menos, me sinto assim. Volto mais tarde com os comentários dos próximos filmes que estão começando a afetar minhas suposições para a corrida do Oscar de 2012. O Red Carpet está movimentadíssimo.

    11 de maio de 2011

    Divagando sobre Cannes – 1ª parte

    "Midnight in Paris" ou "aquele filme com a Carla Bruni" abriu o Festival
    Em meio a aplausos e à magnificência parisiense iniciou-se nessa quarta-feira (11), um dos maiores festivais de cinema do planeta, Cannes. O filme que abriu o Festival foi o novo de Woody Allen “Midnight in Paris” que já começou a ter seus primeiros comentários positivos e outros nem tanto. Um dos principais críticos brasileiros, Luiz Carlos Merten achou que o filme ganha sobrevida em momentos, as piadas de Allen são excelentes e Marion Cotillard dá show (para variar, diz ele!). Isso sem Merten ser fã da atual fase de Allen – o que entrou em foco em outros comentários a cerca do projeto. A crítica do Daily Telegraph, por exemplo, disse que o novo filme do diretor não é tão terrível quanto os outros mais recentes. Em contrapartida, a crítica Stephanie Zacharek do Movieline rasgou-se em elogios ao descrever “Midnight in Paris” como o melhor filme do Woody Allen nos últimos 10 anos ou talvez 20. É esperar para ver, sou fã demais da filmografia atual de Allen! Contemplo “Match Point” e “Tudo Pode dar Certo” como filmes igualmente poderosos aos melhores do diretor.

    Recebendo o prêmio horário do Festival, o cineasta italiano Bernardo Bertolucci está sendo lembrado na mídia muito pelo seu “mais conhecido” O Último Tango em Paris ou o “Filme do Marlon Brando” – se preferirem chamar assim. Bertolucci é único e seu cinema foi muitas vezes criticado sem fundamento pelos mesmos senhores (claro, não todos) que o aplaudiram nessa manhã. Pessoalmente, adoro o cinema de Bertolucci. Acho perspicaz, muitas vezes inconclusivo, sofisticado e controverso – o próprio “Le Dernier Tango à Paris” foi considerado sujo e erótico na época de seu lançamento. Nada mais justo era que De Niro entregasse na mão de seu mestre o prêmio honorário. Quem não se lembra do filme maravilhoso “ 1900” ? Um acontecimento no cinema italiano! Épico! Entre outros adjetivos que teimam em não brotar em minha mente nesse momento.

    Bertolucci ainda falou que não se sentia capaz de fazer mais filmes nos tempos de hoje e que Avatar assombrou o diretor por tamanho desempenho. Bobagem! Avatar é um grande filme, claro!, mas coloque-o em uma mesma votação de críticos (entendidos, obviamente) e terá o resultado que Os sonhadores é muito maior que Avatar. Ou apenas estou divagando sobre uma justiça inexistente no mundo atual. Mas temos que concordar... Os Sonhadores é uma obra-prima e não pode ser comparado com Avatar, principalmente em narrativa, por mais que o outro seja mais importante em apresentar de forma mais sofisticada um novo tipo de tecnologia. Claro, voltam àqueles mesmos e corretos argumentos: os dois filmes têm abordagens diferentes e não podem ser comparados. Não me culpe, Bertolucci fez a “cagada” primeiro!


    A espera mais aguardada, o filme “A Árvore da Vida”, ficou para segunda-feira (16). Todos alucinados para ler os primeiros reviews que sairão dos lápis, canetas e páginas do Word de raros. Invejo cada um desses! E me vejo obrigado a apenas embarcar nos escritos, axiomas ou sofismas de alguns. O que talvez seja um tiro no pé e faça meu texto perder total sentido. Acho que estou divagando mais uma vez. Enfim, todos bem vindos a Cannes; a temporada de premiações começou!

    10 de maio de 2011

    Bem vindos a Cannes

    
    Bienvenue à Cannes!

     Criado em 1946, o Festival de Cannes nunca foi um grande parâmetro para fazermos nossas suposições do que veremos no Oscar, mesmo assim é uma premiação excelente para começarmos a ler as primeiras opiniões sobre filmes com possibilidades de indicação. Nesse ano não será diferente!


    O festival que terá início na quarta-feira (11), na Riviera Francesa, contará com filmes importantíssimos e possíveis indicados ao Oscar 2012, como: “A Árvore da Vida” de Terrence Malick, "Precisamos Falar Sobre o Kevin" de Lynne Ramsay, "Restless" do diretor Gus Van Sant, "This Must Be the Place" de Paolo Sorrentino, entre outros filmes que despontam como grandes promessas para o Oscar 2012.


    Ainda que outros filmes com imensas possibilidades de estar no Oscar não estejam na lista do festival, as possibilidades dos indicados ao maior prêmio do Cinema Mundial começarem a ganhar seus primeiros comentários é grande.


    Aqui vão alguns dos filmes esperados e meus comentários:


    • Em competição oficial:



    - "La Piel que Habito" de Pedro Almodovar (Espanha): O filme de Almodóvar parece ser corajoso na proposta e é um caminho que o diretor nunca percorreu anteriormente. Não acredito nas chances do filme para concorrer ao Oscar, mas acho que dá para esperar mais um trabalho competente do diretor espanhol.

    14 de março de 2011

    Analisando o Oscar: Melhor Diretor

    Na categoria de direção fomos pegos de surpresa por uma vitória quase que absurda de Hooper. Foi a categorias com mais diferenças entre os realizadores: um diretor que priorizou o convencionalismo, outro que produziu um retrato de uma geração, dois que melhoraram algo que já era ótimo, outro que tem uma volta triunfante em um filme que tem suas singularidades em um gênero que já tentou de tudo e um diretor que já nos havia oferecido quatro filmes primorosos e agora chega a perfeição.

    Minha rápida análise dos indicados a melhor direção:



    5 – Tom Hooper por O Discurso do Rei


    "Não deveria estar aqui".


    Tom Hooper é um diretor com muito potencial, porém foi premiado no momento errado de sua carreira – algo que trouxe muita raiva para sua pessoa e futura filmografia. O que se mostra uma pena, levando em conta que O Discurso do Rei é um filme no mínimo interessante, tanto do ponto de vista técnico quanto do narrativo. Desde seu filme “Maldito Futebol Clube”, Hooper prioriza uma vertente narrativa, a qual trará o poderoso clímax final, mas nem por isso se priva de mostrar outras vertentes ou outros transtornos durantes seus longas. Hooper se mostra um diretor centrado no óbvio e no convencional, mas que exerce a função de forma extremamente precisa. Além de claro, mostrar-se um excelente preparador de elenco ao nos proporcionar atuações singulares de seus atores. Michael Sheen, Colin Firth e Geoffrey Rush são exemplos escancarados de que o diretor sabe preparar um elenco vencedor, mas que não se permite fugir muito da idéia central. Em O Discurso do Rei, o trabalho de câmera de Hooper não chama atenção em muitas cenas, contando mais com o trabalho do diretor de fotografia Danny Cohen nas cenas em que focaliza com precisão o microfone em que o rei fará os discursos, mostrando justamente que a história se passará em função de um único objeto. Na cena seguinte quando o personagem de Firth irá fazer um discurso para centenas de pessoas, mais uma vez a câmera focaliza o microfone deixando o público desfocado, algo que reforça a sensação de náusea do protagonista em discursar para a multidão. Hooper não é um charlatão, muito menos um diretor que será esquecido daqui a alguns anos, não, ele é apenas um diretor que se beneficiou pela forte campanha da companhia Weinstein, algo que poderia favorecer qualquer outro.



    4 – David Fincher por A Rede Social

    Quando me darão o Oscar?


    David Fincher é o diretor de Alien 3, Se7en, Vidas em Jogo, Clube da Luta, O Quarto do Pânico, Zodíaco, O Curioso Caso de Benjamin Button e agora Rede Social. Só por ter dirigido Clube da Luta, Fincher deveria receber menção honrosa em todas as premiações do globo, incluindo Miss Universo. Fincher é um diretor com um estilo de abordagem singular e que prioriza um roteiro que por muito foge do convencional. É exatamente o motivo de “A Rede Social” funcionar. O diretor consegue criar um fluxo narrativo invejável ao mostrar cada dialogo ou cada aspecto emocional do protagonista e das pessoas que fizeram parte desse projeto que trouxe a maior rede social da internet e a mais rentável do mundo. A passagem de câmera de Fincher funciona perfeitamente com os diálogos rápidos e pertinentes de Sorkin e também com a brilhante montagem de Kirk Baxter e Angus Wall. Em Rede Social, o diretor acerta mais uma vez, criando um paralelo entre poder e solidão – mostrado na devastadora cena final em que o criador da maior rede social do mundo espera a confirmação de uma única pessoa. Fincher conseguiu mais uma vez!



    3 – Ethan Coen e Joel Coen por Bravura Indômita

    "Já ganhamos isso aí."


    Bravura Indômita é apenas a prova irrefutável do talento dos Coen em construção de diálogos e condução de histórias. É interessante quando levamos à nossa mente imagens, diálogos e cenas que foram passadas em qualquer filme dos irmãos Coen. Sempre bem construídos, os diálogos conseguem ter o tempo correto em cada cena passada em tela, o que acaba ajudando o timing dos atores e a construção de seus personagens. Veja, por exemplo, a magnífica cena do interrogatório. A cena começa com a personagem entrando no ambiente meio receosa do que irá ver e começa a fazer uma aproximação devagar até ver por completo o personagem de Bridges. A câmera, nessa cena, começa mostrando a parte de trás das vestes formais das pessoas presentes no interrogatório, mostrando sinais de que o personagem de Cogburn estaria sendo cercado por essas pessoas. Bridges só vai ganhando forma aos poucos, conforme a personagem de Steinfeld vai se aproximando. Todas as cenas que os Coen proporcionam são sutis, plásticas e com uma genial sátira de seu ambiente ou de seus próprios personagens. Guiar o espectador apenas do olhar da personagem de Steinfeld é de uma genialidade assombrosa. Todas as cenas têm algum significado que se não for mostrado de imediato, será mostrado ao final. E é quando a nossa linda protagonista pergunta para Cogburn “Você não vai enterrar ele?” e o personagem de Bridges responde que “O chão está congelado. Se quiser um enterro digno tem que morrer no verão”, aí que sabemos: vimos um filme dos Coen em que uma única frase pode revelar tudo.



    2 – David O´Russel por O Vencedor

    "Estarei de volta nos próximos anos"


    O’russel tem o pior trabalho dos cinco diretores, construir algo único de um tema abordado inúmeras vezes e é exatamente isso que o diretor consegue e é exatamente esse o porquê de estar em segundo lugar da minha lista dos melhores indicados ao Oscar. O diretor simplesmente investe no tema família e tudo que essa “instituição” pode causar em um único esporte, desde os momentos de glória aos momentos desastrosos de um lutador. O que gera um negócio familiar? Essas respostas são as que O’russel quer demonstrar para o espectador no decorrer do longa, para isso o diretor aborda sua narrativa sempre de forma circular e próxima de seus personagens, com o intuito de demonstrar o clima íntimo e familiar dos envolvidos. E se o personagem de Whalbergh está sempre deslocado de seus familiares essa é uma decisão acertada não só de seu ator, mas do diretor que é preciso em mostrar esses momentos. O’Russel também prioriza sua maravilhosa trilha sonora e investe nas músicas cantadas pelo seu maravilhoso elenco. Músicas que entram em total sintonia com o momento que os protagonistas estão passando. Se Bale canta para sua mãe no carro “I Started a Joke”, evidenciando seus erros e que os dois entendem a situação em que se encontram, a mesma análise pode ser feita da entrada para a última luta de Micky e na música “Here I Go Again”, mostrando que mais uma vez aquela família está lá desacreditada e contra tudo e todos. O’russel é inteligente e cumpre bem sua proposta. O Vencedor é uma aula de cinema.



    1 – Darren Aronofsky por Cisne Negro

    Perfeito!


    Darren Aronofsky é um diretor que consegue nos colocar em um ambiente claustrofóbico, inseguro, inquietante e perversamente assustador em todas as suas obras. Todos os seus desfechos são intrigantes e conseguem mexer com cada milímetro de nossa extensão cerebral. Talvez pudéssemos julgar o diretor e o próprio estúdio ao entregar o filme logo em sua sinopse já permitindo o espectador saber o que a protagonista tem de errado e se aquilo tudo é real ou não passa de um transtorno psicótico. Poderíamos culpar se não fosse mostrado o que vimos na tela. Aronofsky começa a fazer um jogo dos sete erros com o espectador e consegue criar algo singular. Em cada aumento de nota do genial Clint Mansell nossas inseguranças e medos aumentam, conseguindo dar ainda mais tensão à obra. Começando o longa com a câmera na mão, Aronofsky investe num clima quase que de perseguição à sua protagonista. Em todo o lugar, a personagem parece ser perseguida por algo e a tensa respiração que ouvimos ou o batimento cardíaco (note que é da própria protagonista) só faz aumentar mais os nossos medos. A genialidade de Aronofsky vai desde o visual único como na perfeição que é a cena final até cada enquadramento ou “brincadeira” que o diretor proporciona em tela para descobrirmos quem é quem. Veja, por exemplo, a cena da balada onde, através de uma fotografia avermelhada, conseguimos visualizar uma das faces de Nina querendo desprender-se de seu corpo. Aliás, o cisne negro também é visualizado nessa cena e por último uma face assustada e presa é vista de relance num enquadramento final – mostrando um fundo todo preto (vazio) e sua face avermelhada e densa. Outro retrato impactante é o “desprendimento” de Lily quando Nina chega a casa no final do segundo ato e para na metade do espelho. O mesmo espelho que serve para mostrar Nina separada (note a divisória do espelho) acaba mostrando Lily se desprendendo do corpo de Nina e dirigindo-se ao quarto. Da mesma forma é quando vemos Nina indo para sua cena final e sua imagem não reflete no espelho em que ela passa. Todas as cenas são cuidadosamente planejadas e o “jogo” de Aronofsky funciona de forma perfeita chegando ao limite cinematográfico na melhor cena que já assisti nas telas de um cinema ao mostrar Nina se transformando em Cisne Negro. E se Tarantino, através do personagem de Brad Pitt, brinca ao final de Bastardos Inglórios dizendo que havia criado sua obra-prima; Aronofsky também brinca com seu longa-metragem ao final, em um dos diálogos mais simples e absolutos que o cinema já presenciou: “Foi perfeito, eu cheguei à perfeição!”

    26 de fevereiro de 2011

    Análises e derrotas do Oscar 2011:


    Na noite deste domingo (27), 22h30min no horário de Brasília, foram anunciados os vencedores do Oscar 2011. Sempre gostei de dar meus palpites sobre os indicados e dessa vez fui surpreendido em algumas indicações e em vitórias também. O Oscar de 2011 teve momentos maravilhosos e outros calamitosos.




    Pontos positivos:

    • Menos piadas e um tom de maior seriedade

    • Anne Hathaway e James Franco twittando

    • Orquestra

    • Decote da Mila Kunis

    • Minha esposa, Natalie Portman: http://bit.ly/dZn4lm

    • Jennifer Lawrence deslumbrante

    • Bale citando Dicky

    • 4 prêmios para Origem

    • Kirk Douglas



    Pontos Negativos:

    • Menos piadas e um tom de maior seriedade

    • Anne Hathaway e James Franco

    • Só 4 prêmios para Origem

    • Oscar de melhor diretor

    • Oscar de melhor atriz coadjuvante e o desastroso discurso de Melissa Leo

    • Não ser eu levando a Natalie Portman para o palco.



    Os vencedores do Oscar 2011:



    - Melhor Filme (1º acerto)



    A Rede Social



    O Discurso do Rei



    A Origem



    Toy Story 3



    127 Horas



    Cisne Negro



    Bravura Indômita



    O Vencedor



    Minhas Mães e Meu Pai





    Inverno da Alma



    Comentários: Discurso do Rei havia ganhado prêmios como o PGA, DGA, SAG e não sairia sem esse prêmio. É uma pena, mas já era esperado. O grande momento da vitória foi no discurso de um dos produtores agradecendo seu namorado pelo apoio.



    Quem deveria ter ganhado: A Rede Social.

    Qual seria meu voto: Cisne Negro.

    Quem merecia ter sido indicado: Atração Perigosa, Rabbit Hole e Blue Valentine.

    24 de janeiro de 2011

    Apostas e resultados dos indicados ao Oscar de 2011


    Na manhã da última terça-feira (25), 11h45min no horário de Brasília, foram anunciados os indicados ao Oscar 2011. Sempre gostei de dar meus palpites sobre os indicados e dessa vez fui surpreendido em algumas indicações.

    Sem muito papo, vamos lá:

    - Melhor Filme

    A Rede Social

    O Discurso do Rei

    A Origem

    Toy Story 3

    127 Horas

    Cisne Negro

    Bravura Indômita

    O Vencedor

    Minhas Mães e Meu Pai

    Atração Perigosa

    Alternativa: Inverno da Alma ou Another Year

    Comentários: 90% de acerto. Apostei que o excelente filme do Ben Affleck seria reconhecido e indicado por suas últimas indicações a prêmios importantes. Infelizmente o Inverno da Alma já estava sendo indicado há mais tempo e pegou a última vaga. Os outros não são nenhuma novidade e a maioria dos apostadores acertou na escolha dos nomes.

    17 de janeiro de 2011

    Globo de Ouro, apostas e vencedores


    Nervos à flor da pele. Ansiedade. Desalento. Tensão. Apostas. Vencedores. Angustia. Injustiças.



    Em toda época de premiações essas sensações são sentidas em diferentes casos. A ansiedade que as premiações causam nos cinéfilos e se os favoritos dele serão indicados é sempre muito grande e torna essa época ainda mais especial.



    O Globo de Ouro, apesar de ser uma premiação sem charme e sem muita relevância, ainda diverte e empolga os apostadores de plantão e vermos uma ou outra surpresa em suas categorias.



    A premiação já surpreendeu muitos com seus indicados e, principalmente, vencedores de outros anos. Vitórias de “O Segredo de Brokeback Mountain”, “Desejo e Reparação”, “Avatar”, entre outros e interessantes casos.



    O grande problema de 2011 é que as premiações estão tão previsíveis que o Globo de Ouro se rendeu a elas e quis mostrar que de alguma forma também “influencia” o Oscar – o que de maneira nehuma é correto.



    Com isso algumas surpresas aconteceram e comentarei algumas na lista de vencedores, que segue abaixo:



    Melhor filme (drama) 1º Acerto

    • A Rede Social

    • O Vencedor

    • Cisne Negro

    • A Origem

    • O Discurso do Rei



    Comento: Apesar do Globo de Ouro gostar de surpreender em melhor filme dramático e gostar de temas mais apelativos como O Discurso do Rei e O Vencedor, achei que A Rede Social levaria, por apostar na coerência das premiações até o momento e que os votantes não iriam esquecer disso.

    Quem achava que iria ganhar: A Rede Social

    Qual seria meu voto: A Origem.

    Quem deveria estar ali: Rabbit Hole

    31 de dezembro de 2010

    Melhores e Piores filmes lançados no Brasil em 2010

    2010. Um ano que ficará na memória. Amigos feitos. Debates cinéfilos com colegas. Curso de Teoria e Linguagem Cinematográfica. Surpresas, surpresas e mais surpresas.

    2010 foi um ano que Christopher Nolan mostrou para o mundo do que era capaz e entrou nos sonhos e lembranças de muitos.

    2010 foi um ano que David Fincher recriou um universo digital e mostrou a solidão humana. Um mundo que podemos ficar sozinho em meio a ilusões.

    2010 foi um ano que o Cinema Argentino mostrou que compete de igual com qualquer produção norte-americana ou européia. Foi o ano para consolidar Ricardo Darín como um dos melhores atores de sua geração.

    2010 foi o ano que as animações fizeram os adultos chorarem, sofrerem, rir e por fim celebrar.

    2010 foi o ano que Scorsese criou uma atmosfera tensa, trágica e devastadora emocionalmente.

    2010 foi o ano que os brasileiros souberam aproveitar o que o cinema nacional tem de melhor. Tropa de Elite 2 marca uma nova era para o cinema nacional e que dará muitos bons frutos num futuro próximo.

    2010 foi o ano de Edgar Wright e sua obra-prima cinematográfica.

    2010 foi o ano de Ben Affleck se firmar como um grande diretor e nos apresentar uma obra-prima do cinema de ação/assalto.

    Ai, 2010! Você me deixará saudades. O ano em que vi 761 longas. O ano que Ryan Reynolds provou para todos que não é só um rosto bonito. O ano em que Roteiros Adaptados foram orrquestrados de forma sublime. O ano em que os melhores diretores dessa nova geração irão – possivelmente – concorrer ao Oscar.

    2010 foi o ano. Se 2011 manterá a mesma forma? Não sei. Que será difícil, será! Um ano rico de obras-primas para os cinéfilos. Um ano rico na vida de muitos.

    Obrigado 2010!

    A lista de Melhores e Piores Filmes lançados comercialmente em solo nacional:

    OS DEZ MELHORES FILMES LANÇADOS COMERCIALMENTE NO BRASIL EM 2010 ( EM ORDEM DE PREFERÊNCIA ):

    1. Origem, A (EUA, 2010)
    2. Rede Social, A (EUA, 2010)
    3. Segredo de Seus Olhos, O (Argentina, 2009)
    4. Mary e Max (Austrália, 2009)
    5. Ilha do Medo (EUA, 2010)
    6. Toy Story 3 (EUA, 2010)
    7. Como Treinar Seu Dragão (EUA, 2010)
    8. Tropa de Elite 2 (Brasil, 2010)
    9. Scott Pilgrim VS The World (EUA, 2010)
    10. Atração Perigosa (EUA, 2010)



    Outras destaques de 2010:


    11. Os Famosos e os Duendes da Morte (Brasil, 2010)

    12. Tudo Pode dar Certo (EUA, 2009)

    13. Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte I (EUA, 2010)

    14. Kick Ass (EUA, 2010)

    15. A Estrada (EUA, 2009)

    16. Abutres ( Argentina , 2010)

    17. Vício Frenético (EUA, 2009)

    18. Zombilândia (EUA, 2010)

    19. Enterrado Vivo (EUA, 2010)

    20. Um Homem Sério (EUA, 2009)



    OS DEZ PIORES FILMES LANÇADOS COMERCIALMENTE NO BRASIL EM 2010 ( EM ORDEM DE MEDIOCRIDADE ):

    1. Halloween II (EUA, 2009)  
    2. Skyline – A Invasão (EUA, 2010)
    3. The King of Fighters (EUA, 2010)
    4. Ninja Assassino (Japão/EUA, 2009)
    5. O Último Mestre do ar (EUA, 2010)
    6. Sex Pot (EUA, 2009)
    7. O Último Exorcismo (EUA, 2010)
    8. Os Vampiros Que Se Mordam (EUA, 2010)
    9. Gente Grande (EUA, 2010)
    10. Alice, de Tim Burton (EUA, 2010)

    Outros 10 títulos que merecem menção desonrosa (em ordem alfabética):

    11. Detenção (EUA, 2010)

    12. Tekken (Japão/EUA, 2010)

    13. Virgin 41-Year-Old Knocked Up Sarah Marshall e Superbad (EUA, 2010)

    14. Armazém (Austrália, 2009)

    15. Mercenários (EUA, 2010)

    16. A Vida Durante a Guerra (EUA, 2009)

    17. The Way Home (EUA, 2010)

    18. Amores Imaginários (França, 2010)

    19. Pânico na Neve (EUA, 2010)

    20. You Again (EUA, 2009)



    Dicas de filme (maravilhosos) que ainda não estreiaram por aqui:

    • Cisne Negro
    • Inverno da Alma
    • Cópia Conforme
    • Carlos
    • Exit Trough the Giftshop
    • Rabbit Hole

    A lista completa das 761 produções fica pro começo de Janeiro. Obrigado a todos!

    Bom 2011! Bons Filmes!