29 de maio de 2009

Beleza Americana (parte III)

Pode ser tanto Beleza americana quanto mulheres que nunca vamos ter...

É sempre bom voltar com séries antigas do blog...

- Jennifer Love Hewitt:

Em homenagem a série Ghost Whisperer que comecei a assistir a pouco tempo... Sem palavras por ela. Jennifer, casa comigo?















- Kristen Stewart:

Salva praticamente o filme todo do Crepúsculo... Boa atriz.

















- Carla Gugino:

Watchmen é uma obra prima, assim como sua Sally...

















- Rihanna:

Abri uma exceção para uma cantora... Sem palavras.















- Kate Winslet:

Fechando com chave de ouro, a melhor atriz deste ano por O Leitor.

Filmes vistos (nesse longo periodo) - 1ª parte

O titulo diz tudo... Muito tempo que não escrevo para o blog, mas agora estou voltando...

Star Trek( Idem , EUA , 20009. Dir: J.J.Abrams. Com: Chris Pine, Zachary Quinto, Leonard Nimoy, Eric Bana, Zoe Saldana , John Cho, Anton Yelchin and Bruce Greenwood). Um dos melhores filmes do ano. Impressionante técnicamente quanto artisticamente.(5 estrelas em 5)

Anjos e Demônios(EUA, 2009. Dir: Ron Howard. Com: Tom Hanks, Ewan McGregor, Ayelet Zurer, Stellan Skarsgård, Nikolaj Lie Kaas, Pierfrancesco Favino). Lendo o livro, verão que existe uma infinidade de erros presentes na trama se fizerem a comparação. Mas como ela acaba, inclusive ,se tornando um thriller mais intenso muitas vezes mais que o livro; o filme acaba criando uma identidade propria e se torna excelente neste quesito. Destaque para a explosão da antimatéria.(4 estrelas em 5)

X-Men - Origens: Wolwerine (EUA , 2009. Dir: Gavin Hood. Com: Hugh Jackman, Liev Schreiber, Danny Huston, Taylor Kitsch, Daniel Henney, Ryan Reynolds, Tim Pocock). Em muitos momentos chega a ser melhor que algumas partes do X-men. Mais ação, mais mutantes(mas não cometendo o erro do 3°) e bons personagens. Gambit, Ciclope, Blob , Wade, entre outros. Excepcional atuação de Scheiber e destaque para os minutos iniciais do longa, com as cenas das guerras.(4 estrelas em 5)

Bons filmes e na outra semana voltarei com mais blockbusters.

7 de abril de 2009

Dragon Ball Evolution


Lembro da primeira vez que li um manga (uma espécie de quadrinhos ao contrário), foi quando tinha mais ou menos uns 13 anos, era na excursão do colégio que estudava na época. Falo isso, pois o primeiro manga lido foi Dragon Ball. Acho que até hoje o único também. Dragon Ball era aquela história em quadrinhos que fisgava seu leitor da primeira a última página, e fazia com que nós esperássemos desesperadamente o próximo capitulo da saga. Então é com muita tristeza com que venho comentar hoje sobre essa coisa chamada Dragon Ball Evolution.

Como o próprio nome já diz, o filme desconsidera a manga e o anime, e traz uma verdadeira “evolução”. Nessa história Goku é um jovem rapaz que foi criado por seu avô e treinado nas artes marciais por ele. Em seu aniversário de 18 anos, Goku recebe do avô uma esfera do dragão - uma espécie de bola com quatro estrelas brilhantes dentro - que, segundo a lenda, quando reunida com as outras únicas seis esferas existentes no mundo, proporciona ao seu possuidor a realização de um único desejo. Quando ocorre uma tragédia que coloca a vida de várias pessoas em risco, Goku se reuni com seus amigos Kame, Bulma, Yamcha e Chi Chi e juntos eles partem em uma corrida para reunir as sete esferas do dragão, enfrentando diversas dificuldades que o colocam frente a frente com seu misterioso passado e com seu impensável futuro.

Eu ainda não sei qual é a minha reação mais aparente pelo filme. Se é tristeza ou se é pelo filme ser tão clichê que faria o filme Quarteto Fantástico ter orgulho do que mostraram. O jogador fortão do colégio tem uma namorada linda que dá bola pro maior perdedor do colégio, e o perdedor mostra toda sua força ao derrotar os valentões. Infelizmente é quase cômico como Chi Chi e Goku se conhecem. E ela se apaixonar pelo “Ki” dele é quase revoltante.

Fãs de Dragon Ball esqueçam tudo o que vocês sabem sobre a história. Goku não é a pessoa amorosa e ingênua que nós conhecíamos. Mas sim rebelde e enfadonho. Chi Chi é só um rosto bonito e até em suas lutas no torneio são pouco exploradas. Bulma e Yamcha fazem o casal mais tenebroso da história do cinema. Nem funcionando o famoso clichê de que os opostos se atraem, e Mestre Kame é uma comédia ( no modo ruim do adjetivo). Sem esquecer-se de Piccolo que em nada se parece com os personagens da manga.

O roteiro de James Wong é tudo o que não queríamos ter em um filme , e os efeitos especiais que poderiam ser um alivio , acabam sendo inferiorizados pela péssima qualidade do filme. Basta dizer que no roteiro de Wong , depois da trama do primeiro ato , o espectador já sabe o que vai vir nas próximas cenas até chegar ao final do filme.

Por fim Dragon Ball Evolution é o exemplo claro do que está por vir agora, com o “fracasso” em bilheteria de Watchmen. Se os fãs de quadrinhos e animes só esperavam o melhor daqui para frente nas adaptações, pensem duas vezes, pois chegamos ao fim do poço com essa mais nova adaptação. E a cena que mostra a casa do Mestre Kame é exatamente o que falo isto é um dos maiores descasos que já vi com uma adaptação na minha vida de cinéfilo. Dragon Ball Evolution, no meu ver é o que o cinema tem de pior nos dias de hoje.

(1 estrela em 5)

23 de março de 2009

The Spirit - O Filme


É uma pena. Mas depois de termos um ótimo ano para o cinema em 2008. Obras como: Onde os Fracos não têm vez, Sangue Negro e Na Natureza Selvagem, tomaram as telas e levaram algumas estatuetas. Este ano de 2009 está se mostrando um ano parecidíssimo com o de 2007. Onde poucos filmes nos deram um gostinho de obra-prima. Basta ver os filmes premiados no Oscar este ano. Difícil passar de aceitável. E agora nos chega este The Spirit comprovando que neste ano os roteiros foram definitivamente esquecidos em Hollywood.

Na história um ex-investigador novato da polícia retorna misteriosamente do mundo dos mortos como Spirit para combater o crime nas sombras de Central City. Seu arquiinimigo, o Octopus tem uma missão diferente: aniquilar a amada cidade de Spirit enquanto busca a sua visão pessoal da imortalidade. Spirit persegue esse assassino percorrendo os armazéns soturnos e esgueirando-se por catacumbas úmidas e pelas docas açoitadas pelo vento de Central City, enfrentando ao mesmo tempo um bando de beldades que querem seduzir, amar ou matar Spirit.
Numa onda de “quero-ser-sin-city” Frank Miller esquece-se totalmente de seu roteiro, e nos mostra apenas o que acha que queremos vê: belas mulheres, e um visual de tirar o fôlego. Pois aí está o maior erro do diretor. Basta ver que na história Miller nunca tenta mostrar um lado mais dramático dos seus personagens, o que parecia pelo trailer que teríamos no filme. Em vez disto temos atuações extremamente caricatas que nos fazem querer sair do cinema em seus primeiros 5 minutos de filme.

Samuel L. Jackson, por exemplo, nos mostra um dos piores vilões que vi nos últimos anos no cinema. Nunca colocando medo no espectador, Jackson tenta apelar o máximo que consegue para caretas e gritos. Deixando o personagem ainda mais irritante. E Gabriel Macht como Spirit faz um dos poucos heróis da história do cinema que definitivamente não nos importamos. Desde seus primeiros momentos em cena, Macth nos mostra que qualquer outro ator poderia ter feito coisa melhor. Só eu achei, ou o papel seria perfeito para o Clive Owen?

O que definitivamente salva o filme de um verdadeiro fracasso é sua brilhante fotografia. Investindo pesadamente em seu tom quase que artificial Miller consegue a única proeza de sua carreira no cinema. Sempre priorizando pelo visual do filme e apostando nas sensualidades de Eva Mendes, Scarlett Johansson, Jaime King e Paz Veja, Miller deixa o filme quase que aceitável. Basta lembrar-se das roupas coladas de nossas musas.

Logo quando saiu Watchmen, lembro que uma crítica, o enquadrou como um filme publicitário demais. Pois não vejo definição melhor para The Spirit. Se ficássemos só na publicidade investida no filme sempre com boas frases de efeito e fotos geniais de Scarlett Johansson e Cia , aí sim teríamos uma verdadeira obra prima. Pena que realmente temos que nos decepcionar um pouco mais com os filmes que estão chegando as nossas telas este ano. E agora? Qual vai ser o próximo?

(2 estrelas em 5)

11 de março de 2009

Watchmen


Watchmen é considerada um marco importante na evolução dos quadrinhos nos EUA: introduziu abordagens e linguagens antes ligadas apenas aos quadrinhos ditos alternativos, além de lidar com temática de orientação mais madura e menos superficial, quando comparada às histórias em quadrinhos comerciais publicadas naquele país. O sucesso crítico e de público que a série teve ajudou a popularizar o formato conhecido como graphic novel , até então pouco explorado pelo mesmo mercado.

Escrito por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons (que fez o storyboard do filme, diga-se de passagem), Watchmen até hoje é cultuada no mundo inteiro como uma obra-prima.

Durante anos foi pensado que não poderia ser feita , que não deveria ser feita. Mas enfim fizeram, e o resultado está hoje em nossas mãos.

Numa versão alternativa dos EUA de 1985, na qual super-heróis fantasiados são parte da estrutura comum da sociedade, o mascarado Rorschach decide investigar um plano para matar e desacreditar todos os super-heróis do passado e do presente. À medida em que ele se reconecta com sua antiga legião de combate ao crime - um grupo desorganizado de super-heróis aposentados, dentre os quais somente um possui verdadeiros poderes - Rorschach vislumbra uma ampla e perturbadora conspiração que está ligada ao passado deles e a catastróficas conseqüências para o futuro.

Primeiramente irei fazer uma confissão. Nunca li Watchmen. Pronto. Podem lançar as primeiras pedras. Não li ainda. Pois depois do filme vou ser obrigado a comprar. Dito isto, posso falar que não me incomodo com a mudança de final, já que não li a graphic novel .

Mas realmente Watchmen conquista. Não por seus efeitos especiais , ou por ser um filme divertido de super-herói. Porque divertido ele não é. É em alguns momentos impressionantemente assustador. Muda a faceta de um super-herói. Basta ver o “herói” comediante. Ele mata por prazer , comete todo o tipo de crime possível , e ainda assim é tratado como um “herói”. Com que definição? Pois além de ter matado uma mulher grávida esperando seu próprio filho , ainda tenta estuprar sua própria parceira em uma noite. É um personagem profundamente peturbado , que ainda não nos faz sentirmos aversão por ele. Mas , as vezes conseguimos até entender seu personagem. Não falo das cenas acima , mas de outras que nos mostra seu inconsciente.

Dito isso, Jeffrey Dean Morgan tem que se orgulhar muito de seu trabalho como o comediante , pois quando entra em tela consegue nos mostrar todas as facetas possíveis do seu personagem. Exemplo da primeira cena , em que sentimos profunda pena do destino de seu personagem , mas que ficamos com ódio mais tarde por atos do mesmo.

Já Matthew Goode nos mostra um Adrian Veidt totalmente seguro de si e de suas ações. Inclusive me consegue lembrar muito de Nicolae Carpatia , o suposto anti-cristo , na série de livros Deixados para Trás. Goode ainda nos faz acreditar em seu QI super desenvolvido , já quando este mostra o porque realmente veio ao filme. Patrick Wilson sempre excelente nos trás um Coruja , querendo reviver seus tempos de glória. Ao passo que Carla Gugino é apenas um corpo bonito.

A maior decepção do filme fica por parte de Billy Crudup que nos faz um Dr. Manhattan desmotivado com tudo. Nunca nos impõe medo ou sabedoria. Tanto que no ataque contra o Vietnam , nem ficamos muito assustados com o gigante queimando tudo e a todos. E quando este começa a ficar alheio a tudo damos graças a deus a sua retirada. Como um espectador falou do meu lado no cinema: “Que fique em Marte”.
Mas enquanto Crudup nos traz uma fraca atuação. Jackie Earle Haley faz uma extraordinária atuação como Rorschach. Desde o primeiro momento somos tomados pela fúria com que o personagem entra em cena na hora de uma investigação. Haley ainda nos mostra uma voz realmente assustadora , que nos faz lembrar muito da voz de Batman nos últimos dois filmes. O seu brilhantismo é mostrado em cenas como a do banheiro, a da prisão ou até mesmo a da procura por sua mascara.

É Zach Snyder diretor dos ótimos Madrugada dos Mortos e 300 , que assume este magnífico projeto. Snyder se controla nos seus tiques com a câmera, e mostra o filme na maneira como este tem que ser visto. Destaco as cenas de luta , a da porta do banheiro da prisão , e a cena inicial com o comediante. O único passo fora da linha que Snyder dá é em sua trilha sonora. Escolhida para fazer uma homenagem as musicas da época, quase em nenhum momento funciona sua trilha , e estava só imaginando como poderia ter ficado se Hans Zimmer de Batman Begins tivesse abraçado o projeto.

Watchmen é um filme para poucos.Muitos ainda não vão estar preparados para ver um filme feito por super heróis desta forma. Portanto já dou uma dica para os desavisados. Não é X-men e Cia. Não tem cenas clássicas de batalhas. Talvez até Watchmen seja o filme certo, feito no tempo errado. Pois este é um filme sobre reflexões. O que o mundo poderia ter se tornado, e o quanto chegaremos para atingir a paz mundial. E em um dos atos mais corajosos do cinema Snyder fez em sua cena final o que RA'S AL GHUL teria orgulho de ter feito. E deixará muitos saírem do cinema com a mente confusa, afinal ele estava certo ou errado? E finalmente algum filme nos pensar isto, e o que é mais interessante , é que foi um filme de “super-heróis”. E isto é a grande piada ao final de tudo, como diria o Comediante...

(5 estrelas em 5)


obs: alguns dados dos quadrinhos tirado da wikipedia.