23 de abril de 2008

Filmes vistos nas ultimas semanas


Valente ( The Brave One , EUA , 2007. Dir: Neil Jordan. Com: Jodie Foster, Brian Delate, Jane Adams, Douglas J. Aguirre, Naveen Andrews, Brett Berg, Dennis Funny.). Eficiente graças a atuação de Foster. No mais, não passa de um estudo sobre a violência forçado e nada natural (2 estrelas em 5)

Super Herói – O Filme ( Super Hero , EUA , 2008. Dir: Craig Mazin. Com: Drake Bell, Regina Hall, Sara Paxton, Christopher McDonald, Pamela Anderson, Tracy Morgan.). O humor cretino está de volta ao cinema. Super Herói – o filme vem do limbo de produções como Todo mundo em Pânico e Histeria. Contra qualquer indicio de agradável, Super Herói – o filme é um belo dedo médio levantado para quem pagou para assisti-lo. (1 estrelas em 5)

Assassinato de Jesse James( Assassination of Jesse James by Coward Robert Ford, EUA , 2007. Dir: Andrew Dominik. Com: Brad Pitt, Casey Affleck, Adam Arlukiewicz, Dustin Bollinger, Julie Boucher, Lauren Calvert, Zooey Deschanel, Garret Dillahunt, Tanis Dolman). Nos apresenta um Brad Pitty em grande forma e um Casey Afleck abatido pelo seu papel. O que é absolutamente satisfatório ,isso aliado ao excelente roteiro.(4 estrelas em 5)



Os Espartalhões( Meet the Spartans, EUA , 2008. Dir: Jason Friedberg e Aaron Seltzer. Com: Sean Maguire, Carmen Electra, Ken Davitian, Kevin Sorbo, Diedrich Bader, Method Man, Jareb Dauplaise.). Tem a grande vantagem de não ser pior que Super Herói e Deu a Louca em Hollywood. E só. (2 estrelas em 5)




The Mist – O Nevoeiro ( The Mist , EUA , 2008. Dir: Frank Darabont. Com: Thomas Jane, Marcia Gay Harden, Alexa Davalos, William Sadler, Laurie Holden, Chris Owen, Nathan Gamble, Andre Braugher.). Irei falar futuramente deste filme. O que posso dizer é que Darabont é o mestre de filmes adaptados dos livros de King. E continua acertando. Aqui cria um ambiente assustador e tenso , e nos cativa com seus personagens. Superior ao ótimo 1408. E com o final devastador deixará muitos de cabelo em pé.(4 estrelas em 5)

Pânico ( Scream , EUA , 1996. Dir: Wes Craven. Com: Neve Campbell, Courteney Cox, Skeet Ulrich, Matthew Lillard, David Arquette, Jamie Kennedy.). Talvez o melhor filme adolescente teen já feito. Nos demonstra brilhantismo com sua auto-paródia e nos cativa com seus personagens. Grande
época de Williasson e Wes Craven.Escreverei futuramente sobre a franquia.(5 estrelas em 5)



Pânico 2 ( Scream 2 , EUA , 1997. Dir: Wes Craven. Com: Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Jamie Kennedy, Liev Schreiber, Sarah-Michelle Gellar.). Inferior ao original , mas superior a muitos. Ainda mostra momentos de brilhantismo , vide o debate feito pelos alunos sobre as sequencias de filmes e se uma sequencia pode superar um original. Infelizmente por pouco não superou. (4 estrelas em 5)

Pânico 3 ( Scream 3, EUA , 2000. Dir: Wes Craven. Com: Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Patrick Dempsey, Lance Henriksen, Scott Foley.). Infelizmente só conta com a boa trilha sonora. Não demonstra o brilhantismo dos outros dois , e tenta se mostrar mais inteligente que o resto
do filme em seu final. O único fator positivo é ver os personagens dos filmes reunidos mais uma vez.(3 estrelas em 5)

Quarto 6 ( Room 6). Estrutura narrativa falha e pouco tensa. Risivel em alguns momentos. (2 estrelas em 5)



Hitman ( Hitman). Devastadoramente péssimo. Acaba com o game. Só não consegue superar em mediocridade Doom. (1 estrelas em 5)

A Bussula de Ouro ( His Dark Materials: The Golden Compass). Consegue a proeza de ser melhor que Narnia e só. Superestimado demais. (2 estrelas em 5)

Leões e Cordeiros (Lions for Lambs). É como ver um debate presidencial , um exercicio extremamente entediante com rostos conhecidos.(2 estrelas em 5)

O preço da coragem ( A Mighty Heart). Aprendiz de Jardineiro Fiel , mas que fica longe de conseguir a proeza do primeiro. Muito longe, aliás. (2 estrelas em 5)

O Sobrevivente(Rescue Dawn). Qualquer filme com a direçao de Herzog e no elenco Bale , merece ser assistido. Apesar de ser razoavel em boa parte do filme , é isso citado acima que mantém a dramaticidade e a verossimilhança do filme. (3 estrelas em 5)

Encantada ( Encanthed). Se mostra mais inteligente do que realmente é. Como o Shrek 2 e 3. Tentam reunir muitas
histórias infantis , mas acaba sendo o mesmo clichê de sempre. Mas tem a façanha de unir o mundo real com a das histórias infantis , e as atuações de Amy Adamms e
James Marsten.(4 estrelas em 5)

Por Trás das Câmeras. Esquecendo a comédia que conhecemos , chega até a ser aceitavél. Mas em nenhum momento nos mostra a sinopse que tinham em mente para o filme.(2 estrelas em 5)

Um sinal dos céus. Nem todos os livros tem de
ser adaptados e os livros de Nora Roberts são um belo exemplo disto.(2 estrelas em 5)

Clube das Lobas. Uma versão bizarra e
piorada de american pie. Incomprensivel o porque de ser feito.(2 estrelas em 5)

Gracie. Risivel e entendiante. Aliás os filmes sobre jogadoras de futebol estão em alta nos EUA.Infelizmente nenhum passa de aceitavel. (2 estrelas em 5)

O Caçador de Pipas(The Kite Runner). Emocionante e cativante como o livro que está disposto a adaptar. Nos mostra sem mesmices o que está disposto a mostrar. A natureza humana e o quanto ela pode mudar. Em alguns momentos tão indiscritivel como Zodiaco.(5 estrelas em 5)

P2 - Sem Saída. Alejandre Aja é o mestre em criar histórias de tensão e medo. Mas aqui peca em alguns aspectos e não torna o filme interessante como deveria. (2 estrelas em 5)

Prisioneiro de Morte. Entendiante.Um fracasso dramatico desde a primeira cena.(2 estrelas em 5)

Garotas , Gritos e Musica. Simples , mas divertido como poucos. Um bom filme. (3 estrelas em 5)

10 Coisas que eu odeio em você. Cheio de cliches , mas com elenco super carismatico que conseguem despertar um pedido de bis no final da sessão. (2 estrelas em 5)


Irei publicar mais filmes assistidos e criticas completas , essa ficou um pouco extensa. Mas como tou sem computador , tenho que aproveitar em quanto tenho um a disposição.
A ultima festa de solteiro 2 e No Vale das Sombras irei fazer critica , assim como Medo da Verdade e O invisivel.

Bons filmes

Juno



A dois pontos para ver em Juno. Sendo mais exato ,duas cenas. A primeira é a cena em que Juno para com seu carro no meio da estrada , para refletir sobre tudo e poder chorar em paz. A outra seria a cena em que Juno escreve uma carta para a personagem de Garner , em que fala para esta ultima que pode ficar com o bebê.




Escrito pela ganhadora do Oscar , Diablo Cody. o filme
acompanha a trajetória da adolescente Juno MacGuff
(Page), que, certo dia, descobre ter engravidado
depois de uma única noite de sexo com seu melhor
amigo, o tímido Paulie Bleeker (Cera, de Superbad).
Depois de considerar brevemente a possibilidade de um
aborto, a garota acaba optando por entregar o bebê a
um casal que não consegue ter filhos, Mark e Vanessa
Loring (Bateman e Garner), sendo apoiada na decisão
por seu pai, Mac (Simmons), e sua madrasta, Bren
(Janney).

Voltemos a falar das duas cenas citadas no começo
desta critica. A primeira é absolutamente idêntica a
famosa cena do filme A Rainha. E a segunda é
extremamente familiar a cena final de O Invencivel ,
mas sem a dramaticidade do filme citado. O que podemos
ver neste caso , é que Cody copia cenas que já deram
certo e as encaixa de forma consistente na trama
fazendo com que o publico aprecie essas cenas sem se
lembrar de tê-las visto em outros filmes. Algo
excepcional por parte de Cody.

Outro fator importante são os dialogos da trama. Em
nenhum momento os personagens deixam de falar
palavrões e frases usadas em comum em seu dia-a-dia.
Ainda por cima somos apresentados aos pais de Juno que
falam do mesmo jeito que outros personagens mais novos
no filme. Um exemplo é a cena da mesa de jantar ,
quando o pai (interpretado por J.K. Simmons) começa a
falar os mesmos palavroes que sua filha diz no resto
do filme. Aliás , grande parte das risadas do publico
, vem por parte desta familia irreverente. Quando Juno
conta sobre sua gravidez ao seu pai e sua madrasta , é
impossivel segurar as risadas com a reação dos mesmos.


Juno apesar de ser falho em grandes pontos , como a
similaridade com alguns filmes , e tentar a todo o
tempo fazer uma piadinha ou outra para o espectador ,
que faz as vezes duvidarmos da verossimilhança da
trama. Juno tem o apoio de seu grande elenco.
Principalmente por parte de Ellen Page.

Depois de mostrar seu talento em Meninamá.com , Page
mostra aqui uma faceta totalmente diferente do filme
citado. O seu carisma. A naturalidade que encarna sua
personagem é digna de aplausos. Faz uma adolescente
como deveria ser feita. Vivendo a sua maneira , e
tentado demonstrar mais maturidade do que possui. Page
é o verdadeiro triunfo , ou a carta na manga de Cody ,
que se aproveitando do talento de Page , deposita a
naturalidade que a trama teria de haver fosse
“carregado” por Page até o final do filme.


Cody ainda tropeça em alguns clichês , como a paixão
adolescente da personagem-titulo por seu melhor amigo
, onde chegamos em um momento que Juno pergunta a seu
pai se o amor pode ser para sempre. Apesar de ser
piegas , é perguntado de maneira encantadora por Page,
que mais uma vez mostra que não é a madura , que tenta
mostrar durante toda a prijeção.
Bateman e Garner ainda estabelecem um ritmo
totalmente diferente a trama. Enquanto o personagem de
Bateman é parecido em muitos aspectos com a
personagem-titulo. Já que é sonhador e imaturo. Garner
interpreta a unica adulta realista da trama. Já que
batalha de todas as maneiras para ter o tão esperado
filho , e tenta mostrar para juno numa sutileza
incrivel do diretor Reitman o quanto ainda estaria
apaixonada ou disposta a manter seu casamento por
aquele filho. As brigas do casal só não acontecem da
maneira certa , porque Cody se esquece totalmente do
que estava propondo , nos proporcionando um
decepcionante desfecho para o destino do casal.

A direção de Reitman ainda é sutil e natural , ao
tempo que nem percebemos a câmera se mover de um lado
para o outro , e isso seria ainda mais elegante, se
não fosse a descuidada montagem , que em alguns
momentos prega peças em sua própria estrutura.


Juno é um filme ligeiramente superior ao seu maior
concorrente “Ligeiramente Gravidos” , mas
não por ser muito melhor. Infelizmente não. Mas sim
por seu elenco. Que cativa o publico em diversas
situações , o que ainda consegue a proeza de pedir que
seu espectador peça um bis , ao final da sessão.

(4 estrelas de 5).

25 de março de 2008

REC


A coisa que mais decepciona , nós críticos , é esperararmos filmes que achamos ser bons , e virem verdadeiras bombas. Já aconteceu diversas vezes comigo por exemplo. Nos últimos meses eu tive mais sorte. Vi a estréia do impecável “Zodiaco” , me apaixonei pela animação “Ratatouille” , e fiquei surpreendido com o filme "Eu sou a Lenda".
Mais uma vez um filme esperado muito por mim , não decepcionou ; ao contrario , vai surpreender muita gente , podendo o colocar na cadeira do filme mais tenso e assustador de todos os tempos.
Rec - [Rec] é uma obra-prima , e consequentemente o melhor filme do ano.

Passado por três mãos diferentes o roteiro é assinado por Jaume Balagueró,Luiso Berdejo,Paco Plaza. A trama começa quando somos apresentados a Uma repórter de TV e seu cinegrafista , que seguem um grupo de bombeiros da cidade.E Depois que recebem um chamado de uma senhora que diz estar presa dentro de casa, eles
chegam ao prédio dela e escutam gritos apavorantes - que dão início um longo pesadelo e a uma reportagem nunca vista antes.

A primeira palavra que vem a sua cabeça quando se está assistindo [Rec] , é realismo. Uma coisa que impressiona. Usado no também excelente “A Bruxa de Blair” , o realismo com só uma camera digital acompanhando o elenco do filme. Cenas amadoras.

Chega ser um pouco estranho , devido ao sucesso de “Bruxa de Blair” , outros diretores não usarem a mesma idéia para fazer outros filmes. Aqui Jaume Balagueró e Paco Plaza investem num tema muito presente no cinema e conhecido por todos que é o filme de zumbi. Mas se Resident Evil peca em muitos fatores; Dia dos Mortos tem momentos mais comicos do que assustadores ; ou se você não acha “Exterminio” impecável ; [Rec] nos tras tudo o que desejamos num filme de zumbi. Realismo , Tensão e Medo.

Palavras fortes num filme do gênero. Assustador. [Rec] tem grandes cenas de susto. Sua grandeza como filme assustador é ressaltada na ultima cena do filme , onde você sabe exatamente o que vai acontecer , mas mesmo assim acaba se assustando. Outras menos esperadas também mexem com o espectador , fazendo-o prender a respiração e não se desgrudar da cadeira.
O recurso da camera digital é bem utilizado. Como no filme “A Bruxa de Blair” , sentimos na pele a tensão dos personagens. Mas diferente de a “Bruxa de Blair” em que somos forçados a engolir um final que não faz juz ao resto do filme , em [Rec] é ao contrário. As cenas do camera são interessantes a todo momento. E chega em seu ápice quando consegue pegar desde um suicidio até uma cena de autópsia.

As atuações condizem com a trama e nos faz simpatizar com os personagens. O filme começa bem mostrando-nos o dia-a-dia dos bombeiros e entrevistas com os próprios , e a chegada no prédio que desenrolaria a trama a se passar. Tudo isso é orquestrado brilhantemente por atores e direção. Destaques para Manuela Velasco que com a personagem Angela faz uma brilhante atuação , nos passando tensão e aflição. E Vicente Gil que pega para si em alguns momentos o desenrolar da história e nos mostra o que é ser um verdadeiro herói ; em profissão , e em cenas de liderança.

[Rec] vem para desbancar o filme considerado mais assustador de todos os tempos - “O Bebe de Rosemary”. Com uma direção impecável, ótimas e convincentes atuações e um roteiro surpreendente e inovador. [Rec] nos faz querer levantar as mãos para o céu e gritar “Enfim o que eu estava esperando”.

(5 estrelas de 5).


Direção: Jaume Balagueró, Paco Plaza
Roteiro: Jaume Balagueró,Luiso Berdejo,Paco Plaza
Elenco: Manuela Velasco (Ángela), Vicente Gil (Policial), Ferran Terraza (Manu), Pablo Rosso (Marcos), Martha Carbonell
(Sra. Izquierdo)

11 de março de 2008

Once


É absolutamente incrivel um filme de 1:35 deixar você sorrindo o dobro de tempo depois da projeção. Once funciona maravilhosamente bem. Alguns tentarão encaixar em sua mente que Once seria um letra e musica melhorado. Bobagem. Nenhuma comparação poderá ser feita com Once e outro filme musical. Once é diferente e fascinante.

Escrito e dirigido por John Carney. Um músico que toca suas canções nas ruas de Dublin conhece uma florista tcheca que toca belissimamente o piano. Durante uma semana, eles convivem um com o outro, compõem e se tornam próximos, embora ela seja casada e ele esteja apaixonado pela ex-namorada.

O filme é feito em poucas tomadas. E com poucas cameras. O espectador poderá ver ao longo da projeção que nenhuma cena tem mais de três angulos diferentes. Em cenas como quando o personagem de Glen Hansard conhece a personagem de Markéta Irglová , ou a cena em que o rapaz vai na casa da garota. Isso mesmo os nomes não são levados em conta em nenhum momento do filme mas sim os aspectos fisicos, psicológicos , e emocionais.

A primeira cena do filme já vemos o talentoso rapaz que canta apenas nas ruas de Dublin. Logos vemos uma perseguição, o titulo de apresentação e quando o rapaz conhece a garota. O incrivel do filme é que em 1:35 minutos você parece estar vendo uma espécie de Big Brother. É tudo muito realista. A unica coisa que te faz concordar que está vendo o filme é os creditos iniciais. E isso tudo é administrado brilhantemente por John Carney.

Nos traz um tom simplista , mas ao mesmo tempo impecável. Com poucas câmeras para dirigir , faz um trabalho que cineastas com muitas não conseguiriam. Administra bem a amizade dos dois protagonistas , e os rumos que os dois vêem a tomar. Carney foi esquecido pela Academia em melhor direção. Aliás , Once foi esquecido e muito pela Academia. Só concorrendo e ganhando por uma de suas brilhantes musicas. "Falling Slowly". Mas não podemos esquecer de outras musicas do filme. "When your minds made up" , "Lies" , "The Hills" , a divertida " Fallen Form the Sky" , entre outras.

O filme ainda é enriquecido por atuações tremendamente concentradas de Glen Hansard e Markéta Irglová. Que mostram que não precisa-se de beleza para nos preoucuparmos com o rumo de cada personagem ou mesmo um possivel romance entre os protagonistas. Enquanto "Step Up" se preoucupava com com a beleza dos seus personagens e não dava a atenção devida a história ; em Once é totalmente ao contrário. Once nos apresenta personagens que fogem do padrão de beleza atual , mas nos traz personagens absolutamente ricos em todos os sentidos , como falado anteriormente nesta critica.

Sendo subestimado por muitos prêmios internacionais , Once é um marco cinematográfico em seu genero e em sua estrutura. E não se espante se depois de acabar o filme ainda continuar sorrindo e ouvindo sua rica trilha por várias horas ; pois você será só mais um dos que foram cativados por este brilhante filme Irlandês.

(5 estrelas em 5)

Direção: John Carney (V)
Roteiro: John Carney (V)
Elenco: Glen Hansard (Rapaz), Markéta Irglová (Garota)

10 de março de 2008

Trair e Coçar é só Começar


Cumprindo o combinado de atualizar uma semana , estou enviando duas criticas pro site , no dia de hoje...
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Antes de começar a fazer esta critica , eu queria perguntar pro leitor :O filme brasileiro de comédia é pior do que os americanos?
Na minha opinião , não. Produzimos algumas besteiras de vez em quando. Mas geralmente superamos as comédias "forçadas" americanas. Ou você realmente achou "Deu a Louca em Hollywood" engraçado? Ou Norbit? No brasil tivemos este ano , a obra-prima "Saneamento Básico , o Filme" , ou até mesmo se você quer encaixar neste gênero "O Cheiro do Ralo". Agora outra pergunta : Trair e coçar é só começar é bom? Não. É melhor do que muitos filmes de comédias americanos lançados nesse ano? Sim.
Pronto. É por aí que você tem de reconhecer o valor do filme brasileiro "Trair e Coçar é só Começar". Ele não é um grande filme , mas é um bom filme agua com açucar.

Na história , Olímpia é uma intrometida e confusa empregada, que desconfia que seus patrões, Inês e Eduardo, estão tendo casos. A própria Inês desconfia que Eduardo a está traindo, com Salete. A mesma desconfiança tem Cristiano, marido de Lígia, que acredita que ela está lhe traindo com Ricco. Há ainda Vera, que desconfia que seu marido Cláudio tem um caso com Inês. Todos estes casais moram um condomínio de classe média alta, onde estas desconfianças causam várias confusões.
Dirigido por Moacyr Góes e baseado na peça teatral Trair e coçar é só começar, de Marcos Caruso. O filme tem um tom simples e leviano. Mas é ao mesmo tempo um tom realista que não deixa o espectador bocejar ao longo da projeção. Um bom trabalho de Góes que consegue desenvolver um tom simplista que o filme precisava. Realmente o único problema do filme são as atuações.

Adriana Esteves não consegue trazer absolutamente nenhuma simpatia a sua empregada , pelo contrário o espectador fica profundamente revoltado com a cena final. E Cassio Gabus Mendes , Ailton Graça , Otavio Müller e Bianca Byington estão razoavelmente bens. Não conseguem trazer nenhum "quê" a mais para trama , mas também não interfere nela.

O filme não consegue se dar tão bem com o espectador como conseguia fazer no teatro , mas nem de longe chega ser um filme ruim. Na cabeça do espectador , só fica faltando alguma coisa a mais , que faça nos importarmos um pouco mais com o destino que a história ruma e até mesmo seus personagens

(2 estrela em 5)