30 de setembro de 2007

Invisivel (2007)


Alguns filmes são realmente deixados de lado pela critica e pelo proprio estudio que não investe no filme o quanto precisa ser investido. Afinal , quem ouviu falar do filme "Invisivel"? O filme além de nos mostrar uma premissa interessante consegue executa-la em tela. Algo incomum em filmes deste tipo , que só fica no papel e não cumpre o prometido...

Nick Powell (Justin Chatwin) tem um futuro brilhante até ser brutalmente atacado, abandonado e dado como morto. Ele agora se encontra no limbo, um local intermediário entre os mundos dos vivos e dos mortos. Completamente invisível para os vivos, Nick precisa descobrir o que aconteceu com ele e o motivo pelo qual foi atacado.

O filme começa monótono e até nos incomoda no começo. Apela para carinhas em um prato para mostrar o sentimento do personagem , e é bem confuso em seu primeiro ato. Não apresenta os personagens adequadamente. Cito exemplo de seu melhor amigo , que é jogado numa cena e deixa o espectador extremamente confuso e se perguntando se é o mesmo filme do começo. E o filme também comete um erro grande. Não consegue fazer com que o espectador se importe com Nick no primeiro ato , e nem com o que acha de tudo isso. Algo que realmente iremos ver só na cena em que discute com sua mãe no escritório dela. Muito bem feita neste caso.
O filme começa realmente a cumprir o prometido a partir da cena em que Nick volta para escola. Aí tudo começa a ir para os trilhos... A trilha começa a funcionar , o filme se torna angustiante , e nos importamos com cada personagem de aspecto diferente.

As atuações são competentes. Justin Chatwin está muito bem em cena. Consegue passar o que está sentindo enquanto está no estado em que se encontra. Cito a cena em que discute com sua mãe no escritório , e nas cenas em que acompanha a personagem de Maggie Ma. Por falar nela também tem atuação competente , as vezes sentimos ódio quando o roteiro impões , e em outras compaixão ; mais uma vez o roteiro funciona.

A angustia e a tensão no final faz com que o espectador levante da cadeira e queira ajudar na busca de Nick , algo muito interessante para um filme deste tipo. Vá para o cinema ou pegue o filme na locadora e aventure-se nesta caçada.


(3 estrela em 5)

29 de setembro de 2007

Motoqueiros Selvagens(2007)


Eu sei que será hipocrisia de minha parte. Mas como o gosto da critica para filmes de comédias é entranho , né? Alguns criticos acham "Ligeiramente Grávidos" engraçadissimo , mas para muitos não tem absolutamente graça nenhuma ; pelo contrario , é o seu drama que funciona. Muitos também gostam das comédias de Rob Schneider por exemplo. Como?
Talvez eu que esteja batendo de frente com alguns criticos hoje em dia , mas antes de critico , também sou um espectador. Por exemplo. Achei o filme "Tropa de Elite" excelente , mas como critico temos que ficar vendo, apontando erros e acertos da projeção. Isso faz com que o filme caia um pouco. Mas gosto para filmes cada um tem. Por isso a critica é tão subjetiva. Por isso também que muitos sites escolhem trabalhar com resenhas , pois fascilita o trabalho , e não abre muito o jogo. Eu por exemplo não posso ter um genero que não assista. Tenho meus preferidos , assim como atores , mas falo mal quando precisa falar. Quando um filme de comédia como "Motoqueiros Selvagens" entra , os criticos não levam seu gosto pessoal em questão , e acabam "metendo o pau" num filme que até gostaram. Acho isso certo até certo ponto.. Pois alguns criticos não conseguem criar bases para a sua critca. Maria vai com as outras , entende leitor? Tenho repulsa contra isso. Tanto que admiro o critico Pablo Villaça , por isso. Ele não lê criticas antes ou depois dos filmes. Só quando coloca a critica dele no ar , que ele troca idéias com outras pessoas. Cada um tem seu ponto de vista , e tem que mostrar de um modo até mais simples para o leitor entender. Motoqueiros Selvagens consegue entreter , e consegue fazer rir. Não é um filme brilhante. Mas é um filme tipo "As Branquelas". É um filme que não mostra muita coisa , mas é engraçadissimo. A mesma coisa acontece aqui. O elenco transforma o filme , e faz nos importarmos com seus personagens. E que esperemos um segundo filme de "Motoqueiros Selvagens".

Doug Madsen (Tim Allen) é um dentista com complexo de inferioridade tão grande que sempre se apresenta como médico. Woody Stevens (John Travolta) é um executivo rico e carismático que parece ser um grande vencedor, mas sofre com seus problemas pessoais. Bobby Davis (Martin Lawrence) é um encanador desempregado dominado pela esposa, Karen (Tichina Arnold), que decidiu ficar sem trabalhar por um ano para tentar, sem sucesso, tornar-se um escritor. Dudley Frank (William H. Macy) é um solteirão que é também um gênio da informática, tendo o incrível dom de se meter em situações constrangedores. Cada um leva sua vida durante a semana, mas nos fins de semana eles se reúnem para andar de moto. O grupo decide agitar suas vidas monótonas com a realização de uma viagem de moto, sem destino definido. Eles conseguem tirar uma folga de seus trabalhos e se preparam para a viagem, sendo que ao iniciá-la não têm a menor idéia do que está por vir. Com o tempo eles começam a dividir segredos, até que enfrentam uma gangue de motoqueiros chamada Del Fuegos, liderada por Jack (Ray Liotta).

O filme começa com a apresentação dos personagens. Eu pessoalmente não gosto dos recursos de nomes em tela preta , como disse na critica do filme "Tropa de Elite". Mas a apresentação fica bem dividida , e o roteirista não falha em ficar enrolando muito , até a cena da viagem. As cenas no bar são muito boas. Protagonizadas com perfeição do elenco. E a chegada na cidade , também é muito bem feita. Aliás quando os amigos chegam na cidade , que começa a verdadeira diversão. É hilário ver Travolta querendo sair desesperado da cidade , e seus amigos querendo ficar. Ainda mais quando participam dos "jogos" , os quais envolvem até bater na bunda de um touro. E o que falar da presença do "baixinho" cantando Dont´Cha? Absolutamente fascinante.
Sem falar no ótimo final . Onde existe uma sátira para programas tipo Báu da Felicidade. As atuações dos motoqueiros guiados por Liota nesta cena , é incrivelmente engraçada.

Falando em atuações. John Travolta faz o tipo "pedra por fora" e "sensivel por dentro". E se sai muito bem com seu personagem. A cenas em que fica tentando tirar os amigos da cidade , quando vê o que fez , são provas do talento do ator. Tim Allen imterpreta o pai que quer mostrar para o filho como pode ser "radical". Também se sai muito bem. Martin Lawrence é o que vive a mando da mulher em casa. E é o unico que não se encaixa bem no filme. A cena da "Firma" não faz juz a algumas boas comédias o ator , e a cena final , não fica no desfecho que seria o "certo. E o grande destaque vai para William H. Macy. Ele entra na brincadeira , e faz como ninguém o papel de desastrado. A cena em que ele fala que não precisaria dos pés , pois é analista de sistemas ; é uma das cenas mais engraçadas do filme. E Ray Lyota mostra ao que veio na hilaria cena final.

É um filme que irá fazer muitos rirem de começo ao fim. Com boas piadas e um elenco afiado , Motoqueiros Selvagens se transforma num dos filmes mais irreverentes deste ano , e seu brilhante final é a prova disso.

(3 estrela em 5)

27 de setembro de 2007

Resident Evil 3 - A Extinção (2007)


Resident Evil é talvez o melhor jogo de video game deste genero , e talvez uma das sagas mais bem feitas para os games. Para mim Resident só perde para Metal Gear. Mas as suas adaptações para o cinema nunca passaram do razoável. Uma pena. Já que os amantes do jogo , ficaram decepcionados. Pois esses que ficaram decepcionados com os dois primeiros , ficaram agradecidos por ver que o terceiro , começa a fazer a boa adaptação que todos esperavam. E também é sempre bom ver Jokovic dizendo "My name is Alice".

O T-Vírus experimental, criado pela Umbrella Corporation, foi liberado no mundo, transformando a população em zumbis que se alimentam de carne humana. Com as cidades sem segurança alguma, Carlos Olivera (Oded Fehr) e L.J. (Mike Epps), juntamente com as sobreviventes K-Mart (Spencer Locke) e Betty (Ashanti), reúnem um grupo e fogem pelo deserto, em um comboio blindado. Eles procuram outras pessoas que não estejam infectadas, mas apenas encontram outros mortos-vivos. O grupo é acompanhado pelo dr. Isaacs (Iain Glen), que está num complexo laboratorial subterrâneo da Umbrella Corporation, escondido sob uma torre de rádio abandonada em Nevada. Isaacs acompanha também Alice (Milla Jovovich), que, após ser capturada pela Umbrella, foi submetida a um teste biogenético que alterou sua configuração genética. Agora transformando-se constantemente e sob o risco de ser traída pelo seu próprio corpo, Alice segue o comboio e tenta conduzi-los ao seu destino: o Alasca, onde acreditam que estarão livres dos zumbis.

Resident começa com a famosa cena do close no olho de Alice , e como sempre funciona bem. A abertura é inesperada e começa bem assustador. A trilha funciona bem , e em cenas que zumbis aparecem o diretor consegue fazer o publico se ajeitar na cadeira. Por falar em direção. É muito boa a direção de Russel Mulcahy. Para quem não se lembra... Ele é o diretor dos ótimos Ressureição e Higlander – o Guerreiro Imortal. Aqui repete os bons trabalhos , e sairia melhor , se não fosse o roteiro regular de Paul W.S. Anderson(Alien X Predador). O roteiro tem seus altos e baixos. Começa bem com o treinamento de Alice e com os corpos e consegue reelembrar dos primeiros filmes com flashes , que não prejudicam a projeção.Mas peca em alguns erros basicos , como: Não definir o que aconteceu com Jill depois do segundo filme ; aliás o que aconteceu para eles se separarem... Falta um pouco mais de história para as Empresas Umbrella, que aqui são tratadas como simples empresas , quando era para ser tratadas como conhecedoras de tudo que acontece. Não consegue ainda fazer um bom espaço entre as duas histórias. A dos soldados e a do doutor. E apela para cenas de corvos em um determinado momento do segundo ato. Mas mesmo os erros não conseguem sobrepor todos os acertos. Como por exemplo a cena onde Alice olha para Carlos com amor , e eles não precisam falar que estão apaixonados um pelo outro. Só pelo excelente olhar entre os dois e um ótimo acompanhamento da direção , já é o bastante. O problema é que o roteirista esquece de fechar o arco entre os dois. E numa ultima cena entre eles isso fica evidente. Um outro problema é a má utilização da personagem Claire. Enquanto Jill era uma ótima personagem , e que nos identificamos logo de cara ; Ali Larter(Heroes) , não consegue ter a mesma proeza , e em determinados momentos se torna até antipatica com o espectador. Se ela continuar na série , terão de melhorar e muito o seu personagem.

Em relação as atuções. Milla Jokovic está de volta. Em mais uma atuação brilhante. Aqui ela não é só um rostinho bonito , mas sim uma caçadora. Odeh Fehr está de volta também ,como Carlos. E faz uma ótima atuação. Destaque para a cena do carro. Já Ali Larter não faz uma boa interpretação como Claire. Tanto que em alguns momentos a personagem fica parecendo uma patricinha. Uma pena já que na série Heroes ela é competente nas cenas de ação.Aqui ela é regular. Cito a cena em que a personagem fica atirando nos zumbis para sairem de cima de seu amigo. Iain Glen estava bem melhor no segundo filme , mas não compromete.

A Extinção é o melhor da série , e chega mais perto do que nunca dos games. Com ótimas cenas de ação , uma trilha que funciona no momento certo , e uma Milla Jokovic de tirar o fôlego. Resident Evil ganha seu espaço , num ano de bons filmes.

(3 estrela em 5)

UPDATE: Uma curiosidade do filme , é que cabe um exercito de zumbi num container. E outra é que a Umbrella esquece de colocar o "koller" no satélite , aí ele aquece e queima liberando a Alice.

26 de setembro de 2007

Vira - Lata


Nunca sei como opinar sobre esse tipo de filme , afinal é um filme infantil , então como faço? Faço uma critica de verdade , ou faço uma resenha? Eu particularmente não gosto de resenhas , mas algumas vezes é preciso utilizar. Bom contando com isso vamos ao filme.

Vamos dividir:

CRITICA:
O filme começa com uma péssima cena de explicação no começo do filme , tanto que pensamos que nos enganaram no trailer e iremos assistir um desenho animado... Fora isso tem uma satira muito bem bolada pro Superman , com cenas em que o Vira-Lata fala que é impossivel as pessoas não saberem a identidade do Clark Kent , sendo que com ele acontece a mesma coisa. Hipocrisias a parte. O filme ainda conta com péssimos dialogos. Cito a cena em que o Vira-Lata conta para o seu dono que ele precisa conversar com seu pai. O dono faz aquela cara de "idiota" e diz : "é verdade" , e ainda pergunta como o cachorro ficou tão inteligente. Chega a ser irritante a cena de tão ruim. O filme ainda conta com uma montagem tão ruim que chega a cair o queixo. As passagens de cena de uma parte para outra são deploraveis. E nos perguntamos se o diretor revisou o filme...

No final vemos que o filme é para crianças , mas isso de modo algum é desculpa para o péssimo filme , até porque neste ano mostraram para os espectadores que Hollywood ainda produz filmes de animação excepcionais que superam até mesmo filmes... Vimos Ratatuille , isso nem precisa comentários. Vá para o cinema se diverta com seu irmão ou filho , porque no final foi para isso que o filme foi feito.

RESENHA:
Vira-Lata é a mais nova aventura que está conquistando as crianças por onde passa. Depois de um acidente no misterioso laboratório de um cientista maníaco, Dr. Simon Barsinister , um beagle comum inesperadamente adquire poderes inigualáveis e a capacidade de falar. Vestido com um bonito traje de super-herói, Vira-Lata promete proteger os cidadãos em perigo de Capitol City e, em especial, uma bela cokerspaniel chamada Polly Purebread . Quando o sinistro plano de Barsinister e de seu guarda-costas Cad ameaça destruir Capitol City, só Vira-Lata poderá salvá-la.
Pai corra e leve o seu filho(a) no cinema. Além de ser ótimo para crianças , passa bonitas lições de morais. Vai fazer seu filho pensar em questões pessoais , além de criar um ótimo divertimento. E não se assuste se seu filho sair do cinema falando: "Não há o que temer, o Vira-Lata vai aparecer!"


(2 estrela em 5)

25 de setembro de 2007

Halloween(2007)


Como os filmes da série Hallowen decairam através dos tempos , não é? Temos exemplos claros nos ultimos filmes. Hallowen H-20 é detestavel. E a respeito do Hallowen Ressureição , foi realmente bem escolhido o título , porque o numero de vezes em que os personagens ressucitam nesse filme não é brincadeira. Por outro lado quando anunciaram este novo Hallowen , tinhamos esperança que voltasse ao tom dos dois primeiros filmes – que são realmente excelentes. Afinal a esperança é a última que morre. O problema é que ela sempre acaba morrendo...

Depois de passar 17 anos internado, Michael Myers, agora um homem feito e ainda muito perigoso, é solto por engano da instituição para pessoas com problemas mentais (onde ele foi internado com 10 anos) e imediatamente retorna a Haddonfield, onde ele quer encontrar sua irmã caçula, Laurie. Quem cruzar seu caminho estará correndo perigo mortal.

O filme começa bem. Os créditos são um certo tipo de homenagem aos originais , naquele clima de anos 80. E ainda quando a trilha entra , o espectador sente um frio na barriga. A trilha é ainda a original. Que continua excepcional por sinal.
O problema começa no dia do Halloween. Depois de uma péssima apresentação do Dr. Loomis. Rob Zombie (diretor) tenta se redimir com a cena das mortes. É incrivel a mediocridade da cena. Sem nenhuma explicação aparente Myers começa a matar. Mais uma vez os créditos para a péssima direção de Zombie. Ainda se não fosse o bastante o roteiro nos trata como espectadores com problemas mentais. Pois só pode. A cena em que Myers para de falar é de uma idiotice sem tamanho. E ainda acabam com a imagem de Myers perante ao espectador ; quando , este mesmo passa a seguir as garotas. Fica aparentemente para nós –espectadores- um tipo de "Noite do Terror com glamour".

Em relação as atuações. Talvez essa seja a pior coisa do filme , tirando a direção de Zombie. Scout Taylor-Compton como Laurie Strode é desprezivel. Não chega nem aos pés da atuação de Jamie Lee Curtis no original. Daeg Faerch está pior que o ator que interpretou Hannibal adolescente. E até entendemos porque o Myers se esconde com mascaras. Não é pra esconder seu rosto feio como diz o personagem , mas sim para esconder sua má atuação. Tyler Mane não precisa ser comentado , já que é aparece só de mascara. Sheri Moon está muito bem no filme. Demonstra para o espectador o amor pelo seu filho. E tem também nosso eterno Alexander DeLarge de "Laranja Mecânica" (Malcolm McDowell) , aqui interpretando o psquiatra de Myers. É realmente ele que leva o filme para frente.

Este novo Halloween é mais um da série que não serve nem para colecionar figurinhas , já que já estamos familiarizados com a história de Myers. Assim o filme só serve como desculpa para arrecadar mais dinheiro para o estudio. Neste caso vale a comparação com o igualmente péssimo "Psicopata Americano 2" , que destrói a imagem do original. Mas quem gosta da série e do Myers , vai certamente gostar de ver o maniaco matando outra vez ,nem que para isso tenha que aguentar tanto papo furado , para ve-lo matar outra vez... Para esses... Se divirtam e tenham um bom filme.


(1 estrela em 5)