19 de abril de 2010

Voltando

Bom por onde começar. Deixei de lado o blog desde o ano passado. Pois a falta de inspiração com filmes desastrosos do ano passado, com uma combinação de trabalho e faculdade fizeram o ano passado e o começo desse terrivel. Para quem ainda me acompanha no twitter, alguns filmes ainda eram comentados e principalmente séries.

Bom dito isso. Depois de ter uma das aulas mais inefáveis com um excelente crítico de cinema, Pablo Villaça , a minha decisão é voltar definitivamente para o blog e desta vez não esquece-los. Grandes planos tenho nessa nova etapa. Surpresas virão com certeza.

E a partir de hoje, dia 19/04/2010 é a minha volta para o Clickfilmes.

Bons filmes e Vamos lá.

31 de agosto de 2009

Bruno (2009)


Todos os anos têm – em minha opinião – um gênero que irá dominar os outros no decorrer do ano. Algum tempo atrás filmes de ficção eram geralmente os “tops”. Passou para o suspense com Sexto Sentido e Os Outros. E nos últimos anos tivemos surpresas gratas e irrepreensíveis por parte das comédias e do terror. Rec, Arraste-me para o inferno, e o Anticristo não eram filmes que entravam nos cinemas com grandes expectativas. Ao contrario eram as piores possíveis.

Pergunte para alguém que viveu os anos 70 e 80 em toda sua complexidade cinematográfica - em que como falado - filmes de ficção dominavam as telas inovando; o que filmes como Sexta Feira 13 e O Exorcista significavam. Geralmente um bom passatempo para levar a sua namorada para o cinema e se aproveitar dos sustos da garota. Não havia a necessidade de prestar atenção em sua história.
Isto mudou com o passar dos anos e a comédia também tomou o mesmo rumo que o gênero do suspense/terror: o sucesso.

Judd Apatow reacendeu a chama da comédia e além de criar histórias incrivelmente engraçadas (Superbad, Ligeiramente Grávidos), inspirou outros cineastas a fazerem filmes com temáticas semelhantes.

Mas um comediante surge durante este caminho nos proporcionado uma verdadeira inovação no gênero. Sacha Baron Cohen é seu nome. Ou talvez Ali G. Ou Borat. Ou Bruno.

Infelizmente – para o espectador – Borat torna-se difícil de ser utilizado mais uma vez; pois devido ao gigantesco sucesso de seu filme o pseudônimo acaba sendo reconhecido por onde passar, e não traz o clima de imprevisibilidade que o filme teria que ter. Aliás, este é o principal problema deste novo filme. A previsibilidade.

Enquanto a linha condutora de Borat era sua busca por Pamela Anderson, aqui o motivo de Bruno é a fama. E Bruno fará de tudo para consegui-la. Infelizmente o projeto fica roteirizado demais e perde o “fator x” que Borat tinha.

Se você prestar atenção no decorrer do filme tudo é muito ensaiado, tanto que os principais momentos do documentário falso são os momentos em que Cohen deixa a “peteca” para o entrevistado. Ron Paul é um exemplo claro disto.

Bruno ainda nos leva para cenas extremamente bem elaboradas ao longo da projeção como o programa de entrevistas em que Cohen mostra todo seu brilhantismo. Veja por exemplo como o ator não perde o rebolado diante de cenas inusitadas e engraçadíssimas. Ele mantém a linha e fica extremamente concentrado, como se acreditasse realmente no que fala. A cena das fotos e do Ipod toca neste ponto.
Cohen, aliás, é um gênio neste quesito. A sua composição de personagem, desde seu vocabulário até as roupas surpreendem.

Mas enquanto Borat nos traz espontaneidade e uma edição fabulosa , Bruno mostra previsibilidade e uma edição mal acabada. As cenas em que Bruno vai caçar ou tenta entrar num acampamento nos mostra isto. Mas o mais absurdo é a cena do ensaio fotográfico. Pois só quando vemos as fotos na entrevista que entendemos a cena. Bruno vai entrevistando pais de bebes para um ensaio e não vemos um desenrolar mais preciso na cena – foi exatamente nesta cena em que um casal abandonou a sala de cinema.

Ainda assim momentos incríveis estão presentes na trama e devo dizer que a cena de luta com a trilha sonora de Celine Dion choca não só o publico presente como o espectador. E nisto Bruno cumpriu sua missão. Chocar.

Mas no fim, a principal missão que Bruno tinha na trama que era fama. Não se concretiza. No filme sim, claro. Mas não fora das telas. Pois não vai haver no mundo um personagem de Cohen com a fama de Borat. E se espectadores saíram de suas casas para ver Bruno, era por saber quem estava atuando. “Sei. O novo filme do Borat, né?”, são perguntas feitas antes da sessão e o meu ver Bruno não conseguiu isto, atingir um publico fiel. Mas ainda assim não é uma comedia intragável, longe disto, é um dos bons exemplares que fomos presenteados este ano. Só que Bruna não instiga como Borat e se perde em alguns momentos. Seu final é a prova disto. Um final que relembra muito filmes como: “Guru do Amor” ou “Motoqueiros Selvagens”, e este é o pior comentário que poderia deixar nesta critica.


(3 estrelas em 5)

29 de maio de 2009

Beleza Americana (parte III)

Pode ser tanto Beleza americana quanto mulheres que nunca vamos ter...

É sempre bom voltar com séries antigas do blog...

- Jennifer Love Hewitt:

Em homenagem a série Ghost Whisperer que comecei a assistir a pouco tempo... Sem palavras por ela. Jennifer, casa comigo?















- Kristen Stewart:

Salva praticamente o filme todo do Crepúsculo... Boa atriz.

















- Carla Gugino:

Watchmen é uma obra prima, assim como sua Sally...

















- Rihanna:

Abri uma exceção para uma cantora... Sem palavras.















- Kate Winslet:

Fechando com chave de ouro, a melhor atriz deste ano por O Leitor.

Filmes vistos (nesse longo periodo) - 1ª parte

O titulo diz tudo... Muito tempo que não escrevo para o blog, mas agora estou voltando...

Star Trek( Idem , EUA , 20009. Dir: J.J.Abrams. Com: Chris Pine, Zachary Quinto, Leonard Nimoy, Eric Bana, Zoe Saldana , John Cho, Anton Yelchin and Bruce Greenwood). Um dos melhores filmes do ano. Impressionante técnicamente quanto artisticamente.(5 estrelas em 5)

Anjos e Demônios(EUA, 2009. Dir: Ron Howard. Com: Tom Hanks, Ewan McGregor, Ayelet Zurer, Stellan Skarsgård, Nikolaj Lie Kaas, Pierfrancesco Favino). Lendo o livro, verão que existe uma infinidade de erros presentes na trama se fizerem a comparação. Mas como ela acaba, inclusive ,se tornando um thriller mais intenso muitas vezes mais que o livro; o filme acaba criando uma identidade propria e se torna excelente neste quesito. Destaque para a explosão da antimatéria.(4 estrelas em 5)

X-Men - Origens: Wolwerine (EUA , 2009. Dir: Gavin Hood. Com: Hugh Jackman, Liev Schreiber, Danny Huston, Taylor Kitsch, Daniel Henney, Ryan Reynolds, Tim Pocock). Em muitos momentos chega a ser melhor que algumas partes do X-men. Mais ação, mais mutantes(mas não cometendo o erro do 3°) e bons personagens. Gambit, Ciclope, Blob , Wade, entre outros. Excepcional atuação de Scheiber e destaque para os minutos iniciais do longa, com as cenas das guerras.(4 estrelas em 5)

Bons filmes e na outra semana voltarei com mais blockbusters.

7 de abril de 2009

Dragon Ball Evolution


Lembro da primeira vez que li um manga (uma espécie de quadrinhos ao contrário), foi quando tinha mais ou menos uns 13 anos, era na excursão do colégio que estudava na época. Falo isso, pois o primeiro manga lido foi Dragon Ball. Acho que até hoje o único também. Dragon Ball era aquela história em quadrinhos que fisgava seu leitor da primeira a última página, e fazia com que nós esperássemos desesperadamente o próximo capitulo da saga. Então é com muita tristeza com que venho comentar hoje sobre essa coisa chamada Dragon Ball Evolution.

Como o próprio nome já diz, o filme desconsidera a manga e o anime, e traz uma verdadeira “evolução”. Nessa história Goku é um jovem rapaz que foi criado por seu avô e treinado nas artes marciais por ele. Em seu aniversário de 18 anos, Goku recebe do avô uma esfera do dragão - uma espécie de bola com quatro estrelas brilhantes dentro - que, segundo a lenda, quando reunida com as outras únicas seis esferas existentes no mundo, proporciona ao seu possuidor a realização de um único desejo. Quando ocorre uma tragédia que coloca a vida de várias pessoas em risco, Goku se reuni com seus amigos Kame, Bulma, Yamcha e Chi Chi e juntos eles partem em uma corrida para reunir as sete esferas do dragão, enfrentando diversas dificuldades que o colocam frente a frente com seu misterioso passado e com seu impensável futuro.

Eu ainda não sei qual é a minha reação mais aparente pelo filme. Se é tristeza ou se é pelo filme ser tão clichê que faria o filme Quarteto Fantástico ter orgulho do que mostraram. O jogador fortão do colégio tem uma namorada linda que dá bola pro maior perdedor do colégio, e o perdedor mostra toda sua força ao derrotar os valentões. Infelizmente é quase cômico como Chi Chi e Goku se conhecem. E ela se apaixonar pelo “Ki” dele é quase revoltante.

Fãs de Dragon Ball esqueçam tudo o que vocês sabem sobre a história. Goku não é a pessoa amorosa e ingênua que nós conhecíamos. Mas sim rebelde e enfadonho. Chi Chi é só um rosto bonito e até em suas lutas no torneio são pouco exploradas. Bulma e Yamcha fazem o casal mais tenebroso da história do cinema. Nem funcionando o famoso clichê de que os opostos se atraem, e Mestre Kame é uma comédia ( no modo ruim do adjetivo). Sem esquecer-se de Piccolo que em nada se parece com os personagens da manga.

O roteiro de James Wong é tudo o que não queríamos ter em um filme , e os efeitos especiais que poderiam ser um alivio , acabam sendo inferiorizados pela péssima qualidade do filme. Basta dizer que no roteiro de Wong , depois da trama do primeiro ato , o espectador já sabe o que vai vir nas próximas cenas até chegar ao final do filme.

Por fim Dragon Ball Evolution é o exemplo claro do que está por vir agora, com o “fracasso” em bilheteria de Watchmen. Se os fãs de quadrinhos e animes só esperavam o melhor daqui para frente nas adaptações, pensem duas vezes, pois chegamos ao fim do poço com essa mais nova adaptação. E a cena que mostra a casa do Mestre Kame é exatamente o que falo isto é um dos maiores descasos que já vi com uma adaptação na minha vida de cinéfilo. Dragon Ball Evolution, no meu ver é o que o cinema tem de pior nos dias de hoje.

(1 estrela em 5)