30 de setembro de 2007

Invisivel (2007)


Alguns filmes são realmente deixados de lado pela critica e pelo proprio estudio que não investe no filme o quanto precisa ser investido. Afinal , quem ouviu falar do filme "Invisivel"? O filme além de nos mostrar uma premissa interessante consegue executa-la em tela. Algo incomum em filmes deste tipo , que só fica no papel e não cumpre o prometido...

Nick Powell (Justin Chatwin) tem um futuro brilhante até ser brutalmente atacado, abandonado e dado como morto. Ele agora se encontra no limbo, um local intermediário entre os mundos dos vivos e dos mortos. Completamente invisível para os vivos, Nick precisa descobrir o que aconteceu com ele e o motivo pelo qual foi atacado.

O filme começa monótono e até nos incomoda no começo. Apela para carinhas em um prato para mostrar o sentimento do personagem , e é bem confuso em seu primeiro ato. Não apresenta os personagens adequadamente. Cito exemplo de seu melhor amigo , que é jogado numa cena e deixa o espectador extremamente confuso e se perguntando se é o mesmo filme do começo. E o filme também comete um erro grande. Não consegue fazer com que o espectador se importe com Nick no primeiro ato , e nem com o que acha de tudo isso. Algo que realmente iremos ver só na cena em que discute com sua mãe no escritório dela. Muito bem feita neste caso.
O filme começa realmente a cumprir o prometido a partir da cena em que Nick volta para escola. Aí tudo começa a ir para os trilhos... A trilha começa a funcionar , o filme se torna angustiante , e nos importamos com cada personagem de aspecto diferente.

As atuações são competentes. Justin Chatwin está muito bem em cena. Consegue passar o que está sentindo enquanto está no estado em que se encontra. Cito a cena em que discute com sua mãe no escritório , e nas cenas em que acompanha a personagem de Maggie Ma. Por falar nela também tem atuação competente , as vezes sentimos ódio quando o roteiro impões , e em outras compaixão ; mais uma vez o roteiro funciona.

A angustia e a tensão no final faz com que o espectador levante da cadeira e queira ajudar na busca de Nick , algo muito interessante para um filme deste tipo. Vá para o cinema ou pegue o filme na locadora e aventure-se nesta caçada.


(3 estrela em 5)

29 de setembro de 2007

Motoqueiros Selvagens(2007)


Eu sei que será hipocrisia de minha parte. Mas como o gosto da critica para filmes de comédias é entranho , né? Alguns criticos acham "Ligeiramente Grávidos" engraçadissimo , mas para muitos não tem absolutamente graça nenhuma ; pelo contrario , é o seu drama que funciona. Muitos também gostam das comédias de Rob Schneider por exemplo. Como?
Talvez eu que esteja batendo de frente com alguns criticos hoje em dia , mas antes de critico , também sou um espectador. Por exemplo. Achei o filme "Tropa de Elite" excelente , mas como critico temos que ficar vendo, apontando erros e acertos da projeção. Isso faz com que o filme caia um pouco. Mas gosto para filmes cada um tem. Por isso a critica é tão subjetiva. Por isso também que muitos sites escolhem trabalhar com resenhas , pois fascilita o trabalho , e não abre muito o jogo. Eu por exemplo não posso ter um genero que não assista. Tenho meus preferidos , assim como atores , mas falo mal quando precisa falar. Quando um filme de comédia como "Motoqueiros Selvagens" entra , os criticos não levam seu gosto pessoal em questão , e acabam "metendo o pau" num filme que até gostaram. Acho isso certo até certo ponto.. Pois alguns criticos não conseguem criar bases para a sua critca. Maria vai com as outras , entende leitor? Tenho repulsa contra isso. Tanto que admiro o critico Pablo Villaça , por isso. Ele não lê criticas antes ou depois dos filmes. Só quando coloca a critica dele no ar , que ele troca idéias com outras pessoas. Cada um tem seu ponto de vista , e tem que mostrar de um modo até mais simples para o leitor entender. Motoqueiros Selvagens consegue entreter , e consegue fazer rir. Não é um filme brilhante. Mas é um filme tipo "As Branquelas". É um filme que não mostra muita coisa , mas é engraçadissimo. A mesma coisa acontece aqui. O elenco transforma o filme , e faz nos importarmos com seus personagens. E que esperemos um segundo filme de "Motoqueiros Selvagens".

Doug Madsen (Tim Allen) é um dentista com complexo de inferioridade tão grande que sempre se apresenta como médico. Woody Stevens (John Travolta) é um executivo rico e carismático que parece ser um grande vencedor, mas sofre com seus problemas pessoais. Bobby Davis (Martin Lawrence) é um encanador desempregado dominado pela esposa, Karen (Tichina Arnold), que decidiu ficar sem trabalhar por um ano para tentar, sem sucesso, tornar-se um escritor. Dudley Frank (William H. Macy) é um solteirão que é também um gênio da informática, tendo o incrível dom de se meter em situações constrangedores. Cada um leva sua vida durante a semana, mas nos fins de semana eles se reúnem para andar de moto. O grupo decide agitar suas vidas monótonas com a realização de uma viagem de moto, sem destino definido. Eles conseguem tirar uma folga de seus trabalhos e se preparam para a viagem, sendo que ao iniciá-la não têm a menor idéia do que está por vir. Com o tempo eles começam a dividir segredos, até que enfrentam uma gangue de motoqueiros chamada Del Fuegos, liderada por Jack (Ray Liotta).

O filme começa com a apresentação dos personagens. Eu pessoalmente não gosto dos recursos de nomes em tela preta , como disse na critica do filme "Tropa de Elite". Mas a apresentação fica bem dividida , e o roteirista não falha em ficar enrolando muito , até a cena da viagem. As cenas no bar são muito boas. Protagonizadas com perfeição do elenco. E a chegada na cidade , também é muito bem feita. Aliás quando os amigos chegam na cidade , que começa a verdadeira diversão. É hilário ver Travolta querendo sair desesperado da cidade , e seus amigos querendo ficar. Ainda mais quando participam dos "jogos" , os quais envolvem até bater na bunda de um touro. E o que falar da presença do "baixinho" cantando Dont´Cha? Absolutamente fascinante.
Sem falar no ótimo final . Onde existe uma sátira para programas tipo Báu da Felicidade. As atuações dos motoqueiros guiados por Liota nesta cena , é incrivelmente engraçada.

Falando em atuações. John Travolta faz o tipo "pedra por fora" e "sensivel por dentro". E se sai muito bem com seu personagem. A cenas em que fica tentando tirar os amigos da cidade , quando vê o que fez , são provas do talento do ator. Tim Allen imterpreta o pai que quer mostrar para o filho como pode ser "radical". Também se sai muito bem. Martin Lawrence é o que vive a mando da mulher em casa. E é o unico que não se encaixa bem no filme. A cena da "Firma" não faz juz a algumas boas comédias o ator , e a cena final , não fica no desfecho que seria o "certo. E o grande destaque vai para William H. Macy. Ele entra na brincadeira , e faz como ninguém o papel de desastrado. A cena em que ele fala que não precisaria dos pés , pois é analista de sistemas ; é uma das cenas mais engraçadas do filme. E Ray Lyota mostra ao que veio na hilaria cena final.

É um filme que irá fazer muitos rirem de começo ao fim. Com boas piadas e um elenco afiado , Motoqueiros Selvagens se transforma num dos filmes mais irreverentes deste ano , e seu brilhante final é a prova disso.

(3 estrela em 5)

27 de setembro de 2007

Resident Evil 3 - A Extinção (2007)


Resident Evil é talvez o melhor jogo de video game deste genero , e talvez uma das sagas mais bem feitas para os games. Para mim Resident só perde para Metal Gear. Mas as suas adaptações para o cinema nunca passaram do razoável. Uma pena. Já que os amantes do jogo , ficaram decepcionados. Pois esses que ficaram decepcionados com os dois primeiros , ficaram agradecidos por ver que o terceiro , começa a fazer a boa adaptação que todos esperavam. E também é sempre bom ver Jokovic dizendo "My name is Alice".

O T-Vírus experimental, criado pela Umbrella Corporation, foi liberado no mundo, transformando a população em zumbis que se alimentam de carne humana. Com as cidades sem segurança alguma, Carlos Olivera (Oded Fehr) e L.J. (Mike Epps), juntamente com as sobreviventes K-Mart (Spencer Locke) e Betty (Ashanti), reúnem um grupo e fogem pelo deserto, em um comboio blindado. Eles procuram outras pessoas que não estejam infectadas, mas apenas encontram outros mortos-vivos. O grupo é acompanhado pelo dr. Isaacs (Iain Glen), que está num complexo laboratorial subterrâneo da Umbrella Corporation, escondido sob uma torre de rádio abandonada em Nevada. Isaacs acompanha também Alice (Milla Jovovich), que, após ser capturada pela Umbrella, foi submetida a um teste biogenético que alterou sua configuração genética. Agora transformando-se constantemente e sob o risco de ser traída pelo seu próprio corpo, Alice segue o comboio e tenta conduzi-los ao seu destino: o Alasca, onde acreditam que estarão livres dos zumbis.

Resident começa com a famosa cena do close no olho de Alice , e como sempre funciona bem. A abertura é inesperada e começa bem assustador. A trilha funciona bem , e em cenas que zumbis aparecem o diretor consegue fazer o publico se ajeitar na cadeira. Por falar em direção. É muito boa a direção de Russel Mulcahy. Para quem não se lembra... Ele é o diretor dos ótimos Ressureição e Higlander – o Guerreiro Imortal. Aqui repete os bons trabalhos , e sairia melhor , se não fosse o roteiro regular de Paul W.S. Anderson(Alien X Predador). O roteiro tem seus altos e baixos. Começa bem com o treinamento de Alice e com os corpos e consegue reelembrar dos primeiros filmes com flashes , que não prejudicam a projeção.Mas peca em alguns erros basicos , como: Não definir o que aconteceu com Jill depois do segundo filme ; aliás o que aconteceu para eles se separarem... Falta um pouco mais de história para as Empresas Umbrella, que aqui são tratadas como simples empresas , quando era para ser tratadas como conhecedoras de tudo que acontece. Não consegue ainda fazer um bom espaço entre as duas histórias. A dos soldados e a do doutor. E apela para cenas de corvos em um determinado momento do segundo ato. Mas mesmo os erros não conseguem sobrepor todos os acertos. Como por exemplo a cena onde Alice olha para Carlos com amor , e eles não precisam falar que estão apaixonados um pelo outro. Só pelo excelente olhar entre os dois e um ótimo acompanhamento da direção , já é o bastante. O problema é que o roteirista esquece de fechar o arco entre os dois. E numa ultima cena entre eles isso fica evidente. Um outro problema é a má utilização da personagem Claire. Enquanto Jill era uma ótima personagem , e que nos identificamos logo de cara ; Ali Larter(Heroes) , não consegue ter a mesma proeza , e em determinados momentos se torna até antipatica com o espectador. Se ela continuar na série , terão de melhorar e muito o seu personagem.

Em relação as atuções. Milla Jokovic está de volta. Em mais uma atuação brilhante. Aqui ela não é só um rostinho bonito , mas sim uma caçadora. Odeh Fehr está de volta também ,como Carlos. E faz uma ótima atuação. Destaque para a cena do carro. Já Ali Larter não faz uma boa interpretação como Claire. Tanto que em alguns momentos a personagem fica parecendo uma patricinha. Uma pena já que na série Heroes ela é competente nas cenas de ação.Aqui ela é regular. Cito a cena em que a personagem fica atirando nos zumbis para sairem de cima de seu amigo. Iain Glen estava bem melhor no segundo filme , mas não compromete.

A Extinção é o melhor da série , e chega mais perto do que nunca dos games. Com ótimas cenas de ação , uma trilha que funciona no momento certo , e uma Milla Jokovic de tirar o fôlego. Resident Evil ganha seu espaço , num ano de bons filmes.

(3 estrela em 5)

UPDATE: Uma curiosidade do filme , é que cabe um exercito de zumbi num container. E outra é que a Umbrella esquece de colocar o "koller" no satélite , aí ele aquece e queima liberando a Alice.

26 de setembro de 2007

Vira - Lata


Nunca sei como opinar sobre esse tipo de filme , afinal é um filme infantil , então como faço? Faço uma critica de verdade , ou faço uma resenha? Eu particularmente não gosto de resenhas , mas algumas vezes é preciso utilizar. Bom contando com isso vamos ao filme.

Vamos dividir:

CRITICA:
O filme começa com uma péssima cena de explicação no começo do filme , tanto que pensamos que nos enganaram no trailer e iremos assistir um desenho animado... Fora isso tem uma satira muito bem bolada pro Superman , com cenas em que o Vira-Lata fala que é impossivel as pessoas não saberem a identidade do Clark Kent , sendo que com ele acontece a mesma coisa. Hipocrisias a parte. O filme ainda conta com péssimos dialogos. Cito a cena em que o Vira-Lata conta para o seu dono que ele precisa conversar com seu pai. O dono faz aquela cara de "idiota" e diz : "é verdade" , e ainda pergunta como o cachorro ficou tão inteligente. Chega a ser irritante a cena de tão ruim. O filme ainda conta com uma montagem tão ruim que chega a cair o queixo. As passagens de cena de uma parte para outra são deploraveis. E nos perguntamos se o diretor revisou o filme...

No final vemos que o filme é para crianças , mas isso de modo algum é desculpa para o péssimo filme , até porque neste ano mostraram para os espectadores que Hollywood ainda produz filmes de animação excepcionais que superam até mesmo filmes... Vimos Ratatuille , isso nem precisa comentários. Vá para o cinema se diverta com seu irmão ou filho , porque no final foi para isso que o filme foi feito.

RESENHA:
Vira-Lata é a mais nova aventura que está conquistando as crianças por onde passa. Depois de um acidente no misterioso laboratório de um cientista maníaco, Dr. Simon Barsinister , um beagle comum inesperadamente adquire poderes inigualáveis e a capacidade de falar. Vestido com um bonito traje de super-herói, Vira-Lata promete proteger os cidadãos em perigo de Capitol City e, em especial, uma bela cokerspaniel chamada Polly Purebread . Quando o sinistro plano de Barsinister e de seu guarda-costas Cad ameaça destruir Capitol City, só Vira-Lata poderá salvá-la.
Pai corra e leve o seu filho(a) no cinema. Além de ser ótimo para crianças , passa bonitas lições de morais. Vai fazer seu filho pensar em questões pessoais , além de criar um ótimo divertimento. E não se assuste se seu filho sair do cinema falando: "Não há o que temer, o Vira-Lata vai aparecer!"


(2 estrela em 5)

25 de setembro de 2007

Halloween(2007)


Como os filmes da série Hallowen decairam através dos tempos , não é? Temos exemplos claros nos ultimos filmes. Hallowen H-20 é detestavel. E a respeito do Hallowen Ressureição , foi realmente bem escolhido o título , porque o numero de vezes em que os personagens ressucitam nesse filme não é brincadeira. Por outro lado quando anunciaram este novo Hallowen , tinhamos esperança que voltasse ao tom dos dois primeiros filmes – que são realmente excelentes. Afinal a esperança é a última que morre. O problema é que ela sempre acaba morrendo...

Depois de passar 17 anos internado, Michael Myers, agora um homem feito e ainda muito perigoso, é solto por engano da instituição para pessoas com problemas mentais (onde ele foi internado com 10 anos) e imediatamente retorna a Haddonfield, onde ele quer encontrar sua irmã caçula, Laurie. Quem cruzar seu caminho estará correndo perigo mortal.

O filme começa bem. Os créditos são um certo tipo de homenagem aos originais , naquele clima de anos 80. E ainda quando a trilha entra , o espectador sente um frio na barriga. A trilha é ainda a original. Que continua excepcional por sinal.
O problema começa no dia do Halloween. Depois de uma péssima apresentação do Dr. Loomis. Rob Zombie (diretor) tenta se redimir com a cena das mortes. É incrivel a mediocridade da cena. Sem nenhuma explicação aparente Myers começa a matar. Mais uma vez os créditos para a péssima direção de Zombie. Ainda se não fosse o bastante o roteiro nos trata como espectadores com problemas mentais. Pois só pode. A cena em que Myers para de falar é de uma idiotice sem tamanho. E ainda acabam com a imagem de Myers perante ao espectador ; quando , este mesmo passa a seguir as garotas. Fica aparentemente para nós –espectadores- um tipo de "Noite do Terror com glamour".

Em relação as atuações. Talvez essa seja a pior coisa do filme , tirando a direção de Zombie. Scout Taylor-Compton como Laurie Strode é desprezivel. Não chega nem aos pés da atuação de Jamie Lee Curtis no original. Daeg Faerch está pior que o ator que interpretou Hannibal adolescente. E até entendemos porque o Myers se esconde com mascaras. Não é pra esconder seu rosto feio como diz o personagem , mas sim para esconder sua má atuação. Tyler Mane não precisa ser comentado , já que é aparece só de mascara. Sheri Moon está muito bem no filme. Demonstra para o espectador o amor pelo seu filho. E tem também nosso eterno Alexander DeLarge de "Laranja Mecânica" (Malcolm McDowell) , aqui interpretando o psquiatra de Myers. É realmente ele que leva o filme para frente.

Este novo Halloween é mais um da série que não serve nem para colecionar figurinhas , já que já estamos familiarizados com a história de Myers. Assim o filme só serve como desculpa para arrecadar mais dinheiro para o estudio. Neste caso vale a comparação com o igualmente péssimo "Psicopata Americano 2" , que destrói a imagem do original. Mas quem gosta da série e do Myers , vai certamente gostar de ver o maniaco matando outra vez ,nem que para isso tenha que aguentar tanto papo furado , para ve-lo matar outra vez... Para esses... Se divirtam e tenham um bom filme.


(1 estrela em 5)

23 de setembro de 2007

Eu vos Declaro Marido e... Larry


Não entendo por que a critica criou tanta repulsa contra esse filme. Homofóbico? Ele é. Mas consegue fechar um arco em volta disto. Sandler? Talvez. Mas seu personagem melhora. O Governo idiota? E não é? Uma cena no final define muito bem o que você irá ver em relação as criticas deste filme. Acontece vaias e outros aplausos na cena da escadaria. E a reação depois do filme vai ser exatamente esta.

Chuck Levine (Adam Sandler) e Larry Valentine (Kevin James) são o orgulho do Corpo de Bombeiros do Brooklyn, sendo também muito amigos e dispostos a ajudar um ao outro. Chuck é agradecido a Larry por ter salvo sua vida no trabalho e só pensa em curtir a vida. Já Larry é preocupado com o futuro e, devido a problemas burocráticos, não consegue colocar seus dois filhos como beneficiários de seu seguro de vida. Devido a isso Larry pede a Chuck que seja seu parceiro em alguns formulários, sendo que ninguém mais saberá disto. Entretanto uma burocrata zeloso desconfia do casal, o que faz com que eles tenham que se revelar para a cidade e improvisar como um apaixonado casal, que vive sob o mesmo teto.

A história é escrito por três roteiristas. Barry Fanaro , Alexander Payne e Jim Taylor. Os dois ultimos foram responsaveis por grandes projetos. As Confissões de Schimidt e a obra-prima Sideways. O problema é que a mão principal do roteiro é a de Fanaro. Com ele coordenando a parte das piadas. E Payne e Taylor com a parte mais humana. Infelizmente as duas partes tem grandes erros. Fanaro cria um baixismo impressionante no começo do filme (que faria Eli Roth ficar surpreso) e além de tudo é extremamente sem graça no primeiro ato. Aliás , tudo acontece errado no primeiro ato. O personagem de Sandler é irritante. Cenas de incêndios são extremamente irreais, com os personagens fazendo gracinhas enquanto uma pessoa obesa está presa na cama. Além disto, apela na primeira cena para um beijo entre duas mulheres e para falas como: "Não sei , não quero saber e tenho raiva de quem sabe." Já a parte de Payne e Taylor é não saber convencer o espectador que realmente os dois podem se passar por homossexuais. Algo extremamente bem feito em Um Caso a Três por exemplo. Onde o personagem de Perry convence a todos nós que poderia facilmente se passar por um homossexual  e ganhar o prêmio de "gay do ano".

No segundo ato a coisa melhora. Os dois se vêem obrigados a se casarem e, eles procurando um lugar para se casar, dá inicio a uma sessão de boas piadas e sátiras. Piada com Mel Gibson a respeito dos judeus e católicos, sobre Liza Miller no Oscar , uma sátira com Brokeback Mountain e sobra até para o cantor Clay Aiken na cena da procura de um motel. Além disso, mostra um governo bobo e completamente desestruturado. Trazem um mendigo para ser testemunha de casamento. E no tribunal fazem com que todos fiquem confuso em relação a amizade e o amor. Uma ótima cena por sinal. O casamenteiro também nos proporciona grandes momentos. Cito a cena em que Sandler dá um soco em James e o baixinho pede um soco também. Mas, mesmo com ótimas cenas, o filme volta para seu homofobismo. As brincadeiras que Sandler e James fazem com o seu filho é de extremo mal gosto e irritante preconceito. O roteiro também esquece de dar atenção a Paula, ex-esposa de James. Ela tem uma importancia fundamental para o roteiro, mas que o espectador não consegue encontrar. Nem no relacionamento de Sandler e Biel, o roteiro é eficaz. Mais uma vez surge a comparação com Um Caso a Três em que acreditamos na quimica entre Perry e Campbell , e aqui não acreditamos. Fica em alguns momentos extremamente angustiante a não aceitação do casal.

Mas no começo do terceiro ato volta as sátiras e boas piadas. Nas cenas em que Sandler e James vão para o baile "gay" e tem uma ótima cena em relação a quem é a esposa e o marido. Além da excelente participação do irmão da personagem de Biel na trama. Tem um sátira particularmente boa com Embalos de Sabado a Noite e acaba até sobrando para o Will and Grace no julgamento. Além que se você perceber o diretor dá um grande foco no nº 23 do apartamento de Biel , claramente uma sátira ao "Nº 23" do Jim Carrey. Temos bons momentos também no dia da profissão no colegio dos filhos de James e na passeata em direção ao tribunal, em que Sandler e James aparecem com camisetas escrito Mrs. Timberlake e Mrs. Pitty.

O filme como foi dito é baixo em alguns momentos, mas é extremamente eficaz em outros. Nos apresenta boas piadas em partes da trama  e que salvam o filme. Não foi muito bem pela critica, mas foi pelo publico. E no final das contas, isso que importa.

(3 estrelas em 5)

22 de setembro de 2007

Ligeiramente Grávidos


Ligeiramente Grâvidos é mais um daqueles filmes que ficou em primeiro lugar nas bilheterias americanas , mesmo não sendo esperado... Paranóia , Eu vos declaro marrido e .... Larry são outros exemplos. Só que tem uma diferença. Esse foi aclamado pela critica. E com justiça.

Alison Scott (Katherine Heigl) é uma jovem bonita e ambiciosa, que está para estrear como repórter de uma importante emissora de TV. Ben Stone (Seth Rogen) e seus 4 amigos dividem o aluguel de uma casa bagunçada, sendo que todos insistem em se manter na adolescência mesmo já tendo 20 e poucos anos. Alison e Ben se conhecem numa boate e, completamente bêbados, passam a noite juntos. A ligação entre eles terminaria aí, mas algumas semanas depois Alison liga para Ben para informá-lo que está esperando um filho dele. A notícia faz com que Ben passe a questionar sua própria vida, além de aproximar duas pessoas que preferiam jamais ter se conhecido.

O roteiro foi escrito pela mesma mentes talentosa de O Virgem de 40 anos e O Ancora. Judd Apatow , que também assina a direção nos apresenta uma história extremamente verossimil , e dramatica. Uma coisa que acontece diariamente no mundo. Em uma noite ter um filho com uma pessoa que você mal conhece.

Talvez, mais uma vez, o grande erro do roteiro seja classificar como comédia , já que temos poucas cenas para rir ao longo da projeção. O filme é engraçado em alguns momentos , mas nada que supere sua realidade e dramatização. Outra coisa que o roteiro peca é em apresentar o grupo de amigos de forma errada. Enquanto em O Virgem de 40 anos os amigos de Steve Carrel eram apresentados adequadamente a história , e suas participação davam um "quê" a mais na trama ; neste caso é totalmente ao contrário. Aqui os amigos Benn não faz o espectador criar simpatia. O melhor exemplo disto é o personagem Jason interpretado por Jason Segel. O roteiro queria que torcessemos para seu personagem ficar com Debbie , mas em nenhum momento o espectador o faz. Ao contrario , o espectador torçe para Rudd durante toda a projeção.

Em relação as atuações. Katherine Leighl consegue se livrar da sua personagem de Grey´s Anatomy, e faz uma atuação segura. Consegue fazer um equilibrio de dramaticidade e comédia. Outra atuação eficaz é a de Seth Rogen , que consegue evoluir junto com o espectador através de sua projeção. A talentosa Leslie Mann também tem uma atuação boa. E cumpre o seu papel ao longo da trama. Mas que realmente rouba a cena é o talentosíssimo Paul Rudd. Consegue de ator codjuvante passar para o principal em alguns momentos da trama. Nos indentificamos com seu personagem , e consegue fazer com que o espectador vire seu melhor amigo. Já está na hora de Hollywood reconhecer o talento deste excelente ator.

Seguindo a linha tênue do drama "Pequena Miss Sunshine", Ligeiramente Gravidos fica mais no termo de drama do que comédia – ainda que consiga divertir em alguns momentos. Criando um ambiente realista e carismatico , Ligeiramente Grâvidos consegue ser um grande filme, em um grande ano para o cinema.

(4 estrelas em 5)

Inland Empire


Sempre quando saímos de uma sessão de um filme do diretor David Lynch , nos perguntamos: "Quando sera que irei entender?".

Existem 3 diretores que são considerados gênios de verdade em Hollywood : Darren Aronofsky , David Fincher e David Lynch.
Esse é o grupo de D´s mais famoso do mundo. Enquanto o primeiro tem na manga grandes viradas de cenas e roteiros revolucionarios ; Fincher é instigante e seus roteiros são estruturas narrativas de tirar o folego de qualquer espectador. Já David Lynch é o mais pôlemico. Seus filmes são sempre obras de polemicas em cabines de imprensas. Em quanto alguns vaiam suas sessões , outros cultuam.Lynch é um dos poucos diretores que fazem o espectador se ajeitar na cadeira pela magnitude do projeto ,e é um dos poucos que faze-nos assistir a seus filmes mais de uma vez. Vide Cidade dos Sonhos , que é tão complexo ,que o espectador tem de assistir duas vezes só para entender a sinopse.


Por falar em sinopse não poderei apresenta-la neste caso , até porque não tem uma propriamente dita. Tanto que Lynch fez o filme conforme suas inspirações. Então para algumas pessoas não vai ter nenhum nexo. Quem conhece os filmes de Lynch sabe que ele é muitas vezes condenado por seu surrealismo. E esse caso não é diferente. O surrealismo faz parte durante toda a projeção. Outra coisa que talvez não dá para definir é o gênero. O que é? Talvez drama misturado com suspense? Conforme eu disse Lynch foi pela sua inspiração. Mas o filme consegue nos mostrar grandes momentos de suspense.
Sua trilha sonora é arrebatadora , e cenas fazem o espectador pular da cadeira. Coisa que dá inveja em muitos filmes de terror , que não conseguem as vezes nem provocar um sustinho.
Falando da trilha. Ela muitas vezes é sarcástica e outras dá toques assustadores no longa. Cito a cena do batimento cárdiaco mostrado na cena que as mulheres estão reunidas. Voltando a sinopse. Para não deixar vocês confusos com o que irão assistir, irei deixar uma frase brilhante de Lynch , quando perguntado de sua sinopse: "é a história de uma mulher com problemas". Não poderia definir melhor.



Outra... o filme foi gravado totalmente em câmera digital. Por isso irá deixar furiosos alguns espectadores com seu estilo "Bruxa de Blair" durante alguns momentos da projeção. Mas isso não atrapalha de maneira alguma sua direção. Uma cena que comprova a genialidade do diretor é a forma que a personagem se comporta olhando para a TV no inicio do primeiro ato. Na cena em que a estranha vizinha chega na casa da atriz , Lynch também consegue ser meticuloso com a falsidade da atriz. Brilhante. As sequencias em preto e branco também merece destaque. Logo no começo da projeção a cena do pickape do vinil é uma cena totalmente cuidadosa e genial.
A montagem também tem uma autoridade. Muitas cenas do vinil para os rostos são bem executadas. As presenças de atores desconhecidos também são sempre um ponto forte nas projeções de Lynch. O unico que realmente tem fama e que está presente no filme é Jeremy Irons. Não que isso seja um erro. Pelo contrario. Sempre as atuações são dignas de destaque. E não é diferente neste caso.
A critica da sociedade com as cenas dos burros em "estilo Stephen King" também são extremamente brilhantes.
O que irá acontecer - e pode cobrar de mim - se você ir em uma sessão do filme ; são pessoas saindo indignadas nem na metade da projeção , pois irão achar o filme muito confuso.

Mas vai a pergunta. Por que o ser humano tem repulsa pelo que não entende?

Criticos condecorados no cenário nacional , odeiam os filmes do Lynch por não entende-los... Vale lembrar que Kubrick só foi reconhecido justamente 20 anos depois. O bom é que Lynch não dá bola para criticas , e segue com suas obras-primas. Quando estava vendo o filme A sete Chaves certo dia , estava comentando com um colega , quem seria um bom exemplo do diretor citado no filme. Um diretor que era sempre proibido pelos países , seus filmes eram impactantes, e sempre ganhava prêmios. Acho que encontrei minha resposta com mais uma obra-prima vindo de Lynch.

(5 estrelas em 5)

21 de setembro de 2007

Paranóia


Alguns filmes que ficam em primeiro lugar na bilheteria nos EUA por algumas semanas , são superestimados aqui no Brasil , filmes como: Escorregando para a Glória , Eu vos declaro Marido e ... Larry , entre outros. Então quando Paranóia , estreiou por aqui , fiquei receoso. Paranoia não é só um filme bom , mas é um filme que consegue te deixar com um sorriso no rosto depois de horas passadas.

Kale (Shia LaBeouf) está sob prisão domiciliar por 3 meses, sendo que caso dê um passo além do perímetro de 30 metros irá para uma prisão de verdade. Desta forma ele vive em sua casa, jogando videogame, navegando pela internet, vendo TV e espionando as pessoas pela janela do seu quarto. Um dos seus alvos é Ashley (Sarah Roemer), sua linda vizinha que logo torna-se sua amiga e, para sua surpresa, também se interessa em espionar a vida alheia. Até que um dia eles passam a desconfiar que um dos vizinhos é na verdade um assassino.

O roteiro foi escrito por Christopher B. Landon e Carl Ellsworth e talvez seu grande erro é o título que não condiz com o filme. Em nenhum momento o espectador sente a tensão que um roteiro com esse nome teria de dar. Ele não consegue se definir num gênero. Está sempre em uma linha entre Suspense ou Romance. Tende mais para o lado do romance durante a projeção , mas o esquece também no ultimo ato. Outro erro do roteiro é não sentimos a perda do pai de Kale. Sentimos na cena do acidente , mas depois o roteiro não faz com que nós sentissemos falta do pai tanto quanto Kale.

Já a direção de D.J. Caruso (Roubando Vidas) é feita de forma sutil e eficaz. A trilha é colocada na hora certa , e o romance adolescente é muito bem apresentado. Cito uma das cenas mais romanticas que vi no ano , quando o personagem de Shia LeBeouf chega atrás da personagem Sarah Roemer e só quer sentir a sua presença. É de uma forma tão realista que impressiona. Assim como a beleza da personagem de Roemer. Que além de ser extremamente atraente , é muito inteligente e conquista o publico por seu charme adolescente. Uma cena em que LeBeouf atrapalha a festa também merece destaque por ser uma cena simples e competente. O único erro do diretor na cena , é se esquecer da festa que ainda está tendo na casa da personagem Ashley. O diretor comete o erro de esquecer disto e pular direto para cena de suspense.

Em relação as atuações: Shia Lebeouf mostra que pode estar por vir uma nova geração de atores talentosos , atua de forma segura e eficaz. Sarah Roemer é outro grande destaque. Mostra competencia e consegue nos apresentar uma ótima personagem , afim que o espectador torça para um final feliz entre mocinha e mocinho. Aaron Yoo está regular como o melhor amigo de LeBeouf , sua única cena merecedora de destaque é a primeira dele na escola. Carrie-Anne-Moss está extremamente tediosa. Não convence para que temos pena dela em algumas cenas. Aliás forma uma personagem extremamente irritante. E David Morse é a grande decepção. Não faz um personagem ao estilo de Tim Robbins em Suspeito da Rua Arlington , que além de ser frio e calculista nos fazia gostar de seu jeito cruel. No caso de Morse não nos apresenta nenhuma destes fatos , fazendo com que o espectador não o julgue uma pessoa assustadora. Mais um erro do roteiro.

No final Paranoia não nos deixa tensos , mas sim com um sorriso no rosto ao ver a relação de Kale e Ashley. Talvez não fosse isso que o roteiro queria , mas conseguiu fazer um ótimo romance entre os dois , ao mesmo tempo se esquecendo do suspense. Confesso que não sou muito de repetir personagens , mas ficaria satisfeito em ver um novo filme centrado no romance entre os dois. Aliás, por que não uma série?


(3 estrelas em 5)

17 de setembro de 2007

A Colheita do Mal


Na entrevista que fiz com o pessoal que acessa o blog , uma das perguntas mais frequentes foi como "nós" criticos classificamos um filme "cinco estrelas". Para mim ao menos , o filme tem que ser informativo e a informação tem de vir com sutileza , além de apresentar os personagens de forma adequada e ao mesmo tempo fazer com que nós nos importarmos com eles ; a proposta deve ser interessante , e também original. Infelizmente a Colheita do Mal não segue nenhuma destas propostas.

Katherine Winter (Hilary Swank) era uma missionária cristã, mas perdeu a fé após ver sua família ser brutalmente assassinada. Com isto ela passou a se dedicar a desmascarar supostos fenômenos paranormais, tarefa esta que lhe trouxe fama. Katherine é chamada para investigar estranhos acontecimentos numa pequena cidade em Louisiana, que, aparentemente, está sofrendo das pragas bíblicas. Ao investigar o caso, ela passa a acreditar que a ciência não pode explicar o que está ocorrendo ali e que, para ajudar os moradores locais, ela precisa recuperar sua própria fé.

O filme é dirigido por Stephen Hopkins(Perdidos no Espaço , Predador 2 , Sob Suspeita); e já mostra sua incompetência no começo do filme. Não consegue colocar a trilha na hora certa no primeiro ato , e tenta fazer revelações em má hora. A montagem já erra na primeira passagem importante: na saída do Chile para a sala de aula da personagem de Swank . E quando você vê Winter dizendo "não acredito em milagres" você sabe exatamente o que irá acontecer no segundo ato. O filme até consegue acender nossas esperanças em alguns momentos. A cena dos sapos é muito boa , a cena do gado consegue ser melhor que o "ataque dos veados" no filme "Chamado 2" , não que isso seja muita coisa, já que o "Chamado 2" não cumpre o que promete , mas já é um fator positivo. Além dos excelentes efeitos especiais , que pelo menos fará com que alguns gostem do filme.

Se a direção tem alguns momentos , não podemos dizer de seu roteiro. O roteiro é escrito por Carey Hayes e Chad Hayes, e é baseado em estória de Brian Rousso. O roteiro é uma confusão do começo ao fim , e só não consegue ter um final pior do que o péssimo "Estranha Perfeita". Os irmãos Hayes tentam fazer com que não entendemos nada , para acharmos o final impressionante. Tática furada , já que pensam que estão tratando de "idiotas", mas já vemos essa idéia deles na primeira praga. O que ao mesmo tempo é angustiante , já que sabemos quem é o vilão desde o começo do filme.

Em relação as atuações. O filme não traz nada de novo. Hillary Swank faz o possível , mas desiste de tentar no segundo ato. Talvez ela leu o final do filme , e achou tão decepcionante que parou de tentar o salva-lo , ao que me parece. Ildris Elba é regular e David Morrisey nos prova a cada dia que não sabe escolher projetos ; tendo uma atuação irregular e de péssimo gosto.

No final , nos parece um filme de classe B que tem bons atores. Se você pensava que era grande coisa(como eu pensei)porque tinha a Hillary Swank no papel principal, se enganou feio. Pensou que iria pegar o melhor filme do ano , mas saiu com o pior. Agradeça aos magnatas de Hollywood , por fazerem nos engolir mais uma porcaria que nos jogam.


(1 estrelas em 5)

Ratatouille


Tentarei expressar o que achei do filme pelas palavras da voz do talentosíssimo Peter O´Toole que interpreta o critico Antor Ego no filme.

De certa forma o trabalho de um critico é facil. Nos arriscamos pouco , e temos prazer em avaliar com superioridade àqueles que nos submetem seu trabalho e reputação. Ganhamos fama com criticas negativas , que são divertidas de se ler e escrever. Mas a dura realidade que nós criticos devemos encarar , é que no quadro geral a mais simples porcaria talvez seja mais significativa do que nossa critica.



Mas as vezes um critico arrisca de fato alguma coisa, como quando defende e descobre uma novidade.
O mundo costuma ser hostil aos novos talentos , as novas criações , o novo precisa ser incentivado
Ontem a noite eu experimentei algo novo , um prato extráordinario de uma fonte inesperadamente regular.
Dizer que tanto o prato quanto quem o fez desafiam a minha percepção sobre gastronomia é extremamente superficial.
Eles conseguiram abalar minha estrutura. No passado eu não fazia segredo quanto ao meu désdem pelo famoso lema do chefe Gusteau. Qualquer um pode cozinhar. Mas eu percebo que só agora eu compreendo realmente o que ele quis dizer. Nem todos podem se tornar grandes artistas. Mas um grande artista pode vir de qualquer lugar. É dificil imaginar a origem mais humilde deste gênio que cozinha no restaurante Gusteau´s.
Que é na opinião deste critico nada menos que o melhor chefe da França. Eu voltarei em breve ao Gusteau´s com muita fome.

Como o personagem EGO descreveu durante o final da projeção: "Surpreenda-me". Espero que tenha feito isso com você leitor.


(5 estrelas em 5)

15 de setembro de 2007

Nunca é Tarde para Amar


Machado de Assis costumava afirmar em seus romances , que existia dois tipos de romance. Aqueles mal contados que não servem para coisa alguma , e tem aqueles que são verdadeiros , e servem para inspirar o leitor nas mais variadas coisas. Nunca é tarde para amar fica nesse segundo tipo.

Rosie (Michelle Pfeiffer) é a mãe de Izzie (Saoirse Ronan), uma adolescente que está apaixonada pela 1ª vez. Esta situação também acontece com Rosie, que, perto dos 40 anos, se apaixona por Adam (Paul Rudd), que é bem mais jovem. Esta situação deixa Rosie cheia de dúvidas, sobre se deve ou não manter o novo relacionamento.

Escrito por Amy Heckerling ( Olha quem está Falando e As Patricinhas de Beverly Hills ), que assina a direção também. O roteiro é consistente e segue um padrão que em tempos foge do padrão de uma comédia romântica. As cenas em que faz criticas a sociedade e a outros filmes do gênero , pode passar despercebidas por alguns , e isso é graças a sutilidade da direção de Heckerling , que ao mesmo tempo passa o filme de uma forma realística e romântica.

Não só a direção , mas a trilha é também extremamente eficaz , canções que vai desde os classicos mais antigos até a banda Green Day. A bela fotografia apresentada no começo também merece aplausos , assim como sua montagem , que não decepciona , e faz um trabalho eficaz. Cito as passagens das transmorfações da estética femenina no começo do filme e das cena do set de gravações para o relacionamento de mãe e filha.

E por falar em mãe e filha , esse é o ponto forte do filme. As ótimas discussões entre as duas , o envolvimentos delas em seus próprios romances , suas amizades , surte um efeito poderoso no espectador , que fica maravilhado com o relacionamento mãe e filha. O roteiro é coerente e acerta nessa relação com até a mãe pedindo conselhos para filha. E por falar em coerencia , outra coisa que o roteiro acerta é no "amor à primeira vista" , esta ficando cada vez mais difícil de o espectador acreditar em um amor à primeira vista , mas neste filme isso não falha. Desde o primeiro momento que a personagem de Michelle Pfeiffer - Rosie , vê o personagem de Paul Rudd - Adam , nós sentimos esta conexão entre os dois , e aí fica muito mais fácil de administrar o resto da história.

Em atuações o filme é um achado. Michelle Pfeiffer está bem no papel , e transmite bem ao espectador sua insegurança em relação as idades. Cito a ótima cena em que a personagem Rosie não fala absolutamente nada até Adam pegar seu celular e dizer o que está havendo. Uma das melhores cenas do filme. Paul Rudd está bem , nada de extraordinario como o roteiro quer que nós acreditamos , mas desempenha bem seu papel. Mas o grande achado do filme fica na performance da estreante Saoirse Ronan que interpreta a pequena Izzie (filha de Pfeiffer no roteiro). Ela está absolutamente impecavel , traz um brilho no papel e suas relações com a mãe são de extremamente verdadeiras , que faz com que o espectador acredite no que está acontecendo , desde de suas paixões às discussões. A cena dela no espelho cantando Britney Spears é de uma proeza enorme , assim como os conselhos que ela dá para a mãe durante o primeiro ato. Até a "Mãe Natureza" - outro ótimo feito do roteiro - intrerpretada por Tracey Ullman recebe destaque.

O filme tem grandes lições de moral ao longo de sua projeção - onde Click conseguiu proeza. Na cena que a "Mãe Natureza" fala pra Rosie: "Você irá ter o replay disso" em que faz uma sátira ao filme "Click" , é de uma sutileza impressionante e que faz juz ao resto do filme. Nunca é tarde para Amar faz nós ainda termos esperanças em alguns filmes deste gênero , a verossimilidade é um grande ponto favorável , assim como suas lições. O final não é nada clichê até porque não define uma situação e traz uma virada surpreendente em que o homem não é "bobo" - frequentemente usado em comédias do gênero , como: Minha mãe quer que eu case. E fecha com uma canção chamada "Irônico" que traduz muita coisa que o filme quer dizer.
E o que nós queremos dizer para o mundo também.

(4 estrelas em 5)

Obs: Peço que prestem atenção no trabalho desta menina Saoirse Ronan , acredito que essa seja nossa futura Jodie Foster.

13 de setembro de 2007

Tropa de Elite



Estava esperando descrever este filme como uma obra-prima , até por toda essa "polêmica" que o envolvia. Mas mais uma vez fui decepcionado com estes chamados filmes "polêmicos". O filme não é ruim , só é decepcionante.

O filme é baseado no livro Elite da Tropa que retrata o dia-a-dia do grupo de policiais e seu capitão do BOPE no ano de 1997 que quer sair da corporação e tentará encontrar um substituto para seu posto. Paralelamente a isso , há a história de dois amigos de infância que se tornam policiais e que se destacam por sua honestidade e honra. Eles ficam indignados com a corrupção no batalhão que atuam.

O roteiro foi escrito por três mãos: José Padilha , Bráulio Mantovani e Rodrigo Pimentel ; e tem seus grandes momentos. As cenas da policia entrando na favela ficam entre as melhores cenas que vi em 2007 , até o treinamento que não foi muito aproveitado , mais uma vez por culpa da direção , merece destaque.

O problema como já foi falado , fica no encargo de sua direção. José Padilha não sabe o que está fazendo com a câmera e fica totalmente confuso na hora de apresentar os seus personagens , recorrendo para os nomes em tela preta. Você pode perceber enquanto você está vendo o filme, que reconhece os três personagens principais , e só. Os outros que pulam nas cenas não são corretamente apresentados , e o espectador fica confuso. A montagem também não favorece o filme. Cito as cenas que ficaram mal elaboradas na passagem do morro para o túnel no segundo ato , e também a cena inicial , onde o título entra mal assim como sua trilha , dando uma sensação desgostosa que estaríamos vendo o piloto de alguma série nova. Por falar na trilha sonora , ela também é um grave problema do filme , na realidade só entra certo em uma cena quando o BOPE invade o morro.A música "Tropa de Elite" - da banda Tihuana encaixa bem na trama , só não foi bem aproveitada.

Em relação as atuações: está aí a grande arma do filme. Wagner Moura faz uma atuação tão boa , que quase consegue encobrir todos os furos do roteiro , ele transforma o filme por completo , e faz uma das melhores atuações do ano. Caio Junqueira não consegue transmitir bem seu personagem , sendo assim que torçemos para Matias ser o Capitão no final do filme. André Ramiro como Matias está como Wagner Moura , tenta encobrir os furos da trama e faz uma bela atuação , nos consegue transmitir as mudanças do seu personagem , e faz com que nos preocupamos com ele no final do terceiro ato. Fernanda Machado e Maria Ribeiro estão carictuais , mesmo assim conseguem seu espaço na trama.

O ponto fraco do filme é sua estrutura frágil e sua direção.Tal que o filme começa confuso e acaba confuso. Uma pena , já que tinha plenas condições de ser o melhor filme brasileiro. Muitas pessoas ainda irão acabar gostando pois retrata a nossa realidade e a policia de uma forma que queríamos ver , já que estamos cansados de receber enchurrada de filmes nordestinos. Cito como exemplo o filme "Cinema, aspirinas e urubus" - que tem uma trama normal , com dialogos vazios , mas que acaba sendo um dos grandes filmes do ano passado. Tropa de Elite realiza uma proeza de nos apresentar uma policia verossímil , onde existe corruptos e pessoas que confiam no sistema , valeu a coragem dos roteiristas neste aspecto. Ótimas atuações e um clima que nós brasileiros conhecemos fazem deste filme algo realmente importante , num ano que Corrupção foi o verdadeiro nome do país.

(3 estrelas em 5)